“Os Experimentos em Animais ATRASAM o progresso da ciência”.
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junho 04, 2011

Alternativas Éticas

Técnicas substitutivas


Algumas pessoas usam a palavra “alternativa”, pois a Lei 9.605/98 em seu art. 32 usa este termo,
mas a terminologia correta é : “método substitutivo” ou "técnica substitutiva".. Hoje em dia temos tecnologia e conhecimento suficiente para abolir totalmente os testes com animais, mas
infelizmente interesses escusos impedem o uso destes métodos realmente
seguros.

(...) Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticosou domesticados, nativos ou exóticos: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. 
§ 1º. Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. 
§ 2º. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.


Existem incontáveis técnicas em substituição ao uso de animais, mas vamos apenas dar um mínimo resumo abaixo:

PESQUISA CLÍNICA E EPIDEMIOLÓGICA

São métodos de pesquisas simples, mas muito importantes. É
o estudo das doenças humanas em indivíduos e em populações
específicas. A pesquisa clínica usa voluntários humanos,
estudo de casos clínicos, autópsia, análise estatística
com observação clínica da doença. Para ajudar
os seres humanos, é necessário estudar as doenças que
afetam os humanos, e não doenças inoculadas artificialmente
em animais.

CULTURA CELULAR E TISSULAR

Células isoladas de humanos e tecido animal (para uso na medicina veterinária),
são cultivadas fora do corpo, após a separação
de seu tecido original ou órgão. Com este procedimento, não
há o problema de diferença de espécies. Estes testes
são extremamente eficientes para testar toxidade e teste de irritação.
As culturas orgânicas podem ser usadas na área de bioquímica,
pesquisa de câncer, genética, imunologia, farmacologia, radiação,
tóxologia, e pesquisas de vírus.



TÉCNICAS DE IMAGENS NÃO INVASIVAS

O desenvolvimento de técnicas não invasivas como:

CAT - utiliza computadores na reconstrução
de imagens tridimensionais do corpo humano através do Raio-X.

MRI (Magnetic Resonance Imaging) - permite a visualização
de imagens detalhadas do interior do corpo humano, sem injeção
de substâncias radioativas.

PET (Positron Emission Tomograph) e SPECT (Single Photon Emission Computerized Tomograph) - usados em estudos de doenças
cérebrovasculares e distúrbios psiquiátricos.Estes métodos
têm revolucionado a pesquisa clínica. São equipamentos
que permitem a avaliação de doenças humanas nos pacientes.
Por exemplo, estes equipamentos escaneadores têm validado o diagnóstico
precoce e avaliação da doença de Alzheimer, doença
de Huntington, tumores "musculoesqueletais", mal de Parkison, doenças
"cérebrovasculares", e têm contribuindo no conhecimento
do corpo em ciências básicas.

TESTE "AMES"

Criado pelo Dr. Bruce Ames, da Universidade da Califórnia em Bekerley,
este teste "in vitro" checa substâncias cancerígenas
usando a "bactéria salmonella", a qual produz câncer
nos seres humanos e outros mamíferos. O teste dura cerca de 2-3 dias
e o custo é muito menor que o custo com a utilização
do modelo animal.

PLACENTA

A placenta humana, que geralmente é descartada após o nascimento
de uma criança, pode ser usada na prática de cirurgia microvascular,
e no teste de toxidade de químicas, drogas e poluentes. Não
tem custo e o material é 100% humano.

FARMACOLOGIA QUANTA

É uma técnica computadorizada usada na química teorética
do estudo da estrutura molecular de drogas e seus receptores no organismo.
Usando o conhecimento existente é possível predizer através
da estrutura da droga qual o efeito no órgão humano em epígrafe.

EYETEX

Em substituição ao "Draize Eye Irritancy Test" (feito
nos olhos dos coelhos), é o uso de uma proteína líquida
que imita a reação do olho humano.

CROMATOGRAFIA E ESPECTROSCOPIA

Para separar drogas no nível molecular para identificar suas propriedades,
podendo detectar a trajetória de drogas e seus danos aos humanos.

AUTOPSIAS E ESTUDOS "POST-MORTEM"

A autopsia humana é o exame após a morte de tecidos e órgãos
do corpo humano para determinar a causa da morte ou existência das condições
patológicas. Estudo que tem sido responsável pela descoberta
e descrição de muitas doenças.

ESTUDOS MICROBIOLÓGICOS

Microorganismos como bactéria, são apropriados para visualização
de um grande número de toxinas, pois se reproduzem rapidamente.

AUDIO-VISUAL

Utilizado no treinamento de médicos de medicina humana e veterinária
e também no ensino médio, em lugar da "dissecação".

ADM (Agarose Diffusion Method)

Criado em 1960 para determinar a toxidade de plásticos e outros materiais
sintéticos usados na medicina em válvulas cardíacas,
etc.

CORROSITEX

É um teste "in vitro" para avaliação do potencial
de corrosividade dérmica de químicas diversas. Desenvolvido
pelo "In Vitro International, Inc.", a técnica possibilita
testar uma substância química ou várias (drogas) em uma
barreira de pele artifical feita de colágeno. Abaixo daquela camada
tem um líquido contendo um corrante indicador de PH que muda a cor
quando entra em contato com a química a ser testada. A corrosividade
da química é determinada pelo tempo que leva para penetrar na
pele artificial e provocar a mudança de coloração.

KITS DIVERSOS

Dispomos de kits para todas as finalidades, como técnicas de sutura
e laparoscopia, treinamento cirúrgico e dissecação (incluindo modelos anatômicos). Principalmente para dissecação, temos várias opções com modelos perfeitos de animais.
Para conhecer mais técnicas substitutivas, indicamos a versão online do livro "Do Rato de
Laboratório ao Mouse de Computador", disponível no site
da InterNICHE Brasil:


Links recomendados para consultas,
acesse :
http://avar.org
http://www.DissectionAlternatives.org
http://www.novivisezione.org/links_en.htm


Fonte: FBAV

abril 20, 2010

Alternativa ao uso de animais em laboratório é discutida por alunos e professores de todo o Brasil


05 de maio de 2009



O Dia Mundial dos Animais de Laboratório, 25 de abril, recolocou a polêmica sobre o uso de cobaias em cursos universitários. A questão divide pesquisadores, professores e alunos por todo o Brasil.
A Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, em seu curso de Medicina Veterinária, não utiliza animais nas aulas. Em outras instituições, no entanto, como a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), há o uso de ratos Ystar no curso de Psicologia.
Segundo o artigo III dos Princípios Éticos para o Uso de Animais de Laboratório,“procedimentos que envolvam animais devem prever e se desenvolver considerando-se sua relevância para a saúde humana ou animal, a aquisição de conhecimentos ou o bem da sociedade”. Esta questão divide opiniões entre diversos estudantes e professores de cursos voltados à área da Saúde.
Débora Schwab Branco é aluna do segundo ano de Psicologia da Universidade do Centro Oeste (Unicentro). Letícia Campos é estudante do terceiro ano de Odontologia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
Ambas utilizam animais em seus cursos. Débora estuda o comportamento do rato, do tipo Ystar, na disciplina de Análise Experimental do Comportamento. Letícia estuda, em uma pesquisa, a relação do cigarro com os anestésicos locais através da análise dos órgãos dos animais.
Segundo Débora, as experiências que são realizadas nesta disciplina de Análise Experimental do Comportamento são as mesmas há anos. Ela explica que ”o desempenho da experiência varia um pouco de acordo com os experimentadores e as cobaias, mas os resultados a que se chega serão sempre os mesmos, neste caso. Portanto, é sim desnecessária a utilização dos animais para a visualização e compreensão desta disciplina”.
Débora conta ainda que, em seu curso, existem várias experiências antigas que foram realizadas com animais e seus resultados foram repassados em livros. Ela exemplifica: “como o condicionamento de Pavlov, em que ele utiliza cães para obter seus resultados. Não é necessário observar concretamente para concluir que o condicionamento existe realmente”.
No entanto, para Letícia, sem os animais, sua pesquisa não teria o mesmo significado. Para se chegar ao estudo, no ano passado, toda sua turma participou da pesquisa.
Foram utilizados cerca de oito ratos. Em um número x de animais foram injetadas soluções de água. Em outro número, foi injetada uma solução que tinha sido deixada por uma semana em um cigarro. Em outros animais, foi colocada uma solução deixada pelo mesmo período de tempo, com uma diferença: quatro cigarros.
Após uma hora, os alunos injetavam anestésico local nos ratos. Depois desse processo, foram retirados o fígado, baço e pâncreas de cada animal para análise da relação do cigarro com os anestésicos locais. O objetivo do trabalho era provar que o cigarro influencia clinicamente o paciente, até mesmo em situações cirúrgicas.
O trabalho de Letícia é a continuação deste projeto. “O uso dos animais é fundamental para essa pesquisa. É mais fácil fazer em animais do que em um ser humano”, ressalta a estudante.
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março 27, 2010

Métodos alternativos reduzem testes em animais para menos de metade



Eurodeputado Paulo Casaca promoveu visita ao ECVAM
Eurodeputado Paulo Casaca promoveu visita ao ECVAM
Os métodos alternativos aos testes em animais, desenvolvidos num laboratório europeu, permitirão reduzir para menos de metade, em dez anos, o número de exemplares usados para verificar a segurança de químicos, no âmbito da nova legislação europeia. 


Nova legislação contempla também o bem-estar animal
Nova legislação contempla também o bem-estar animal
A validação destes testes é realizada no Centro Europeu para a Validação de Métodos Alternativos de teste (ECVAM, na sigla em inglês), em Ispra, Itália, o centro europeu de referência para validar estratégias que reduzam, substituam ou redefinam a utilização de animais na verificação da segurança de substâncias químicas.

Durante uma visita de jornalistas portugueses ao ECVAM, promovida na sexta-feira pelo eurodeputado português ao Parlamento Europeu Paulo Casaca, o director do centro, Thomas Hartung, explicou que, desde o ano passado, cabe a este laboratório coordenar o processo de testes de químicos no âmbito da recém aprovada legislação europeia sobre a segurança destas substâncias (REACH, na sigla em inglês).

Entre 2011 e 2017 prevê-se que sejam realizados cerca de 70 por cento dos testes de segurança a diversas substâncias químicas que, a serem feitos de acordo com os métodos actualmente mais utilizados, implicariam a utilização de mais de 20 milhões de animais, detalhou o responsável do ECVAM.

171 métodos alternativos

Criado em 1991, o ECVAM tem actualmente 171 métodos alternativos de teste em validação, 100 dos quais podem ser adoptados pelo REACH, explicou Thomas Hartung, adiantando que a "análise do impacto [da adopção de estratégias alternativas] sugere que haja uma redução em 50 por cento dos testes em animais".

A nova legislação sobre registo, avaliação e autorização de produtos químicos foi aprovada a 13 de Dezembro pelo Parlamento Europeu (PE), abrange cerca de 30 mil substâncias e entra em vigor em Junho de 2007.

Com o REACH, o ónus da prova sobre a segurança dos produtos químicos comercializados na União Europeia é transferido das autoridades públicas para a indústria, devendo as empresas que fabricam e importam produtos químicos avaliar os riscos decorrentes da sua utilização e tomar as medidas necessárias para gerir os riscos para a saúde humana e do ambiente que identificarem.

A nova legislação contempla também o bem-estar animal, introduzindo regras para evitar a duplicação de testes em animais e promover métodos alternativos de ensaio.

A substituição dos testes em animais, utilizados sobretudo na verificações da toxicidade dos produtos, por testes in vitro (culturas celulares) revela-se vantajosa em relação à rapidez na obtenção de resultados, à qualidade científica desses resultados e aos custos financeiros associados aos testes, pormenorizou Thomas Hartung.

"Há que tornar os métodos alternativos nos métodos correntes empregues em toxicologia", defendeu o director do ECVAM, salientando que, nesta área, "há uma liderança impressionante da Europa", que a legislação do REACH vem impulsionar.

A partilha de informação sobre os testes efectuados entre as empresas que produzem e importam químicos, que o REACH torna obrigatória, contribui igualmente para a redução de necessidade de utilizar animais na verificação da toxicidade dos produtos, ao evitar a duplicação dos ensaios, explicou o responsável.

Apenas nove milhões de animais

De acordo com o relatório de Outubro deste ano do Instituto para a Protecção da Saúde e do Consumidor - entidade do Joint Research Centre europeu que integra o ECVAM -, a conjugação entre a utilização preferencial dos métodos alternativos e o fim da duplicação de ensaios pode significar que, para testar as mais de 30 mil substâncias químicas sobre as quais actualmente há pouca informação toxicológica, seja necessário utilizar nove milhões e não mais de 20 milhões de animais.

Em declarações aos jornalistas após a visita ao ECVAM, o eurodeputado Paulo Casaca sublinhou que "em geral, os testes in vitro são mais fidedignos do que os testes em animais".

Para o eurodeputado, que está prestes a terminar o seu mandato como presidente do Intergrupo do PE para a Conservação e Bem-Estar Animal, o REACH revela-se assim fundamental para demonstrar que se pode "dispensar o teste animal".

Entre as cerca de cem mil substâncias químicas comercializadas na União Europeia, apenas 3.000 foram sujeitas a testes de toxicidade, estimando-se que muitos produtos presentes em bens de consumo utilizados no dia-a-dia sejam responsáveis pelo aumento de alergias, cancros e infertilidade humana, face à sua persistência no organismo ao longo da vida.


Fonte

março 20, 2010

Alternativas



O que são alternativas?

Definimos alternativas como recursos educacionais ou abordagens educativas que substituam o uso
de animais ou complementem práticas humanitárias de ensino. A educação humanitária no ensino de ciências pode ser encontrada quando:
- estudantes são respeitados em sua liberdade de escolha e opinião
- animais não são submetidos a sofrimento ou mortos em praticas educativas
- os objetivos educacionais são obtidos utilizando-se métodos e abordagens alternativas
- a educação estimula a visão holística e o respeito à vida

Alternativas são inovadoras

A adoção de métodos alternativos mantém a educação atualizada e sincronizada com o progresso tecnológico, com o desenvolvimento de métodos de ensino e contribuem para o pensamento ético. Mostram o respeito para com as considerações éticas dos professores e estudantes, e para com os animais. Com várias alternativas, os estudantes podem aprender em seu próprio ritmo. A qualidade da educação é acentuada, criando um ambiente saudável de aprendizagem com o mínimo de conflitos negativos, distração ou complicação. Muitos métodos humanitários de ensino são simples, previsíveis e repetitíveis, de modo que princípios experimentais e objetivos posam ser aprendidos eficientemente. A auto-experimentação pode ser altamente memorizável e divertida, e alternativas avançadas como realidade virtual e multimídia são excitantes no uso.


Alternativas são eficientes


O uso de alternativas e uma combinação de cuidados específicos no ensino possibilitam o alcance dos objetivos de ensino de qualquer prática com animais. Além do mais, estudos publicados que têm avaliado a eficiência de métodos alternativos tem mostrado que os estudantes que optam por alternativas aprendem tão bem quanto, e em alguns casos melhor, que os estudantes que utilizam o método tradicional de experimentação animal. Alternativas são mais econômicas também: muitas alternativas e mesmo métodos de ensino são baratas quando comparadas ao gasto com a manutenção, compra ou criação de animais. Outras alternativas requerem um gasto inicial considerável, mas os benefícios do investimento são aparentemente imediatos, e os custos podem ser cobertos à longo prazo, pois poupam o gasto exigido com o uso de animais.

Modelos e simuladores

Modelos e simuladores mecânicos podem ser muito úteis ao estudo de anatomia, fisiologia e cirurgia. Eles vão de modelos simples e baratos à equipamentos computadorizados. Modelos mecânicos como simuladores de circulação podem oferecer uma excelente visão de processos fisiológicos, e simuladores de pacientes ligados à computadores e manequins, e controles sofisticados de operação estão substituindo cada vez mais o uso de animais no treinamento médico.

Filmes e vídeos interativos

Filmes são baratos, fáceis de se obter, duradouros e fáceis de usar. Eles oferecem a possibilidade de repetição, utilizando câmera lenta, e mostrando detalhes em closes. A adição de gráficos, animações e elementos interativos podem acentuar o seu valor educativo; e com faixas audio-visuais os estudantes podem acompanhar uma gravação de um experimento enquanto monitoram os equipamentos que registram os detalhes do experimento.

Simulação computadorizadas e realidade virtual

Alternativas computadorizadas podem ser altamente interativas e incorporar outros meios como gráficos de alta qualidade, filmes,
e frequentemente CD Roms. Eles podem ser baseados em dados experimentais atuais ou serem gerados de equações clássicas,
e podem incluir variação biológica. Alguns permitem a adaptação pelos professores, de modo a possibilitar os objetivos específicos da aula. A aprendizagem através de computadores não apenas permite a exploração de disciplinas por novos caminhos e em grande profundidade, como também capacita os estudantes para um futuro onde a Informação-Tecnologia terão um papel dominante. Desenvolvimentos no campo da realidade virtual têm possibilitado o uso de técnicas de imagem de alta qualidade no trabalho de diagnóstico e tratamento no estudo e prática de medicina humana. Com as técnicas disponíveis atualmente, o desenvolvimento de novas alternativas computadorizadas e o aperfeiçoamento de produtos existentes é quase ilimitado.

Auto-experimentação

Estudantes de biologia e medicina de muitas universidades participam ativamente em práticas cuidadosamente supervisionadas onde eles são os animais experimentais para o estudo de fisiologia, bioquímica e outras áreas. Ingerindo substâncias como café ou açúcar, administrando drogas como diuréticos, e usando eletrodos externos para a mensuração de velocidade de sinais nervosos estão entre os muitos testes que podem ser aplicados em si mesmo ou nos colegas.

Uso responsável de animais

Para estudantes que precisam de experiências práticas com animais, tais necessidades podem ser supridas de diversas maneiras humanitárias. Animais que morreram naturalmente, ou que sofreram eutanásia por motivos clínicos, ou que foram mortos em estradas, etc., são utilizados em algumas universidades para o estudo de anatomia e cirurgia. Para estudantes que precisam do uso de animais vivos, a prática clínica é o método mais aplicado e humanitário; em alguns cursos de veterinária, por exemplo, a habilidade cirúrgica é aprendida pelos estudantes através de operações severamente supervisionadas em pacientes animais, em clínicas veterinárias.

Estudos de campo e de observação

Existe uma gama ilimitada de práticas alternativas que podem ser aplicadas através do estudo em campo. Animais selvagens e domésticos, e obviamente humanos, oferecem oportunidades para o estudo prático não invasivo e não prejudicial no estudo de zoologia, anatomia, fisiologia, etologia, epidemiologia e ecologia. Tais métodos podem estimular os estudantes a reconhecerem suas responsabilidades sociais e ambientais.

Experiências in vitro

Muitos procedimentos bioquímicos envolvendo tecido animal podem ser adequadamente experimentados em cultura de tecidos. Outros métodos in vitro, particularmente em toxicologia, podem ser utilizados microorganismos, cultura de células, substituindo o uso de animais e oferecendo excelente preparação para profissões em pesquisas humanas.

AILA
Para saber mais acesse o site


fevereiro 24, 2010

A alternativa para testes em animais: por que devemos nos importar


Por Nicole Gilbert
Tradução por Giovanna Chinellato  (da Redação)
Muitos detestam a ideia de testar produtos de uso comercial e remédios, mas temem erguer a voz e serem taxados de extremos.
Foto: PETAMesmo assim, quando a universidade de medicina do Arizona, EUA, anunciou a construção de um laboratório para testes em animais no centro de Phoenix, alguns alunos ergueram sim suas vozes. Aqueles preocupados com os direitos dos animais disseram que muitos dos testes que acontecem são inúteis e extremamente cruéis.

Foto: PETA
Muitos animais podem ser poupados no futuro graças a desenvolvimentos científicos na área de pesquisa. Mas não se não dermos uma chance aos novos métodos.
Em vez de construir um laboratório de testes em animais, não seria muito mais revolucionário começar uma pesquisa sem criar e experimentar em seres vivos?
A Humane Society dos Estados Unidos citou um progresso recente na área de testes toxicológicos sem uso de animais, um método que vem ganhando fama, o de cultura de células. Considerando que os animais que maior parte dos laboratórios estudam, ratos e camundongos, principalmente, são bem diferentes dos humanos, tecnologias baseadas em células humanas prometem um resultado muito mais acurado de como uma droga iria interagir com o corpo humano. Também existe a possibilidade de no futuro os humanos que testariam os produtos possam tomar doses bem menores.
A tecnologia existe, e seria bem mais desenvolvida se os cientistas não tiverem se prendendo a testar em animais. O governo e códigos de saúde pedem a continuidade dos testes em animais.
O porta-voz da universidade de medicina do Arizona, Al Bravo, disse que o novo laboratório de pesquisas irá fazer testes em roedores na busca por câncer, doenças cardiovasculares e neurológicas. Ele disse que a universidade tem um padrão em como cuidar dos animais. Mesmo assim, milhares morrem ou vivem vidas terríveis.
Imagine nascer numa caixa, ser perfurado por agulhas, talvez pegar doenças e ser largado para morrer (ou miraculosamente se recuperar para sua vida maravilhosa). Enquanto a cena já é difícil para muitos de nós que não consideram animais seres emotivos, é muito mais difícil para quem já conheceu ou convive com um animal.
foto: petaQuando eu era criança, eu tinha um ratinho de estimação. Ela era um animal inteligente, que me reconhecia pela aparência e cheiro. Ratos de laboratório não seriam tão diferentes se não fossem confinados para as vidas vazias que levam.
A conexão humano-animal não existe para maior parte da população- vamos encarar isso, a mente egoísta do ser humano continuará existindo.
Entretanto, a possibilidade de métodos alternativos de pesquisa deveria causar no mínimo certa curiosidade.
Universidades deveriam estar buscando mudanças e estímulos intelectuais, não lugares para métodos velhos que automaticamente ditam como conduzir futuras pesquisas.