“Os Experimentos em Animais ATRASAM o progresso da ciência”.
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maio 06, 2011

Regras para uso de animais na ciência vão ser mais rígidas em Portugal

Existem 11 biotérios licenciados no paísPortugal está a ultimar a alteração a uma directiva europeia para impor maior rigidez a nível nacional no uso de animais para fins experimentais, revelou hoje o Ministério da Agricultura, em véspera do Dia Mundial do Animal de Laboratório.


"Está em fase de conclusão um projecto de alteração da legislação comunitária relativa à protecção dos animais utilizados para fins científicos", refere o Ministério da Agricultura em comunicado.

A tutela adianta que a nova legislação, por transposição de uma proposta aprovada no Parlamento Europeu, vem "limitar a utilização de certos animais como os primatas não humanos, criar um centro de referência europeu para a definição de métodos alternativos, fomentar a criação de comités de ética locais e nacionais e reforçar os controlos nesta área".

Investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular e opositores ao uso de animais em experiências alertaram para a incipiente fiscalização aos locais de criação de animais para fins experimentais e às práticas dos cientistas em Portugal.

Em resposta, o ministério esclarece que "existe um controlo efectivo sobre a utilização de animais no país" por parte da Direcção Geral de Veterinária (DGV).

A nota explica que a DGV faz a avaliação das condições de alojamento e de maneio dos animais nos centros de criação de animais para experiências científicas, verificando se o modelo experimental proposto respeita o princípio legal dos "3R's (Reduction, Refinement e Replacement - redução do uso de animais em experiência, melhoramento das práticas e substituição dos animais por outras alternativas) para reduzir o "eventual sofrimento dos animais".

Constança Carvalho, da plataforma de oposição ao futuro Biotério da Azambuja, defendeu que a falta de fiscalização leva a que, por vezes, experiências em que existem alternativas ao uso de animais continuem a ser feitas com recurso a animais, sobretudo em experiências básicas que não se destinam a comprovar hipóteses colocadas pelos cientistas.

O Ministério da Agricultura revela que, em 2008, foram usados mais de 50 mil animais em experiências, cuja utilização foi autorizada pela DGV.

No país, existem 11 biotérios licenciados, estando a DGV a acompanhar processos de licenciamento de outros "a quem têm sido recomendadas alterações ou melhoramentos" para cumprirem a lei.

O Dia Mundial do Animal de Laboratório assinala-se no sábado para recordar os milhões de animais que todos os anos são utilizados e mortos em experiências científicas.

Em Lisboa, o dia será assinalado com uma marcha contra a construção do Biotério da Azambuja, um projecto das Fundações Gulbenkian e Champalimaud e da Universidade de Lisboa que prevê a instalação de dezenas de milhares de jaulas para animais destinados à investigação científica.

abril 24, 2010

Vivissecção: um negócio indispensável aos interesses da ciência?

Sônia T. Felipe

80% dos artigos publicados em revista especializada são citados no máximo uma vez em outros veículos, e 50% dos artigos vivisseccionistas jamais são citados, seja na mesma, seja em outras revistas.


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Cientistas e pesquisadores que investigam as doenças que afligem humanos são treinados em centros de pesquisa na prática criminosa da vivissecção, proibida pela Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, quando há métodos substitutivos. Em muitos casos, a vivissecção é o único método no qual a inteligência científica recebe treinamento. Nos últimos quarenta anos, a pesquisa biomédica centrou esforços em experimentos com “modelos” obtidos às custas do sofrimento e morte de animais não-humanos, usados para espelhar as doenças produzidas num ambiente físico e mental humano. Entre essas estão o câncer, os acidentes vasculares, a hipertensão, a hipercolesterolemia, o diabetes, a esclerose múltipla, as degenerações neurológicas conhecidas por mal de Parkinson e mal de Alzheimer, a “depressão” e outras formas de sofrimento psíquico. Ratos, camundongos, cães, símios, cavalos, porcos e aves são comercializados no mercado vivisseccionista.
Só para dar um exemplo: Calcula-se que sejam 2, 6 milhões de humanos sofrendo de esclerose múltipla ao redor do planeta. Os medicamentos obtidos a partir da vivissecção de roedores fracassaram. Cientistas reconheceram que a causa da doença é “ambiental”, contribuindo para ela diferentes genes, não apenas um. Os medicamentos disponíveis hoje, de origem microbiana, não resultaram da vivissecção, e sim da codificação da estrutura físico-química deles (Greek & Greek, Specious Science).
Calcula-se que sejam 2, 6 milhões de humanos sofrendo de esclerose múltipla ao redor do planeta. Os medicamentos obtidos a partir da vivissecção de roedores fracassaram.
Não sendo aquelas doenças de origem genética nem hereditária, qual seria o propósito científico em se insistir na arquitetura do modelo animal para buscar a cura delas?
Talvez se possa saber a resposta, olhando para os interesses financeiros (reais “benefícios humanos”?), em jogo na base, em volta e por detrás da atividade vivisseccionista acadêmica e dos negócios que ela encobre. Consultando-se a tabela de preços das empresas que fornecem camundongos geneticamente modificados para pesquisas vivisseccionistas, por exemplo, começamos a ter uma idéia do que se esconde por detrás do argumento do “benefício humano”, que os vivisseccionistas defensores da legalização desta prática anti-ética usam como escudo para protegerem-se das críticas abolicionistas.
A pesquisa com animais vivos “beneficia interesses humanos”: o preço de um camundongo geneticamente modificado, para citar apenas uma espécie usada na vivissecção, pode variar de U$ 100,00 a U$ 15.000,00 dólares a unidade. Os utensílios para o devido manejo de um animal desses não são oferecidos por preços camaradas. Um aparelho para matar, de forma “humanitária”, animais usados na pesquisa, desativando-lhes as enzimas cerebrais, custa algo em torno de U$ 70.000,00 a unidade. Aparelhos para conter ratos, cães, gatos e macacos, podem custar entre U$ 4.500,00 a U$ 8.500,00 a unidade. Os “produtores” de animais também são parte desta cadeia que forma a “dependência da ciência em relação à vivisseccção”, sem a qual ela não pode sobreviver hoje, e à qual a vida e a saúde humana estão algemadas.
Em 1999, relatam Greek & Greek, a venda de camundongos nos Estados Unidos alcançou 200 milhões de dólares. A de outros animais chegou a 140 milhões de dólares. Mas, os “benefícios humanos” aos quais os vivisseccionistas se referem em sua defesa pública da regulamentação da vivissecção no Brasil, não se restringem apenas ao que os empresários produtores de animais e fabricantes de aparelhos para contê-los nos biotérios e laboratórios faturam. Também os editores das revistas, jornais e livros são parte desta comunidade humana “beneficiada” pela vivissecção. E, finalmente, o benefício humano mais espetacular está no faturamento da indústria química e farmacêutica, uma cadeia de negócios ao qual estão atreladas todas as farmácias ao redor do planeta e todas as pessoas que compram medicamentos alopáticos na esperança de cura ou alívio de seus males, e alimentos processados, cujos componentes levaram os animais a sofrerem o Draize Test e o LD 50.
Ninguém publica, no Brasil, um relato minucioso do montante destinado pelas agências financiadoras à pesquisa vivisseccionista. Por isso, não temos conhecimento dos custos do fracasso vivisseccionista
Mas, quando os vivisseccionistas publicam artigos defendendo a legalização de sua prática anti-ética, a de matar animais para inventar modelos que possam espelhar doenças humanas, mesmo sabendo que cada organismo tem sua própria realidade ambiental e não existe um meio que possa curar uma mesma doença em todos os indivíduos, pois cada um a desenvolve de modo peculiar, os “benefícios contábeis” e os “benefícios acadêmicos” acumulados em todos os elos dessa cadeia vivisseccionista são escondidos do leitor. Ninguém publica, no Brasil, um relato minucioso do montante destinado pelas agências financiadoras à pesquisa vivisseccionista. Por isso, não temos conhecimento dos custos do fracasso vivisseccionista (AIDS, câncer, Parkinson, Alzheimer, esclerose múltipla, diabetes, colesterolemia, doenças ambientais, muito mais do que genéticas).
A pesquisa com animais levou a indústria farmacêutica ao apogeu nos últimos vinte anos. Não casualmente, nestes últimos vinte anos, multiplicaram-se as mortes por insuficiência circulatória, hipertensão, diabetes, câncer, síndromes neurológicas degenerativas, cirrose hepática e infecções. O componente ambiental dos males humanos não pode ser espelhado em organismo de ratos e camundongos. Ao mesmo tempo, vivisseccionistas insistem em defender a lei que legalizará sua prática, dando a entender ao público leigo que a vivissecção é a “saída” para a cura dos males humanos. Seus artigos “científicos” não produzem efeito, nem sobre seus pares vivisseccionistas. Como poderiam produzir efeitos sobre a saúde humana? 80% dos artigos publicados em revista especializada são citados no máximo uma vez em outros veículos, e 50% dos artigos vivisseccionistas jamais são citados, seja na mesma, seja em outras revistas (Greek &Greek). Os milhões de animais mortos para que tais artigos sejam publicados e para que seus autores os contabilizem em sua produtividade acadêmica, tiveram suas vidas destruídas para nenhum outro “benefício humano”, a não ser dar a seus autores o título de mestre e doutor, ou a concessão de bolsas de produtividade.
São esses os reais “benefícios humanos” da prática vivisseccionista, dos quais ninguém pode abrir mão?



Sobre o autor

Sonia_felipe
Sônia T. Felipe
Sônia T. Felipe, doutora em Filosofia Moral e Teoria Política pela Universidade de Konstanz, Alemanha, membro do Bioethics Institute da Fundação Luso-americana para o Desenvolvimento, FLAD; pós-doutorado em bioética com recorte em ética animal, Professora e pesquisadora da UFSC, orienta monografias, dissertações e teses em bioética, ética animal, ética ambiental, direitos humanos e teorias da justiça. Autora de, Ética e experimentação animal: fundamentos abolicionistas (Edufsc, 2007) e Por uma questão de princípios (Boiteux, 2003).

Artigos deste autor
A soberba vivisseccionista
Vivissecção: um negócio indispensável aos interesses da ciência?
Os verdadeiros argumentos abolicionistas contrários à vivissecção 

abril 23, 2010

Mobilização mundial contra a Vivissecção

No sábado, 24 de abril de 2010 ativistas de todo o país, assim como muitos do exterior, se reunirão em Londres para marcar o Dia Mundial de Animais em Laboratórios. 

ANIMAL Nota: No ano passado, e por acreditar que ter um dia *do* Animal de Laboratório não soava bem e não era justo, um grupo de Organizações e Coligações de Organizações Europeias, onde a ANIMAL se inclui, acordou que o dia passaria a chamar-se "Dia Contra o Uso de Animais em Laboratórios".

ConsciênciaVeg com a participação dos grupos Ativeg Holocausto Animal e com o apoio da ANDA (Agência de Notícias do Direito Animal), do Instituto Nina Rosa e da Sociedade Vegetariana Brasileira realizará uma manifestação pelo fim do emprego de animais para fins acadêmicos, científicos ou industriais.
Desta forma, simultaneamente a diversos países por todo o mundo, os ativistas brasileiros emprestarão sua voz para os que não tem voz nem vez.
Convidamos a todos para que compareçam e unam suas forças por esta causa.
Nós somos a diferença!
Fonte: AtiVeg


25 de Abril,  Domingo, às 10h00, na Av. Paulista (em frente ao MASP). 









Condado de Albany, NY

Manifestantes protestam contra testes em animais nos Estados Unidos










No condado de  Albany, Nova York, Estados Unidos, um grupo protestou pelos direitos animais no sábado, 17, chamando a atenção para a realização de testes em animais no Albany Medical Center.
Grupo pediu o fim dos testes em animais (Foto: Fox 23 News)
O grupo, Adirondack Animal Rights, diz que milhões de animais são mortos todos os anos em laboratórios de pesquisa.
Eles acreditam que existem formas alternativas ao teste em animais, inclusive modelos matemáticos.
A Albany Med diz que continuará a realizar os testes em animais, dizendo que a prática leva à melhorias no trato de doenças, e que 99% dos testes são feitos em camundongos e ratos.





Com informações de Fox 23 News








Nota da Redação: Não existe justificativa para a realização de testes em animais. A tecnologia existe, e seria bem mais desenvolvida se os cientistas não estivessem se prendendo a realizar testes em animais, que são seres sencientes, e sofrem como nós.
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abril 22, 2003

Dia Mundial do Animal de Laboratório, a 24 de Abril

Elegendo a experimentação animal como uma das suas prioridades, considerando que este é um dos piores males de que os animais são vítimas em todo o mundo, a ANIMAL assinalará o Dia Mundial do Animal de Laboratório, a 24 de Abril, com uma acção de protesto e sensibilização que durará todo o dia e que terá como alvo principal a Procter & Gamble (P&G).

A Procter & Gamble (P&G) é uma poderosa multinacional responsável pela produção e comercialização de grande parte dos produtos de cosmética, higiene pessoal e doméstica que temos no mercado, como é o caso das marcas Old Spice, Hugo Boss, Laura Biagiotti, Head & Shoulders, Pantene, Vidal Sassoon, Tampax, Febreze, Tide, Ariel, Clearasil, Max Factor e Safeguard.
A P&G é também a produtora de marcas de produtos alimentares tão conhecidos como as famosas batatas fritas Pringles e a famosa bebida Sunny Delight.
A P&G é ainda proprietária da Iams Company, que produz e comercializa as conhecidas marcas de alimentação para cães e gatos, como a Eukanuba e a Iams.

A P&G tem sido uma das multinacionais mais insistentes em manter a sua política de testes em animais, mesmo quando há disponíveis várias alternativas à experimentação animal que são até mais fiáveis, permitindo retirar conclusões muito mais seguras relativamente à segurança dos produtos testados.
Para além disto, há actualmente mais de 8.000 ingredientes que já foram testados várias vezes e cuja segurança na utilização está absolutamente garantida.
Contudo, os laboratórios das empresas da P&G, nomeadamente os laboratórios da Iams Company (que, como já referido, é a produtora das rações Iams e Eukanuba), continuam a ser habitualmente palco de algumas das mais cruéis e chocantes experiências em animais. Para saber mais sobre a P&G e o que faz aos animais, consulte os sites www.PGInfo.net,www.pandgkills.com e www.uncaged.org.uk. Para ter mais pormenores sobre as razões pelas quais não deverá adquirir produtos da Iams e da Eukanuba, consulte o sitewww.peta.org/feat/iams.! !

É de realçar que a P&G mantém esta sua posição ao mesmo tempo que muitas outras multinacionais, nomeadamente a Nivea (Beiersdorf Co.), a Avon, a Body Shop, entre outras, cancelaram há muito os seus testes com animais, substituindo-os por métodos alternativos mais seguros e éticos.
Indústrias importantes dos cosméticos, como a Christian Dior, a Chanel, a Estée Lauder e a Ralph Lauren, entre outras, deixaram há muito de participar na triste realidade da experimentação animal.
A P&G, contudo, juntamente com algumas outras multinacionais como a Colgate-Palmolive, a UniLever, a Johnson & Johnson e a Elida Fabergé, persiste em manter a sua política de experimentação animal nos seus laboratórios comerciais, onde morrem anualmente milhões de animais em experiências nas quais o sofrimento provocado é atroz.

Tendo tudo isto em consideração, um grupo de activistas da ANIMAL estará, na manhã de 24 de Abril, entre as 11h e as 13h, em frente aos escritórios da Procter & Gamble Portugal, em Oeiras, onde protestará contra as posições da P&G, nomeadamente apelando ao fim de toda a experimentação animal por parte desta empresa, alargando esse apelo a todas as empresas e demais entidades que fazem experiências com animais. Com máscaras de coelhos, cães, gatos e macacos (as espécies mais usadas nas experiências) e com batas de laboratório manchadas de tinta vermelha a simular o sangue dos milhões de animais que são vítimas destes testes nos laboratórios comerciais e científicos em todo o mundo, os activistas da ANIMAL distribuirão panfletos informativos sobre a experimentação animal, a P&G e a lista de produtos, marcas e empresas que testam e que não testam em animais às pessoas que passarem em frente aos escritórios da P&G Portugal e aos próprios funcionários da empresa, para que saibam dos males pelos quais a empresa em que trabalham é responsável.

Da parte da tarde, entre as 13h e as 19h, o mesmo grupo de activistas da ANIMAL estará na Rua Augusta, em Lisboa, com uma banca informativa, onde distribuirá os mesmos panfletos pelos milhares de pessoas que passam por algumas das principais ruas da cidade. O objectivo desta acção é não só exigir o fim da experimentação animal mas também apelar aos consumidores para que boicotem as marcas, empresas e produtos que recorrem a estes métodos brutais e arcaicos, dando preferência às marcas, empresas e produtos que adoptam uma política eticamente correcta e cientificamente evoluída contrária à experimentação animal.

Esta acção da ANIMAL será desenvolvida com o apoio da People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), da British Union for the Abolition of Vivisection (BUAV) e da Uncaged UK (Campaigning for the End of Animal Experiments). Para mais informações acerca desta acção, por favor contacte o Director da ANIMAL - Lisboa, Miguel Moutinho (miguel.moutinho@animal.org.pt), responsável pela organização da mesma.



Fonte: Arca de Noé