“Os Experimentos em Animais ATRASAM o progresso da ciência”.

setembro 19, 2010

Sacos de papel VS Sacos de plástico

A verdade é que a questão não é tão simples como parece...
Sacos de papel VS Sacos de plástico

Os sacos de plástico mais antigos criaram um problema grave: fizeram bastante lixo, uma vez que ou não desaparecem ou se biodegradaram muito devagar. Os sacos de plástico mais recentes podem ser biodegradáveis.
Por outro lado, os sacos de plástico podem produzir outros sacos de plástico indefinidamente, enquanto os sacos de papel têm uma "vida reciclável" limitada. As fibras deterioram-se demais se continuarmos a reciclá-los eternamente.
Para além disto, para reciclar sacos de papel é necessária uma grande quantidade de água, água essa que fica contaminada. Também a energia dispendida para produzir os sacos de papel é muito mais elevada do que a necessária para produzir um saco de plástico.
Os sacos de papel são mais pesados e ocupam mais espaço, o que encarece o seu transporte e aumenta as emissões de dióxido de carbono. São também menos resistentes à humidade e rasgam-se facilmente. Já os sacos de plástico nem sempre são biodegradáveis.
Actualmente, tanto o papel como o plástico são fáceis de reciclar. Reciclar papel é mais dispendioso e requer mais energia. Já os sacos de plástico são triturados, misturados e em minutos são transformados em sacos novos.
Então em que é que ficamos?
Proteger o ambiente é, essencialmente, fazer escolhas. Na altura de decidir se vai usar sacos de plástico ou de papel, é preciso reflectir qual será a nossa atitude depois de os termos usado. Reciclar é essencial, seja plástico ou papel, porque assim evitamos que se busquem novos materiais para criar o mesmo produto.
O nosso conselho?
A melhor opção é escolher sacos com maior longevidade! Falamos dos 
sacos de pano, dos cestos de verga, enfim, materiais que sejam de maior durabilidade - e muitas vezes mais fortes do que os de papel ou plástico. Não custa nada!
por: Desafio Verde 

Pegada Ecológica

Calcula a tua Pegada Ecológica!
Pegada Ecológica

O que é a Pegada Ecológica? 
O uso excessivo de recursos naturais e o consumismo exagerado aliado a uma grande produção de resíduos, são marcas de degradação ambiental das sociedades humanas actuais. 
De acordo com esta problemática, desenvolveu-se o conceito de 
Pegada Ecológica, que nos permite saber a quantidade de recursos naturais que utilizamos para suportar o nosso estilo de vida, onde se inclui a cidade e a casa onde moramos, os móveis que temos, as roupas que usamos, o transporte que utilizamos, o que comemos, o que fazemos nas horas de lazer, os produtos que compramos, entre outros. É uma estimativa do impacto que o nosso estilo de vida tem sobre o Planeta, permitindo avaliar até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a sua capacidade e disponibilizar e renovar os seus recursos naturais, assim como absorver os resíduos e os poluentes que geramos ao longo do anos.
Como se calcula?
A Pegada Ecológica traduz em hectares a área em média que um cidadão ou sociedade necessitam para suportar as suas exigências diárias.
Quero 
calcular a minha Pegada Ecológica!

Como reduzir a minha Pegada Ecológica?

- Lembre-se da regra dos três R´s (Reduzir, Reutilizar, Reciclar);
- Redução de consumos energéticos. Não deixe os aparelhos ligados, por exemplo, televisão e computador, sem estarem a ser utilizados;
- Reduza a utilização dos sistemas de climatização;
- Reduza o consumo de água;
- Minimize a produção de resíduos sólidos. Evite as garrafas de vinho que utilizam rolhas de plástico. Escolha produtos ecológicos ou com etiqueta ou rótulo ecológicos. Para o transporte das compras opte por reutilizar os sacos;
- Consuma produtos frescos em detrimento dos congelados ou enlatados. Aumente a proporção de vegetais em relação aos produtos derivados de carne consumidos a cada refeição;
- Deixe o veículo automóvel em casa, utilize mais a bicicleta e os transportes públicos.
- Utilize papel 100% reciclado e livre de cloro. Coloque todos os resíduos de papel no ecoponto azul;
- Repare os equipamentos avariados antes de comprar um novo;
- Evite comprar produtos de usar e deitar fora, tais como papel de cozinha, guardanapos, toalhas de papel, talheres e copos de plástico, etc... Guarde os alimentos fatiados em caixas em vez de utilizar papel de alumínio ou película de plástico;
- Utilize os contentores de recolha selectiva, evitando colocar no lixo produtos potencialmente tóxicos, como por exemplo pilhas;
- Lembre-se que o desenvolvimento sustentável não é só ambiental;

Blackle & Naturgle

Até quando usamos a internet podemos ser ecológicos!

Blackle & Naturgle

Em Janeiro de 2007, uma notícia propôs a teoria de que uma versão em preto do motor de busca Google poderia poupar uma percentagem satisfatória de energia. Desde aí que houve algum cepticismo em torno desta ideia: qual o peso dessa poupança? Quais os custos em termos de legibilidade da página em preto?

O motor de busca 
Blackle é "patrocinado" pela Google Custom Search e quer convencer-nos de que, se modificarmos alguns comportamentos no nosso dia-a-dia, podemos poupar energia e ser mais amigos do ambiente.

De acordo com esta página, "Blackle poupa energia porque a imagem que aparece no monitor é predominantemente negra. É necessária mais energia para vermos uma imagem (ou luz) branca do que uma imagem a negro".
Nos monitores CRT uma página com fundo preto poupa 21 por cento em relação ao que consome um fundo branco, cerca de 74 watts para 59.

Um ano depois, dois estudantes de Huelva (Espanha) criam um outro motor de busca que obedecia à mesma ideia: o 
Naturgle.
É considerado um motor de busca ecológico que oferece uma poupança de energia até 21 por cento relativamente ao Google e com os mesmos resultados. Porque um fundo preto é menos prejudicial para os olhos do que um branco, estaremos assim a poupar energia e a proteger a nossa saúde visual.

"A nossa motivação é o facto de pequenas acções, realizadas por milhares de pessoas, poderem contribuir de uma maneira decisiva para o bem estar da sociedade (...) Esperamos que a ideia seja bem aceite e que se converta no motor de busca predefinido de toda a comunidade espanhola. Cada vez que se realize uma busca pode poupar energia, pelo que não se iniba de difundir a naturgle.com", pode ler-se na página.

A diferença entre um motor de busca e outro é que o Naturgle é dedicado a todos os falantes de espanhol - mas tem a opção para Portugal também! Já o Blackle pode ser consultado em espanhol, francês e italiano!
E vocês? Vão aderir a esta ideia?

setembro 13, 2010

Animais com testes restringidos na Europa

Primatas só podem ser usados em casos excepcionais, se estiverem em causa doenças como a sida e malária
2010-09-13
EDUARDA FERREIRA


Os primos directos do Homem vão ser excluídos de ensaios laboratoriais na UE. Só em pesquisas sobre doenças muito ameaçadoras para a espécie humana será admitido o recurso a gorilas, chimpanzés, bonobos ou orangotangos. A directiva vale a partir de 2013.

Depois de um moroso processo, foi aprovada pelo Parlamento Europeu a Directiva que enquadra o uso de animais vertebrados em experiências científicas.

O documento estabelece normas rígidas relativas ao bem-estar dos animais (desde o tamanho das jaulas ou gaiolas ao acesso à água), bem como linhas de procedimento ético com o propósito de evitar sofrimento aos animais. Os Estados têm agora de se preparar para o cumprimento da Directiva a partir de Janeiro de 2013.

Ao longo do processo e elaboração legislativa, a Comissão Europeia desencadeou iniciativas e apoiou projectos para a introdução de métodos alternativos ao uso de animais em laboratório. Esse é um desígnio que continua a ser desenvolvido pelo Centro Europeu de Validação de Métodos Alternativos. ?Substituir, reduzir e refinar os testes em animais? são os lemas dessa tarefa.

Os animais usados nos ensaios foram-no sobretudo para a investigação de produtos ou dispositivos destinados à saúde humana (57,5%) e animal. Eles são cobaias em estudos sobre vírus, imunologia, genética, tratamentos oncológicos e outros da área farmacêutica.

Uma parte menos significativa destina-se a avaliar se produtos ou substâncias para uso humano ou de alimentação animal são tóxicos. Produtos químicos industriais e pesticidas são também assim testados.

A nova Directiva restringe a utilização dos grandes símios (como os chimpanzés, bonobos, gorilas e orangotangos) a situações em que a sobrevivência destas espécies esteja em causa ou na eventualidade de um surto de doença debilitante ou que ponha em causa a vida de seres humanos.

Esta excepção é justificada pelo facto de “a Comissão Europeia não vislumbrar a dispensa de primatas não-humanos num futuro previsível.” Ou seja, a proibição vai admitir excepções (autorizadas), na medida em que decorrem “programas vitais de investigação em doenças infecciosas como a sida, malária e hepatite.

JN

agosto 12, 2010

Perguntas Freqüentes sobre Testes em Animais

Por que a PEA não desenvolve um Selo de produtos não testados em animais?
Um dos projetos da PEA incorpora a idéia de exigir que as empresas de cosméticos e produtos de limpeza exibam no rótulo dos seus produtos a informação de como foram realizados os testes, bem como exibir a informação se na composição dos seus produtos há substâncias de origem animal. A PEA disponibiliza para empresas interessadas, um selo de recomendação de Produtos Não Testados em Animais.

Por que um produto que contem ingredientes de origem animal está na lista de empresas que não testa em animais?
Em relação às listas de empresas, esclarecemos que todas elas se baseiam exclusivamente em informar em relação aos testes em animais. São listadas empresas que Testam e Não testam em animais. Não são listas baseadas nas composições dos produtos.

Produtos Alimentícios são Testados em Animais?
Com exceção das rações, alimentos não são testados em animais. Entretanto existem empresas alimentícias que possuem uma divisão que fabrica outros produtos, como cosméticos por exemplo, e estes sim podem ser testados em animais. Este é justamente o caso do Ades, que de fato não é testado em animais, mas os cosméticos da Unilever (sua fabricante) são, segundo investigação da PETA. Portanto, alguns produtos estão não lista por fazerem parte de empresas que testam em animais.

Calçados são Testados em Animais?
Calçados não são testados em animais.

Como vocês sabem que a empresa teste ou não testa em animais?
A PEA está investigando empresas nacionais, no intuito de montarmos uma lista de produtos nacionais ecologicamente corretos. Conscientizando assim os consumidores que respeitam a vida em geral.

As empresas nacionais, que estão em nossas listas de empresas que não testam em animais, informaram-nos, via documento devidamente assinado por representante legal, como são realizados os testes. Empresas (e suas marcas comerciais) que porventura não constem nas listagens significa que não foi possível nenhum tipo de contato e/ou confirmação efetiva sobre o uso ou não de animais em testes, portanto, não constam na lista para evitar equívocos. Somente são incluídas nas listagens empresas que assumem publicamente a utilização de animais em testes, ou empresas que se comprometem pelo não uso de animais em testes, sempre mediante assinatura de seu representante legal.

As empresas multinacionais, que constam nas listas do site da PEA, foram investigadas pela PETA (www.peta.org), entidade internacional com sede nos EUA que faz investigações regulares sobre o assunto. Nossa lista de empresas multinacionais, baseia-se exclusivamente nos dados desta entidade. Vale lembrar que, embora algumas filiais de empresas norte-americanas afirmem não realizarem testes em animais no Brasil, a empresa matriz os realiza no país de origem, estando assim, na lista de empresas que testam em animais.

Como eu posso saber se a empresa que não consta na lista da PEA testa em animais?
É importante que você escreva para as empresas que não estão nas listas, pedindo informação sobre os testes. Não aceite respostas por telefone. Peça que escrevam um e-mail ou carta, assim você terá um documento comprovando suas respostas.

Mas cuidado, nem sempre as empresas que testam em animais afirmam isso claramente, dando a falsa impressão de que os testes não são feitos em animais. Muitas omitem tal informação. Infelizmente estamos sujeitos a declarações falsas.

Não podemos esquecer que muitas empresas enviam seus produtos para laboratórios terceirizados que realizam seus testes em animais. Neste caso, a empresa testa, porém muitas poderão afirmar que não. Como consumidores, devemos exigir que nossas dúvidas sejam devidamente sanadas, uma vez que toda e qualquer empresa tem o direito e o dever de nos informar sobre o produto que estamos consumindo, desde o processo de fabricação até o teste do produto.

Vale ressaltar que os testes de cosméticos e produtos de limpeza, em animais, é absolutamente inútil. Já existem no mercado alternativas eficientes e eficazes que substituem esses métodos antiquados e cruéis. Porém, muitas empresas, por puro interesse econômico, insistem em não adotá-los.

Como posso ajudar a parar com os testes em animais? 
É importante boicotar os produtos testados em animais e substituí-los por outros que não são testados em animais. Mas, mais importante ainda é deixar as indústrias saberem sobre o nosso descontentamento com seus métodos de pesquisa. Não adianta deixarmos de usar um produto e não comunicar à empresa as razões pelas quais não os utilizaremos mais.

Por enquanto, o que todos nós podemos e devemos fazer é:
- pressionar as empresas a pararem de testar em animais.
- consumir produtos que não foram testados em animais: Clique Aqui
- divulgar as listas de empresas que testam em animais: Clique Aqui
- divulgar as listas de empresas que não testam em animais: Clique Aqui
- divulgar todas as informações referentes a testes em animais: Clique Aqui

Certamente, em breve, os testes em animais irão ser suspensos, mas isso só depende de nós consumidores!

Fonte: PEA

agosto 07, 2010

Dê um novo rumo ao seu lixo

rrrPara reduzir os problemas causados pelo excesso de lixo devemos seguir a regra dos 3R´s/Foto: Thiago Martins
O processo de produção de tudo aquilo que consumimos passa pelo mesmo sistema: extração de matéria prima, produção, distribuição, consumo e descarte. Esse sistema linear, descrito no documentário A história das coisas, de Annie Leonard, está gerando diversos danos ao meio ambiente e, conseqüentemente, às pessoas que vivem nele: nós.
Percebendo esses efeitos, pessoas do mundo todo já estão se mobilizando e buscando saídas para frear essa destruição. Uma dessas idéias traz um conceito que visa Reduzir, Reutilizar e Reciclar os produtos como forma de fazer da sustentabilidade algo real.

Esse conceito, conhecido em todo o planeta como 3 R´s, estimula as pessoas a pensarem de forma consciente em tudo aquilo que elas consomem (de amaciante de roupa à energia elétrica) e no que acontecerá com aquele produto depois que ele for descartado.
Reduzir o consumo, reutilizar o que ainda for possível e reciclar o que não pode mais ser utilizado é uma forma encontrada e que já está sendo posta em prática por muitas pessoas. Grandes organizações também já compraram a causa e elaboraram a Agenda 21, durante a Conferência Rio-92, que representa o acordo entre as nações para melhorar a qualidade de vida no planeta.
Ela fala em seu capítulo sobre Manejo Ambientalmente Saudável dos Resíduos Sólidos que "a adoção de regulamentações nacionais e internacionais que objetivam implementar tecnologias limpas de produção, resgatar os resíduos na sua origem e eliminar as embalagens que não sejam biodegradáveis, reutilizáveis ou recicláveis, é um passo essencial para a criação de novas atitudes sociais e para prevenir os impactos negativos do consumismo ilimitado".

Entenda mais cada um dos R´s:

Reduzir: Como o nome já diz, reduzir é diminuir a quantidade de tudo que pode virar resíduo. Seja adquirindo produtos que possam ser reutilizados, como guardanapos de pano ou produtos com refil, ou comprando somente o necessário. O importante é saber que a diminuição da quantidade de coisas que você joga fora irá aliviar a pressão dos depósitos de lixo e os impactos que isso gera ao meio ambiente.
São danos como a emissão de diversos gases tóxicos na atmosfera, como a dioxina, resultante da incineração do lixo, os gases metano e sulfuroso, resultantes da decomposição do lixo, além da contaminação do solo, de rios, córregos e lençóis freáticos pelo chorume. Os depósitos a céu aberto podem ainda favorecer a aparição de doenças como leptospirose, febre tifóide, doenças de pele, dengue, malária, febre amarela, entre outras.
Tida por muitos como o R mais importante, a redução do lixo é a base de todo o processo, as próximas etapas acontecerão com os resíduos que conseguirem passar por ela e o objetivo maior é que passe a menor quantidade possível. Para a jornalista Liliana Peixinho, que também é ativista e promove ações na área ambiental, “a redução de resíduos começa antes de fazer as compras, observando detalhes do valor ambiental agregado a cada produto”.

Reutilizar: Sabe aquela roupa que já não cabe mais em você? Ao invés de jogar fora, doe-a para outra pessoa e mantenha esse produto em circulação. Annie Leonard afirma em seu documentário que apenas 1% de tudo que é produzido nos Estados Unidos se mantém em circulação por mais de seis meses.
Reutilizar é, portanto, a segunda alternativa para diminuir a quantidade de lixo que chega aos depósitos todos os dias. Segundo dados do IBGE, o Brasil produz cerca de 230 mil toneladas de lixo por dia. O Instituto Akatu lançou um desafio perguntando “quanto tempo seria preciso para encher de lixo 16.400 caminhões enfileirados de São Paulo ao Rio de Janeiro”. A resposta? 72 horas. Portanto, encontrar outra serventia para aquilo que aparentemente não serve mais é, além de um estímulo à criatividade, uma excelente forma de ajudar o mundo.

Reciclar: O mais conhecido dos R´s, a reciclagem é o processo que ocorre quando já não é possível utilizar grande parte do produto. Dessa forma, a opção é aproveitar a sua matéria-prima e fabricar outro. Ele pode ser idêntico ao anterior ou apenas possuir algumas propriedades suas somadas a outras matérias primas.
Por conta disso, a reciclagem é apenas a última opção, já que além da necessidade de extração de novas matérias primas, a fabricação desse novo produto acarreta energia, distribuição aos pontos de venda e um novo descarte.

Seja solidário

solidario.jpgDoe o que não é mais útil para você e prolongue a utilidade daquele objeto/Foto: outro raciocinio

Compartilhe o que você tem com quem precisa sempre que puder. Uma boa forma de fazer isso e ainda praticar um exercício de desprendimento material é doar um objeto toda vez que comprar ou ganhar outro do mesmo tipo. Por exemplo: se você ganhou uma camisa, doe outra que você já não usa tanto para alguém que precise mais do que você.
Assim você evita acumular coisas que muitas vezes acabam esquecidas no armário e ainda ajuda a quem precisa. Estimule a reutilização de objetos em bom estado de conservação ao doar o que já não lhe é tão útil. Você certamente se sentirá bem melhor ao saber que ajudou outra pessoa e ainda contribuiu com a redução do lixo.
De quebra, a prática despertará em você a consciência do que é e do que não é necessário e te fará perceber que muitas vezes nos deixamos levar pelo impulso do consumismo. Consumidor consciente e cidadão solidário certamente são boas opções para quem quer um estilo de vida em harmonia com o planeta.

Fonte: EcoD

Estudos revelam que selos verdes confundem consumidor







geralmente, produtos certificados atestam que a cadeia produtiva n� se valeu de explora��o indevida dos recursos naturais
Selos verdes atestam que o produto certificado não se valeu de exploração indevida dos recursos naturais na cadeia produtiva/FotoIassikurkijarvi
Eles são desenvolvidos para informar ao consumidor que o produto é certificado em razão de atender a normas socioambientais, mas às vezes acabam confundindo. Dois estudos divulgados recentemente revelam que os chamados selos verdes acabam, muitas vezes, sendo colocados pelas próprias empresas, sem qualquer auditoria ou verificação independente, segundo matéria publicada na edição desta quarta-feira, 14 de julho, pelo jornal O Estado de S.Paulo.

O levantamento realizado no Brasil pelas consultorias Unomarketing, Mob Consult e Ideia Sustentável apontou a existência de 600 selos verdes ou com atributos de sustentabilidade no país - atribuídos, em grande parte, por meio de critérios questionáveis. A ideia é reforçada por um outro estudo, de nível internacional. O World Resources Institute (WRI) mapeou em 42 países a existência de 340 selos socioambientais, dos quais menos de um terço monitora os reais impactos sociais e ambientais da cadeia produtiva.

"Há uma grande quantidade de selos autodeclarados: eles não são auditados de maneira independente e contam apenas com a chancela da própria empresa que comercializa os produtos", explicou ao Estadão o representante da consultoria Ideia Sustentável, Ricardo Voltolini. Em âmbito nacional, o problema é identificado porque falta no Brasil um órgão ou entidade que faça o papel de dar aval às certificações que existem no mercado.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), por exemplo, emitem selos como o Procel (de eficiência energética para eletrodomésticos). Já certificações conhecidas no mercado internacional, como FSC (manejo florestal) e Ecocert (orgânicos), passam por auditorias feitas por organismos independentes.
Segundo definição da ABNT, a certificação ambiental atesta, por meio de uma marca inserida na embalagem, que determinado produto ou serviço apresenta menor impacto ambiental em relação a outros disponíveis no mercado. O problema para o consumidor é a ausência de informação sobre a confiabilidade dos selos. "O consumidor deve ler os rótulos com atenção, pesquisar, buscar referências", sugere Voltolini.

Mercado green 

O mercado para produtos ambientalmente corretos cresce gradualmente. Só o Japão possui mais de 3 mil produtos certificados à disposição do consumidor. De acordo com dados do estudo A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade (Teeb, na sigla em inglês), elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o segmento para produtos agrícolas certificados alcançará US$ 210 bilhões em 2020. Em 2008, ele chegou a US$ 40 bilhões. No Brasil, 21% dos consumidores levam em conta as questões socioambientais no momento das compras, segundo Voltolini. Com foco voltado para o consumidor mais consciente, empresas brasileiras de setores como cosméticos, têxteis, siderurgia, pneus reformados, gráficas e até de fraldas descartáveis buscam uma certificação ambiental mais padronizada. A ABNT tem há 17 anos um programa de certificação chamado Qualidade Ambiental, que só passou a receber pedidos das indústrias em 2009. As primeiras certificações verdes da ABNT devem ser emitidas ainda em 2010.

 Para o diretor de qualidade do Inmetro, Alfredo Lobo, o consumidor brasileiro já utiliza os selos como um fator de decisão de compra. Ele cita como principal exemplo o selo Procel. "Hoje, 78% dos consumidores levam o selo de economia de energia em conta na tomada de decisão de compra e 40% aceitariam pagar mais pelo produto com selo." Além de economia de energia, o Inmetro certifica produtos de origem florestal (selo Cerflor) - e também alimentos, como frutas, dentro de critérios de sustentabilidade. O Inmetro estuda, em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), os critérios para a emissão de um futuro selo verde para carros. A ideia, segundo Lobo, é unir dados referentes ao consumo de combustível dos veículos e também as emissões de poluentes em uma única certificação. "Seria uma espécie de Procel para carros", explicou. As primeiras reuniões entre os órgãos para discutir a proposta serão realizadas até o final de julho.


· Você conhece os Selos de Certificação Ecológicos?

· Conheça os selos nacionais para produtos orgânicos

· Representante do Imaflora destaca produtos com certificação ambiental

· Estádios da Copa de 2014 terão que se adequar a selos verdes

· Wal-Mart aperta cerco aos fornecedores e lança selo “verde” para produtos

· Compre madeira de origem legal

Fonte: EcoD

Consumir de forma consciente e sustentável

consumir
O consumo consciente faz bem para seu bolso e para o meio ambiente

Consumir não é apenas comprar. Esse ato, tão comum no nosso dia-a-dia, envolve um processo complexo de escolha do que comprar, por que fazê-lo, como e de quem consumir, qual será o uso daquele produto ou serviço e as conseqüências do descarte.
Do momento em que acordamos até a hora de dormir, nós consumimos água, eletricidade, pasta de dente, comida, sabonete, combustível, papel e outra infinidade de produtos. Mesmo sem abrir a carteira nenhuma vez durante um dia você terá consumido muita coisa.
Todo esse material causa grandes impactos no mundo. Seja a nível pessoal, econômico, social ou ambiental, o consumo tem importância fundamental no processo evolutivo da humanidade. E por estar crescendo de forma descontrolada em todo o mundo, ele já é responsável por graves conseqüências na desigualdade social e no desequilíbrio ambiental do planeta.
Por isso, aprender a utilizar o instrumento do consumo a nosso favor, produzindo e consumindo produtos e serviços de maneira diferente da atual, se torna cada dia mais necessário. Mas afinal, como consumir de forma sustentável?

Antes da Compra: três perguntas básicas 
Antes de comprar, se planeje. Para comprar com consciência e evitar conflitos, do tipo “não sei pra que comprei isso”, o consumidor deve, antes de sair às lojas, responder a três perguntas básicas:
- O que vou comprar? É difícil resistir ao bombardeio de propagandas que vemos diariamente nos dizendo o que fazer, como nos vestir, o que comer. Todos os dias as lojas têm uma novidade nos esperando, e o que era lançamento há alguns meses, hoje é peça de museu. Ao comprar faça uma análise atenta e criteriosa se aquilo é realmente necessário e se, dentro de algum tempo, ainda vai te servir. Comprar por impulso é gastar o dinheiro de forma desnecessária e produzir mais lixo para o planeta.
- Quando vou comprar? Essa pergunta tem a ver com o planejamento financeiro. Não é raro a ansiedade nos empurrar a fazer uma compra que não é necessária. Por isso, antes de decidir consumir algo, pergunte-se se você precisa mesmo daquilo agora, se não é possível esperar outro momento, quando o mercado disponibilizar um produto melhor e mais barato (o que ocorre com muita freqüência, especialmente com os eletroeletrônicos) ou aguardar as mega liquidações de final do ano.
- De quem vou comprar? De empresas sócio-ambientalmente responsáveis. Para saber exatamente quem são essas empresas e onde encontrá-las, o consumidor deve pesquisar e se informar. Muitas ferramentas já estão à disposição e podem ser consultadas na internet e em órgãos de defesa do consumidor.
Portanto, certifique-se de que aquela empresa respeita o consumidor, o meio ambiente, o trabalhador, se possui programas de responsabilidade social e se está atenta e trabalhando para reduzir seus impactos e melhorar a qualidade de vida no planeta. Lembre-se que essa pesquisa não deve se restringir apenas ao produto, mas a todos os aspectos que envolvem a sua fabricação.
Diversas organizações no Brasil e no mundo, como o Instituto Ethos, o Akatu, a Abrinq e o Greenpeace, ajudam a atestar se uma determinada empresa ou organização estão em dia com suas obrigações sociais.
Outras, como o IdecPro TesteProconsSindec e sites como o Compra Consciente e o Reclame Aqui ajudam a desmascarar o mau fabricante e/ou mau comerciante.

Na hora da compra
Se depois responder as três perguntas acima você está certo de que precisa comprar determinado produto ou contratar um serviço, fique atento a algumas dicas:
- Pesquise preços e qualidade dos produtos. Dê sempre preferência àquele com o melhor custo-benefício e lembre que o barato pode sair caro. Produtos muito descartáveis chegarão aos aterros sanitários pouco tempo após sua compra, agravando a situação ambiental. Por isso, escolha aqueles com alta durabilidade.
- Conheça seus direitos. Código de Defesa do Consumidor é a lei que protege o consumidor dos maus fornecedores. Saiba quais são os seus direitos e deveres e cobre do estabelecimento onde for consumir.
- Dispense embalagens e sacolas. Sempre que possível, evite sacos, papéis, caixas e envelopes utilizados para transportar suas compras. Eles acabam no lixo - poluindo solo, lençóis freáticos, mares e oceanos - entopem bueiros, exigem muita matéria-prima para sua fabricação e não tem serventia após o uso. Se for impossível dispensar as embalagens, prefira as re-utilizáveis ou leve sua eco-bag.

Depois da compra
Quando o consumidor se prepara para efetuar uma compra ou contratar um serviço, ele reduz consideravelmente a possibilidade de enfrentar problemas com a sua aquisição. Caso, mesmo assim, aconteça algum problema e você precise trocá-lo, fique atento às leis do Direito do Consumidor.
- Garantia. Primeiro verifique se o produto ou serviço ainda estão na garantia. Os produtos duráveis têm garantia legal de 90 dias e os produtos e serviços não duráveis são assegurados por 30 dias. Verifique também a garantia contratual, ou seja, aquela que o fornecedor oferece para seus produtos. O período deve estar marcado no termo de garantia entregue com o produto. É importante ter a nota fiscal.
- Procure o fornecedor. A loja ou o fabricante tem 30 dias para realizar o reparo no produto ou serviço. Caso esse prazo não seja cumprido, o consumidor pode exigir a substituição do produto por outro da mesma espécie, a restituição imediata do dinheiro ou o abatimento proporcional ao preço do produto.

Descarte
Cada brasileiro produz por dia cerca de 500 gramas de lixo e apenas 2% da coleta domiciliar é reciclado. Do total de materiais enviados aos aterros sanitários de todo o país, 50% poderia ser reutilizado na fabricação de novos produtos.
Entretanto, muitos brasileiros ainda não se deram conta de que colocar lixo para ser recolhido pelos serviços de coleta não faz com que ele simplesmente desapareça. Por isso, não basta apenas reciclar e reutilizar. A palavra-de-ordem é reduzir.
Como reduzir a produção de lixo:
• Reduzir o desperdício;
• Reutilizar o que, a princípio, parece não ter mais serventia;
• Separar os materiais recicláveis.
reciclagem diminui a poluição do solo, água e ar, aumenta a vida útil dos aterros sanitários, gera receita com a comercialização dos recicláveis, empregos para a população carente e melhora a limpeza da cidade e a qualidade de vida da população

Fonte: EcoD