“Os Experimentos em Animais ATRASAM o progresso da ciência”.
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agosto 03, 2010

Cientista da UFRJ diz ser “Quase Impossível” Deixar de Usar Animais em Pesquisa

Marcelo Morales, da UFRJ, defende mais controle sobre as cobaias. Ele falou sobre o tema durante a reunião da SBPC, que ocorre em Natal. A pesquisa precisa usar cada vez menos bichos em experimentos, mas nunca será possível abrir mão completamente dos animais no meio científico. Essa é a avaliação do médico Marcelo Morales, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que falou sobre o tema durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre nesta semana em Natal.


Vai ser muito difícil, quase impossível [não usar animais em pesquisas]. Quando testamos um medicamento que pode curar uma célula de câncer, é possível fazer um frasquinho com uma célula cancerígena, tratar e ver. Mas será que quando injetado no rato, no camundongo, no ser humano, no porco, no macaco, não vai matar o organismo inteiro?”, questionou.

Morales foi um dos grandes incentivadores da Lei Arouca, regulamentada há um ano, que estabelece regras para o uso de animais em pesquisa no Brasil. Apesar de julgar importante utilizar cobaias, ele se considera um ativista em prol dos bichos. “Eu lutei para que fosse criada uma lei que protegesse os animais.”

Segundo o cientista, que é membro do Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal (Concea), a Lei Arouca ainda não foi completamente implantada, pois ainda falta definir qual órgão federal fará a fiscalização do uso de animais em pesquisa, além de ser necessário criar um cadastro das instituições que conduzem esses estudos.

O médico defende, também, que sejam financiadas novas pesquisas para métodos alternativos ao uso de bichos durante os testes. “Ainda há poucos laboratórios que fazem. No exterior, isso é mais avançado.”

Conscientização

Depois de conseguir aprovar a lei, pesquisadores agora se esforçam para mostrar às pessoas que precisam usar animais para fazer ciência. “Quando falo que sou pesquisador, cientista, a primeira coisa que vem na cabeça das pessoas é que eu mato ratinhos”, diz Morales.

Recentemente, um grupo de acadêmicos, entre eles a SBPC e a Associação Brasileira de Ciências (ABC) conseguiu apoio do governo federal para veicular um comercial de TV dizendo que “hoje, quase todos os medicamentos (..) são resultado de pesquisa com animais de laboratório”.
De acordo com o cientista, haverá também campanha nas escolas públicas de ensino médio, com cartilhas e cartazes. “Isso vai incitar o aluno à discussão”, defende.

Fonte: G1

agosto 02, 2010

Será que está próximo o fim das pesquisas científicas com animais?

O uso de animais como cobaias em pesquisas não é mais necessário na chamada era do genoma. A afirmação é da presidente da Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa), Izabel Cristina Nacimento. Segundo ela, é preciso que o Brasil invista em métodos alternativos, como estudos in vitro e com células.

Nesta semana, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, informou que dará início ao cadastro de todas as pesquisas que usam animais.

Em entrevista à Agência Brasil, a presidente da Suipa lembrou que a Lei de Crimes Ambientais já prevê punição para o abusos e os maus-tratos a animais e destacou ainda que a legislação brasileira só permite o uso dos de animais como cobaias quando não há possibilidade de outros métodos.

Izabel Cristina lembra que 'o animal tem sentimento, está mais do que comprovado. Eles sentem medo, angústia, tristeza, depressão'.

De acordo com a Suipa, países europeus, além do Canadá e dos Estados Unidos, conseguiram reduzir de forma considerável o uso de animais como cobaias. Nesses países,os medicamentos e produtos feitos em laboratório informam o rótulo se foram testados em animais.

Por que o Brasil continua tão atrasado?

Fonte

julho 31, 2010

Pesquisa com animais não é mais necessária na era do genoma, diz presidente da Suipa

O uso de animais como cobaias em pesquisas não é mais necessário na chamada era do genoma, afirma a presidente da Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa), Izabel Crsitina Nacimento. Segundo ela, é preciso que o Brasil, sobretudo, invista em métodos alternativos, como estudos in vitro e com células.
O Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, informou que vai dar início no próximo mês ao cadastro de todas as pesquisas que usam animais.
Em entrevista à Agência Brasil, Izabel afirmou que o uso de animais como cobaias é “paradoxal”, uma vez que os bichos são usados por serem organismos próximos ao ser humano, mas, ao mesmo tempo, são vistos como seres sem direito de escolha em relação ao sofrimento a que são submetidos durante os experimentos.
Se eu quiser ser uma cobaia humana, tenho que assinar um compromisso, mas podem fazer estudos com o animal porque ele é inferior?”, questionou.
Izabel lembrou que a própria Lei de Crimes Ambientais prevê punição para o abusos e os maus-tratos a animais. Ela destacou ainda que a legislação brasileira só permite o uso de animais como cobaias quando não há possibilidade de outros métodos. “Mas os pesquisadores acham que são deuses”, criticou.
A Suipa considera antiquada a Lei Arouca, que traz as normas para o uso das cobaias em experimentos. Criado há pelo menos 20 anos, o texto foi sancionado apenas em 2008 e prevê que os animais podem ser usados como cobaias somente após o experimento em células. Em seguida, humanos estão liberados para participar dos testes.
O animal tem sentimento, está mais do que comprovado. Eles sentem medo, angústia, tristeza, depressão”, afirmou. Izabel citou o exemplo do medicamento talidomida, responsável por deformações em fetos humanos mesmo depois de ter sido testado em cães e gatos.
A experimentação científica está muito atrasada no Brasil”, completou. De acordo com a Suipa, países europeus, além do Canadá e dos Estados Unidos, conseguiram reduzir de forma considerável o uso de animais como cobaias.
Outro avanço, segundo Izabel, é que, nesses países, medicamentos e produtos feitos em laboratório informam no rótulo se foram testados em animais. “Lá eles dão a opção de não usar aquilo, mas o brasileiro não tem noção, falta cultura, conhecimento”, concluiu.
via ANDA

julho 24, 2010

Ministério da Ciência e Tecnologia lança campanha para defender uso de animais em pesquisas científicas

Opositores do método criticam duramente o "desprezo ao sofrimento" das cobaias
De um lado, o argumento de que animais sofrem, têm sentimentos como medo e angústia e que portanto têm direito a manter sua integridade física preservada. De outro, a questão de que para o desenvolvimento de novos tratamentos médicos são necessários testes prévios em animais. No centro, o dilema: é ético utilizar cobaias em pesquisas científicas? Pelo menos para boa parte da comunidade científica, a resposta é sim. Para mostrar à população esse ponto de vista, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) está promovendo uma campanha nos principais veículos de comunicação com a mensagem: sem animais, não há pesquisa.

Para o coordenador da campanha, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e presidente da Federação Latino-americana de Biofísica, Marcelo Morales, as pessoas precisam compreender a necessidade da experimentação animal. A ideia é conscientizar a população sobre a importância do uso de cobaias para o desenvolvimento de medicamentos e tratamentos. “O Brasil já é o 13º país do mundo em produção científica, especialmente na área médica, por isso a necessidade de uma campanha que esclareça ao cidadão comum que a maioria dos tratamentos só é possível graças a esse tipo de pesquisa”, afirma.

Essa discussão, antiquíssima, voltou à tona depois que foi sancionada, no fim de 2008, a Lei nº 11.794, conhecida como Lei Arouca. Pela nova norma, todos os centros de pesquisas que utilizam animais como cobaias precisam criar núcleos internos para autorizar esse tipo de experimento, denominados Comissões Éticas no Uso de Animais (Ceuas). Essas comissões devem avaliar se os resultados esperados pela pesquisa justificam sua execução, além de questões como o grau de sofrimento a que esses animais serão submetidos e a quantidade de cobaias a serem utilizadas.

Morales defende que esse tipo de estudo é essencial para o avanço nos tratamentos médicos. “Esse é o processo utilizado no desenvolvimento e no controle de qualidade de qualquer medicamento ou vacina. Primeiro, os testes são feitos em células. Se aprovados, são aplicados em animais e, só então, em seres humanos”, explica Marcelo. Para ele, a nova lei garante a segurança e o controle dos experimentos. “A legislação estipula as condições nas quais a experimentação animal pode acontecer, quantos e quais animais podem ser utilizados, além de estipular que eles devem ser sedados e não podem ser submetidos a sofrimento”, completa o pesquisador.
Direito à vida
Já para o advogado e professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) Daniel Lourenço, o uso de cobaias, mesmo para pesquisas de medicamentos, não é correto. Ele defende a adoção de normas que assegurem os direitos básicos aos animais. “Temos aí uma questão ética. Se os animais são tão parecidos com os seres humanos ao ponto de pesquisas com eles validarem estudos de tratamentos para os homens, não dá para tratá-los como tão diferentes ao ponto de negar-lhes o direito à vida e ao não sofrimento”, conta.

Ele questiona a validade do modelo de ciência que utiliza pesquisas com animais. “Temos vários exemplos de pesquisas que foram testadas nos animais e que, quando foram aplicadas em seres humanos, causaram grandes problemas”, opina. Para Daniel, novas formas de pesquisas que não utilizam cobaias devem ser desenvolvidas. “Acho perigoso esse tipo de pensamento de que os fins justificam os meios. É consenso que os animais sentem dor, medo e angústia, e submetê-los a esse tipo de situação em nome do nosso bem-estar é, no mínimo, eticamente duvidoso”, completa o advogado.

Para ele, a solução estaria em utilização de protocolos científicos que dispensem as cobaias. “Existem várias alternativas para pesquisar remédios, por exemplo, sem os testes em animais, o que a comunidade científica precisa fazer é utilizá-los”, afirma Daniel Lourenço. “Os protocolos que não utilizam cobaias ainda precisam ser testados e comprovados, portanto até que isso aconteça a única forma de realizar determinados experimentos é por meio de animais”, rebate Marcelo Morales.

A legislação estipula as condições nas quais a experimentação animal pode acontecer, quantos e quais animais podem ser utilizados, além de estipular que eles devem ser sedados e não podem ser submetidos a sofrimento”
Marcelo Morales, presidente da Federação Latino-americana de Biofísica
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julho 13, 2010

O que sente um animal ao ser usado numa aula de medicina!

Texto do Comitê para Pesquisa, Divulgação e Defesa dos Direitos Animais (CPDA)


O texto a seguir é o relato do que sente um animal ao ser usado numa aula de medicina, onde é submetido a um terrível procedimento.

Tivemos como base relatos de aulas onde práticas similares ocorreram. Não afirmamos que isto seja o comum, em faculdades médicas onde se usa animais. Todavia, tampouco cremos nas alegações, de professores e alunos destes cursos, de que os animais "nunca sentem nada". Mesmo quando se procura poupar o animal do sofrimento, este sempre existe, até porque não é apenas físico, mas também psicológico.

Na verdade, toda dor, ou mesmo dor nenhuma, é sempre um abuso, no contexto de qualquer atividade que utiliza animais como recursos, violando a liberdade com que foram criados, muito antes que os seres humanos existissem e se arrogassem o papel de "superiores".

DOR
"O fisiologista não é um homem comum: é um cientista, possuído e absorvido na idéia científica que persegue. Ele não ouve os lamentos dos animais, ele não vê o sangue que corre, ele não vê nada exceto sua idéia, e não percebe nada exceto um organismo que oculta a resposta para o problema que está buscando resolver." (Claude Bernard, fundador da vivisseçcão moderna, meados do século XIX)

"Quem já viveu a dura experiência de encarar um cão subanestesiado tendo suas vísceras extraídas, e ao olhar seus olhos ver lágrimas, apenas lágrimas como manifestação de dor, já que toda sua musculatura está paralisada pelos bloqueadores neuromusculares, sabe exatamente do que estou falando" (Dr. Marcelo Andrade, médico cardiologista, lembrando a experiência nos tempos de graduação, final do século XX).


Um dia antes, ele foi deixado ali. Preso numa gaiola, numa sala escura. Por todos os lados, outras gaiolas, com outros animais. No silêncio, ele fica acordado, presa de expectativa. Já cansou de latir, uivar, e agora apenas espera – pelo que não sabe nem pode prever. Foi trazido de algum lugar (um Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura), depois de ter sido apanhado pela carrocinha – um cão que vivia solto nas ruas. Sem lar, sem nome, esteve próximo da execução no CCZ, mas enfim alguém se apropriou dele. Uma faculdade – uma das muitas faculdades de medicina que ainda usam animais.

O tempo passa. Vez ou outra, um ruído próximo: outro animal se move ou suspira. Com fome, arrepiado (é frio, o depósito), o cão mantém-se quieto, enroscado em si mesmo. Os olhos varrem o escuro, mas sabe que adiante estão as grades. Então, um som. Um filete de luz surge ao rés do chão. E uma porta se abre. Um homem vestido com uniforme azul entra na sala, enquanto animais acordam e começam a latir. O cão na gaiola se levanta e, não sendo bravo, aperta os olhos para acompanhar o movimento. Vê as grades se abrirem, é seguro por mãos firmes e comprimido junto ao peito.

De repente, está no meio da luz. O contato do uniforme o esquenta, as mãos têm delicadeza. O homem tranca o depósito, os latidos dos animais ficam distantes. Cruzam um corredor de paredes brancas e janelas gradeadas. Cruzam outra porta e, no momento seguinte, o cão vê-se entre uma dezena de pessoas. São rapazes e moças, vestidos com jalecos brancos – alguns parecem tensos. Farejando o ar, o cão percebe medo e o coração bate mais forte. Há um clima tenso e todos o seguem com o olhar. No silêncio da sala, um homem maduro, também de jaleco, toma-o das mãos do primeiro homem e diz alguma coisa. O-B-R-I-G-A-D-O (o tom soa tranqüilo).

Sozinho, o cão busca em redor. Numa janela, o começo da manhã: um pátio, pessoas, carros parando. O coração batendo, ouve o professor falar aos estudantes. Alvo de olhares, sente a tensão crescer, mas nem todos estão tensos. O silêncio continua grande, entre cada palavra do homem de branco. Não há tanta delicadeza, agora – as mãos apertam seus rins. Algo como ser pego com pouca atenção. Chega o momento em que o homem pára de falar e dois rapazes acercam-se do cão. Pares de mãos colocam-no sobre uma mesa – de costas sobre o frio alumínio. Os jovens mantêm-no nesta posição, enquanto o professor toma cada uma das patas e estende, amarrando com barbante.

O cão vê tudo de cabeça para baixo. No crânio, a pressão da mesa, o frio nas orelhas e no dorso. Tenta se mover, mas as pernas estão esticadas para fora. Quanto mais luta, mais forte é a pressão nos pulsos. Sentindo o ar, percebe a tensão, agora dominante – o coração batendo muito rápido. Sem ver a janela, o cão escuta o homem falar, palavras que não entende, avisos que não entende e instruções que não entende. Se pudesse entender, saberia que tratam da importância do conhecimento científico e da necessidade de observação imparcial do que será feito.

Então, sente uma picada - acabam de lhe aplicar uma injeção. E é como se o corpo lhe escapasse, os músculos relaxando pouco a pouco. Ele continua consciente, mas não pode mais se mover.

O cão escuta um som metálico – uma caixa é colocada ao seu lado. Uma moça, de vinte e poucos anos, tira um objeto brilhante e o entrega ao homem de jaleco. O coração bate sob a pele, os pulmões respiram com rapidez e há uma ânsia de latir. A dor nos pulsos fica mais angustiante. Já não vê a janela, mas ouve ruídos, sons vindos de longe. O cão olha em redor de si, até onde consegue vê frascos escuros e cartazes com desenhos (Anatomia Humana). Nesse momento, o grupo aproxima-se, fecha-se em torno: uma dezena de jalecos brancos e, mais próximo, o professor. Então, sente uma dor aguda – começam a cortar sua barriga.

O coração dispara, o cão tenta soltar-se, a dor fica insuportável. Tenta bater as pernas, mas nada acontece. Os pulsos estalam, o pescoço incha, os olhos ficam vermelhos e um gemido escapa pela boca inerte. Como queria ganir – desabafar a dor! O corpo quente diante de seus olhos debruça-se, o ventre arde e queima enquanto o bisturi avança. O cão grita, mas o som perde-se na garganta. Não ouve um som, apenas as batidas surdas do coração. Ninguém fala, existe apenas a tensão contida. Movendo a cabeça, vê jalecos amarelos (a visão se embaça), rostos rígidos e atentos. Os olhos não piscam, mas evitam os seus.

Sobre a mesa, o cão treme. Agora mal se percebe sua respiração – mas ainda está vivo. Um calor brota de si, escorre pelo corpo, empapa seu dorso – sangue jorrando. A mente nublada, os olhos escuros, sente o bisturi parar. Mãos abrem sua barriga. O corpo estremece, as pernas de afrouxam, enquanto as vísceras são manuseadas. O coração bate fraco, os olhos se fecham, a respiração diminui. Os jalecos se inclinam, uma voz fala no silêncio sem gemidos.

Depois, fecham-no.


E acaba a lição. Ou começa outra... para vocês....?

"Quando se é capaz de lutar por animais, também se é capaz de lutar por crianças ou idosos.
Não há bons ou maus combates, apenas o horror ao sofrimento aplicado aos mais fracos que não podem se defender."
Brigitte Bardot

julho 03, 2010

União defende uso de animais em pesquisa

O Ministério da Ciência e Tecnologia deve começar hoje uma campanha sobre a importância do uso de animais em experimentos científicos. A proposta do governo federal é que a população saiba que eles são imprescindíveis para pesquisas de medicamentos e vacinas. Entidades de proteção animal, porém, afirmam que esses animais são submetidos a torturas e sofrimentos.

Angela Caruso, integrante do Fórum de Proteção Animal, ressaltou que a campanha faz um agradecimento aos animais por eles proporcionarem a possibilidade de cura.

– É preciso que a sociedade se solidarize com eles (os animais) para que sejam tratados com ética e respeito, o que não acontece – diz ela.

Fonte


Governo faz campanha a favor do uso de cobaias


O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) lançou ontem(30 de junho) campanha publicitária para defender o uso de animais como cobaias em pesquisas científicas.

Com anúncios em mídia impressa, rádio e televisão, o MCT quer explicar a importância da prática, considerada antiética por grupos defensores dos direitos animais, para o desenvolvimento de medicamentos e vacinas. Cerca de 95% dos animais usados em experimentos no Brasil são roedores, como ratos e camundongos.

As peças publicitárias vão argumentar que os bichos utilizados como cobaia são tratados com ética e respeito.

Ainda assim, segundo o portal Estadao.com.br, grupos de proteção aos animais já se mobilizam contra a campanha, que terá duração de um ano e custou R$ 80 mil.

junho 19, 2010

O teatro dos comitês de éticas no uso de animais no Brasil

Vegano: desobedecendo - Ellen Augusta Valer de Freitas


A Lei Arouca em si já é um retrocesso, pois legitima o uso de animais em detrimento da Constituição Federal. A Nova Lei Arouca está provocando a criação de comitês que acabam se formando com as pessoas que justamente usam os animais. Não tem nada mais obscuro que fornecer ao abusador a chance de avaliar seu próprio trabalho. A “nobreza” de garantir que os animais não sofrerão maiores problemas, que o uso dos animais poderia trazer.
A começar pelos formulários de avaliação de projetos de pesquisa: não há opções abolicionistas, não há alternativas ou mesmo o questionamento dos métodos tradicionais - alternativas existem há anos no meio científico, só não são usadas. Os integrantes estão desinformados sobre as alternativas para pesquisa existentes no Brasil; e muitos ainda não sabem que aqui mesmo há lugares em que não se usam mais animais em pesquisa e ensino.
O comitê é composto de pessoas que trabalham com os animais, com vivissecção, de pessoas que têm projetos para serem submetidos ao próprio comitê e por 1 (um) integrante de uma ONG de proteção aos animais. Esta ONG pode ser qualquer ONG, mesmo a que protege apenas cães e gatos. Nada contra, mas pessoas que protegem cães e gatos nem sempre estão a par do que ocorre nos projetos que usam ratos, coelhos, porcos e outros. E nem sempre terão subsídios para analisar um projeto e contra-argumentar a favor dos animais.
A leitura dos projetos é difícil e deveria ser feita por pessoas interessadas em livrar os animais do abuso de serem usados em pesquisas nem sempre relevantes.
Há trabalhos que remetem à época das pesquisas bizarras que se faziam para tratar a loucura. Quem já leu tais pesquisas e hoje se depara com alguns projetos envolvendo choques de temperatura, por exemplo, tem a nítida impressão de ter retrocedido pelo menos um século.
Pesquisas irrelevantes como esta já foram encontradas em comitês de ética para o uso de animais. Mas quem pode reprová-las?
Elas acabam voltando para o autor, até que fique nos moldes (com a apresentação, estrutura e objetivos mais claros), mas pouco se questiona a validade da pesquisa em si.
Aquele 1 integrante que supostamente defende os animais (pois ele pode ser a favor das pesquisas juntamente com os demais integrantes) fica sozinho, com seus argumentos sendo sufocados por observações de caráter estrutural, metodológico e prático dos outros integrantes. Sendo sempre voto vencido em qualquer discussão a favor dos animais.
Num Seminário de Bioética promovido pela PUCRS, enquanto a organizadora do evento se desmanchava em elogios aos comitês de ética, dizendo que eram avanços à pesquisa no país, uma protetora de animais levantou o dedo para falar: ela disse que era integrante de um comitê e que a realidade dos comitês era totalmente diferente do que era falado ali com altos elogios. Ela mencionou que nunca era ouvida e que os projetos eram aprovados mesmo com problemas relacionados ao uso dos animais e com total falta de cogitação a alternativas.
Que opiniões conflitantes! O interessado em usar animais com certeza vai elogiar um sistema que concede a ele a chave da prisão! Ele não precisa pesquisar alternativas, basta mandar suas pesquisas aos que podem aprová-las, tudo dentro da lei.
Não se estimula a pesquisa de mais alternativas, a aplicação de alternativas, a leitura de textos (muitos livros abolicionistas e de alternativas ao uso de animais sequer têm tradução para o português).
E assim vamos vivendo na miséria de um país que transforma suas leis em armadilhas e empobrece a pesquisa com projetos repetitivos e caros para o bolso de todos.
Somos a favor de leis e incentivos que estimulem a pesquisa e a aplicação de alternativas, já que alguns cientistas não se sentem estimulados a fazê-la por vontade própria e muitos já se acostumaram com seu método tradicional. A Lei Arouca apenas serve para legitimar o uso de animais e os comitês de ética somente “confortam” os desavisados que não sabem do que ocorre lá dentro. Como diz Carlos Naconecy, é melhor para o animal que está sendo cobaia que os comitês existam, do que se não existisse opção alguma. Mas um comitê formado por interessados na pesquisa com animais apenas é tão questionável do que nada. Se o comitê fosse organizado a fim de abolir a pesquisa com animais, com pessoas isentas de interesses, muito já se teria feito para adiantar o processo de abolição do uso de animais e criação de alternativas.
Uma boa saída seria considerar a Lei federal nº 9.605/98 dos crimes ambientais, que proíbe as práticas cruéis com animais. Tentar colocar em prática tal lei, que é mais antiga e soberana, e quem sabe proibir de fato o uso de animais. Alternativas existem. Nós e muitos cientistas que já trabalham com alternativas ao uso de animais acreditamos e lutamos por isso.

Links:
Lei Federal 
50 consequências fatais de experimentos em animais

Governo federal e cientistas lançarão campanha em favor da exploração de animais pela ciência

Violência e tortura nos laboratórios

Por Robson Fernando (da Redação)

Numa demonstração histórica de que as grandes associações científicas brasileiras (SBPC, CNPq e Academia Brasileira de Ciências) não estão nada interessadas em mudar sua visão ética dos animais e a metodologia das pesquisas biomédicas e de que o Governo Federal está do lado de quem tortura animais em nome da ciência, está para ser lançada uma campanha nacional para “conscientizar” a população sobre os “benefícios” da vivissecção.

Vendo o movimento de defesa dos direitos animais como adversários de uma briga em vez de pessoas que lutam por um bem, governo e cientistas inserirão a campanha publicitária na TV, no rádio, em jornais e em revistas a partir da próxima quarta-feira.
O CNPq e o Ministério da Ciência e Tecnologia já estão financiando a campanha, tendo, segundo seus organizadores, recebido já R$1 milhão e estando para receber mais.
Os anúncios têm dois motes: um, que demonstra o conservadorismo especista da comunidade científica, é que “quase todos os medicamentos e vacinas são resultado de pesquisas com animais de laboratório, salvando muitas vidas” (mas ceifando um número bem maior de outras vidas); o outro, visivelmente hipócrita, é que, depois da Lei Arouca, aprovada em 2008 para regular o uso de cobaias, nenhum animal deixa de ser tratado “com ética e dignidade”.
A ideia dos organizadores é convencer a população, que hoje “não tem noção” da importância das cobaias. “Acham que o cientista está lá para matar ratinho”, afirma Marcelo Morales, biólogo da UFRJ e um do organizadores da lamentável campanha.
Diz o vivisseccionista que “muitos não sabem que, sem os animais, medicamentos contra diabetes e o coquetel anti-Aids, por exemplo, não seriam possíveis”, demonstrando que a comunidade científica brasileira não sabe nem quer mudar a metodologia de suas pesquisas e sua concepção ética dos direitos dos animais à vida, à liberdade e à integridade.
Fica evidente que, para os cientistas, que querem continuar vivendo do ato de torturar, envenenar e matar animais por interesses estritamente humanos, os direitos animais são nada mais que um incômodo estorvo e que o governo federal está do lado dos opressores.
Com informações da Folha.com 
(*)Nota da Redação:Esta
mos perto do lançamento de uma vergonhosa e hipócrita campanha de alienação e desinformação feita por governo e cientistas. Lançam-se os argumentos enganosos de que a vivissecção, com todas as suas agruras, é “necessária” e que os animais torturados nos laboratórios são tratados com “ética e dignidade”. Ora, se o tratamento dos animais “de laboratório” é tão “ético e digno”, por que não usam cobaias humanas então? — gostaríamos muito que os cientistas respondessem a esse questionamento. É hora das entidades brasileiras de defesa dos direitos animais se unirem e lançarem uma larga campanha nacional de conscientização para não deixar que essa campanha inescrupulosa de governo e cientistas fomente a ignorância na população brasileira, ainda tão carente de noção de como os animais são maltratados pela ciência no Brasil e no mundo.
via ANDA(*)

junho 14, 2010

Indústria italiana que explorava cães e ratos em laboratório é fechada

(da Redação)
A  empresa Morini di S. Polo-Italia, especializada na criação de animais de laboratório e por anos no centro de protestos de animalistas, cessa suas atividades.
Os 283 cães que restaram juntamente com 700 ratinhos foram comprados pela Prefeitura e doados à associação “Vita de Cani” de Milão, que faz parte da OIPA (Organização  Internacional pela Proteção dos Animais).
Um acordo entre Giovanna Soprani, titular da empresa, e o prefeito de San Polo, Mirca Carletti, escreve a palavra final sobre o caso dos cães beagles que por anos suscitou protestos em nível nacional, debates, embates e violentas polêmicas no mundo dos animalistas e entre as associações que  lutam pela defesa dos animais, como Enpa e Lav.
Os animais  terão assistência veterinária e serão colocados em reabilitação antes de serem disponibilizados para adoção.
Passaram-se exatamente oito anos desde quando o embate entre animalistas e a empresa Morini teve início. Em junho de 2002, um caminhão com 56 filhotes de beagles a bordo, proveniente de San Polo, foi bloqueado na fronteira com a Áustria: os cãos seriam destinados às mesas de experimentação de um laboratório farmacêutico de Hamburgo.
Toda a campanha contra a empresa Morini você pode ler na página oficial da Oipa, em italiano.
Esta é mais uma história de sucesso na luta pelos direitos animais. Quase mil vidas salvas. Oito anos de luta! Várias organizações animalistas envolvidas.
Por isso que nossa luta vale a pena. Com perseverança e força de vontade, podemos sim mudar esse mundo em cujo centro da exploração pelo homem estão a natureza e seus animais.
Fonte: ANDA

junho 05, 2010

Investigador da PETA flagra crueldades em criadouro de animais nos EUA

Por Giovanna Chinellato (da Redação)
Quando um investigador da PETA entrou disfarçado na Sun Pet Ltd., uma empresa que cria e vende animais em Atlanta para a PETCO e PetSmart, ele espera já esperava encontrar alguns abusos. Um vídeo recém-liberado e imagens da Sun Pet e de outras instituições dos EUA captadas pelo investigador da PETA mostram o sofrimento em massa de centenas de porquinhos-da-índia, hamsters, pássaros, coelhos e camundongos nas dependências da Sun Pet. A PETA esperava flagrar as crueldades no ato.
imagem da sun pet
Foto: Reprodução/PETA
Infelizmente, em 22 de abril de 2010 a visita dos representantes do Departamento de Agricultura à Sun Pet foi previamente divulgada. A PETA pediu um inquérito, mas até agora ninguém foi acusado de deixar vazar a informação. O Departamento de Agricultura falhou em coletar informações como as da PETA.
A PETA mostrou o horror do confinamento em contêineres extremamente lotados, forçando os animais a comer, dormir, urinar e defecar no mesmo espaço. Os investigadores da PETA também gravaram matanças violentas e tratamento abusivo dispensado a centenas de animais.
imagem de um hamster com feridas expostas (foto: reprodução/peta)
Foto: Reprodução/Peta
O vídeo mostra um trabalhador do estabelecimento colocando hamsters vivos dentro de uma bolsa e batendo-a numa mesa para exterminar os animais indesejados. Outros foram sufocados e envenenados.
A PETA também relatou que a Sun Pet aparenta ter violado o Animal Welfare Act (Ato de Bem-Estar Animal, que ainda não proíbe a venda de animais).
Não existem planos para uma nova investigação, mas a campanha da PETA pretende mobilizar aqueles que se importam com o tratamento ético a assinar uma petição para o promotor do distrito reabrir as investigações.
Com informações do Examiner
via ANDA
Nota da Redação: O comércio de vidas já é uma prática criminosa por si só. As crueldades evidentemente cometidas pelo criadouro que está sendo investigado só revelam que violência gera mais violência. Animais não devem ser vendidos, assim como vidas humanas não são comercializadas. A adoção é uma prática solidária, em que reconhecemos o valor dos animais não humanos como sujeitos de direito e seres dignos de todo nosso respeito e afeto. 

junho 02, 2010

Crueldade em nome da ciência: Pai e filha unidos para torturar animais em laboratório

Por Robson Fernando   (da Redação)
Uma família unida para torturar animais em nome da ciência. Assim pode-se denominar o triste feito do cientista Maiken Nedergaard, do Centro Médico da Universidade de Rochester, no estado estadunidense de Nova York, e sua filha Nanna Goldman, de apenas 16 anos.
Foi publicada recentemente no periódico científico Nature Neuroscience uma pesquisa que estudou os efeitos da acupuntura no sentimento de dor de camundongos. Goldman participou da pesquisa como projeto de verão atribuído pelo pai.
Como descreve friamente o colunista da Folha de S. Paulo Marcelo Leite, “pai e filha se uniram para aprontar (sic) com camundongos, os bodes expiatórios de sempre em laboratórios biomédicos”.
Na experiência frankensteiniana, camundongos foram anestesiados e tiveram inseridas agulhas em uma de suas pernas, extraindo líquidos corporais que se conferiu estarem com níveis altos de adenosina. Em seguida os cientistas da equipe de Nedergaard e Goldman usaram drogas para estimular inflamações nos animais. 
Forneceram então adenosina para metade deles e compararam as reações do grupo estudado e do grupo controle a estímulos dolorosos – a velha tortura que não pode faltar em experiências de vivissecção. Entre as agressões, estava esquentar o local inflamado com raios laser. Fica evidente que os animais do grupo controle sofreram integralmente as dores infligidas pelos cientistas.
No terceiro passo da experiência, testaram a associação de agulhas de acupuntura com a adenosina e, em mais tortura, verificaram que a adenosina pode “turbinar” o efeito da acupuntura, uma vez que os animais demoravam mais para reagir à violência infligida pelos cientistas. Animais com carência de receptores químicos para a adenosina sofreram integralmente com a dor imposta por esse último passo da experiência.
O próximo passo da pesquisa é testar a associação entre acupuntura e adenosina em humanos.
Com informações da Folha Online 
Nota da redação: Além de animais torturados com drogas inflamatórias, vemos a ascensão de um jovem “talento” que, sem coração, sem compaixão pelos animais “de laboratório”, estará no futuro disposta a matar e torturar muito mais animais, quando tiver seus próprios biotérios à disposição. Eis uma menina que, desde jovem, aprende a não ter compaixão nenhuma por animais de laboratório, aprende a fazer distinção moral entre aqueles animais que devem ser respeitados e não torturados  — cães e gatos — e aqueles que podem ser maltratados e violentados livremente — os chamados “animais de laboratório”. Uma jovem que absorve desde cedo a crença de que animais “de laboratório” são autômatos escravizáveis a serviço do ser humano, meros robozinhos orgânicos cuja dor e sofrimento nada mais são que uma reações  “eletrônicas” que nada têm a ver com sentimentos e senciência. É triste saber que vivisseccionistas estão abduzindo seus filhos para se tornarem uma nova geração de torturadores.
Fonte: ANDA

Ativistas requisitam investigação federal acerca de animais usados para experimentação em centro médico

Por Giovanna Chinellato  (da Redação)
Um grupo pelos direitos dos animais está pedindo uma investigação federal a respeito dos primatas explorados para pesquisas pelo centro médico da Universidade do Kansas, nos EUA.
Ativistas saem às ruas mascarados de animais para protestar contra a tortura e o uso de animais em laboratórios (Foto: Reprodução/SAEN)
Ativistas saem às ruas mascarados de animais para protestar contra a tortura e o uso de animais em laboratórios (Foto: Reprodução/SAEN)
O grupo Stop Animal Exploitation Now (“Parem a exploração de animais agora”) preencheu, recentemente, uma queixa formal contra a USDA, alegando que os primatas usados para pesquisa morreram ou sofreram dores severas.
imagem de animais explorados e torturados em pesquisas
Imagem: Reprodução/SAEN

Representantes do centro médico não estavam disponíveis para comentar.
Em 2009, o centro médico da USDA teve 160 acusações de violar leis federais de proteção animal durante suas pesquisas.
 
Nota da Redação: O uso de animais em laboratórios é uma violência, um ato criminoso, uma violação descarada e indiscutível dos direitos dos animais. Animal nenhum deve ser usado para pesquisa sob pretexto de experimentação científica.Evoluímos o suficiente para compreender que a inteligência humana já criou alternativas para estudar curas e questões relativas à ciência de forma ética, sobretudo respeitando os animais como sujeitos de direito e seres sencientes. O lugar dos animais é na natureza, bem longe da intenção utilitarista e exploratória dos seres humanos.
Fonte: ANDA

maio 09, 2010

Neste domingo (9) Programa Animal Press e a Manifestação Antivivissecção

programaanimalpress_8

Na edição nº 8 do Programa Animal Press você acompanha a reportagem sobre o Dia Mundial contra a Vivissecção, manifestação que aconteceu em São Paulo contra a utilização de animais vivos para fins científicos ou pedagógicos.
 
O programa irá ao neste domingo pela TV Aberta de São Paulo às 9h30 da manhã, e no site www.programaanimalpress.com.br a partir da próxima Quarta (12).
 
Entrevistas com Nina Rosa, Silvana Andrade, Mauricio Varallo, Christian Sabóia e George Guimarães.
 
 
 
TV Aberta da Cidade de São Paulo(somente transmissão a cabo no perímetro urbano de São Paulo)
pela NET sitema analógico ou digital - canal 9
pela TVA sistema analógico - canais 72 ou 99 (dependendo do bairro)
pela TVA sistema digital - canal 186

DOMINGOS - 9h30  

abril 26, 2010

Associações protestam contra centro de produção de animais




“É um mau investimento para o país”, defende Plataforma de Objecção ao Biotério.

Várias associações de defesa dos animais protestam hoje à tarde em Lisboa contra a construção de um centro de produção de animais para fins experimentais.

O centro ficará localizado na Azambuja e será uma dos maiores da Europa.

Trata-se, contudo, de um “mau investimento”, defende Constança Carvalho, activista da Plataforma de Objecção ao Biotério.


Biotério "é um mau investimento para o país"
“É um investimento extemporâneo, [que] não faz sentido numa altura em que os biotérios da Europa estão a fechar”, afirma, referindo que o projecto vai custar “27 milhões de fundos comunitários, que podiam ser aplicados no desenvolvimento de projectos importantes para Portugal”.

O Biotério é, no entender de Constança Carvalho, “um projecto condenado ao fracasso, porque existem cada vez mais alternativas à experiência animal, que são cada vez mais utilizadas”.

O Biotério da Azambuja é uma obra da Fundação Champalimaud, instituição que a Plataforma de Objecção ao Biotério convida a mudar o seu investimento para um centro de “alternativas à experiência animal”.

A marcha de protesto está marcada para as 14h30 e irá percorrer várias artérias da capital.



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