“Os Experimentos em Animais ATRASAM o progresso da ciência”.
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maio 07, 2010

Philips lança programa de reciclagem de seus produtos. Recicle também, as sacolinhas plásticas e ajude o planeta!


Aquele monitor velho ou o videocassete que não funciona mais poderá ter um destino mais nobre do que a garagem de casa ou algum terreno baldio pela cidade.
Em uma ação pioneira, a Philips lançou hoje um programa para reciclagem de seus eletroeletrônicos e eletrodomésticos – material que, se descartado incorretamente, pode causar muitos danos ao ambiente.

Por enquanto, serão 40 postos de coleta em 25 cidades brasileiras.  Três deles ficam no Rio Grande do Sul - dois em Porto Alegre e umem Novo Hamburgo. Segundo a empresa, o potencial de coleta para 2010 é de 200 toneladas em todo o país.
O programa, chamado de Ciclo Sustentável, já estava funcionando há cerca de um ano como projeto-piloto em Manaus, onde a Phillips se aproveitou da facilidade de logística por ter uma fábrica.
_ A sustentabilidade é um desafio de todos nós _ ressaltou o presidente da Philips, Marcos Bicudo.

Presente ao evento de lançamento, realizado em São Paulo, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ressaltou que a iniciativa é um exemplo para as demais empresas do setor, bastante resistente em aplicar a logística reversa – que, em breve, deve virar obrigação prevista por lei nacional.
Pode parecer pouco e, convenhamos, atrasado _ mas, como disse o ministro Minc, é um ponto de partida para que outras empresas façam a mesma coisa para não ficar atrás. E, assim, todo mundo ganha.

Aliás, a empresa pretende expandir o programa para outras cidades, de acordo com a demanda do consumidor. Ou seja, quanto mais gente da sua cidade ligar para a Philips dizendo que quer descartar seus produtos corretamente, mais chance há de um posto de coleta ser disponibilizado por perto.

Como funciona o programa

* O consumidor entra em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor pelo telefone 0800-701-0203 ou acessa www.sustentabilidade.philips.com.br para verificar qual é o posto credenciado mais próximo de sua residência.

* Em seguida, encaminha os aparelhos eletrônicos ou eletrodomésticos da marca Philips que não utiliza mais até o posto credenciado.

* O consumidor também pode adquirir o serviço de coleta domiciliar, com custo adicional (no máximo R$ 40 de acordo com a localização), e o produto será coletado pelo posto autorizado.

* O produto será encaminhado à empresa parceira da Philips, Oxil, responsável por desmontar e oferecer o destino mais adequado para os componentes que não serão reaproveitados.

Os postos

DORNELLES PCS E SERV  EL
RUA CANCIO GOMES, 201
FLORESTA-PORTO ALEGRE-RS
Tel: 51 32226941 / 32226225
padraors@cpovo.net

PREIS SERVICE COM SERV LT
RUA BORGES DE MEDEIROS., 111
RIO BRANCO-NOVO HAMBURGO-RS
Tel: 51 35823191 / 35939167
preiserv@terra.com.br

PREIS SERVICE COM SERV LT
AV.GAL.EMILIO LUCIO ESTEVES, 78
STA MARIA GORETTI-PORTO ALEGRE-RS
Tel: 51 33256653 / 33256655
preiserv@terra.com.br

Fonte: Blog Ar Puro - por Priscila De Martini

Você sabia?


  • As sacolas pláticas representam 2% do mercado de plásticos.
  • Em 2007 o Brasil reciclou 21,5% dos seus plásticos, enquanto que na União Européia este número foi 18,%.
  • Entre 2003 e 2007 o PIB cresceu na média anual de 3,4%, enquanto a reciclagem cresceu 8,2% por ano. A reciclagem cresceu duas vezes e meia mais que o crescimento do PIB.
  • A indústria da reciclagem mecânica trabalha com ociosidade de 30%.
  • 71% da população exige sacolas plásticas para transportar suas compras.
  • A rede de supermercados Pão de Açúcar reduziu 35% o uso das sacolas pelo fato de colocá-las nas normas.
  • Em 2007 o consumo de sacolas plásticas no Brasil era de 17,9 bilhões. Para este ano a estimativa é uma redução de mais de 10%.
  • Existem 850 unidade de reciclagem energética no Mundo: 249 só no Japão, 420 na União Européia, 98 nos Estados Unidos, 27 na Suíça e apenas uma unidade piloto no Brasil.

maio 06, 2010

O plástico oxibiodegradável é uma boa opção?


No Brasil e no mundo, especialistas discutem se o plástico oxibiodegradável – aquele que, supostamente, se degrada em cerca de 18 meses com a ação de micro-organismos e agentes naturais – é uma boa alternativa para resolver o problema do consumo absurdo de sacolas plásticas. No meio da discussão, ficam os consumidores: afinal, trocar os sacos plásticos convencionais pelos oxibiodegradáveis é uma boa opção?


De acordo com a Abras – Associação Brasileira de Supermercados, os brasileiros consomem cerca de 33 milhões de sacolas plásticas por dia. Em uma conta rápida, isso significa que utilizamos, aproximadamente, 1 bilhão de sacos plásticos por mês e 12 bilhões, por ano. Desse total, mais de 10 bilhões são descartados de forma incorreta no meio ambiente, provocando uma série de problemas, como o entupimento de bueiros e o sufocamento de animais, sobretudo marinhos.

O uso absurdo e o descarte incorreto de sacolas plásticas não é um problema exclusivo do Brasil. O mesmo acontece em todos os outros países e, por conta disso, é cada vez mais frequente o aparecimento de materiais alternativos, que possam substituir as sacolas feitas com plástico convencional e, assim, diminuir o impacto ambiental. Um deles é o plástico oxibiodegradável – ou OBP, como é conhecido entre os especialistas.

Trata-se de um plástico com tecnologia desenvolvida na Inglaterra, pela empresa Symphony Plastics, que, teoricamente, funciona da seguinte maneira: para que ele degrade antes do plástico convencional, adiciona-se, na composição desse tipo de plástico, aditivos anti-oxidantes e pró-oxidantes, que garantem a oxidação do plástico. Isto significa que a sua decomposição no ambiente é acelerada: ao invés de 400 anos, o processo de degradação dura, aproximadamente, 18 meses.

Mas o grande trunfo do plástico oxibiodegradável diz respeito à sua capacidade de biodegradabilidade, isto é, de ser consumido por micro-organismos presentes no solo e, assim, se transformar, basicamente, em carbono e água – tudo isso em cerca de um ano e meio.

POLÊMICA CONFUNDE
No entanto, esse processo químico provoca divergências de opinião entre especialistas, principalmente os que estão envolvidos com a questão econômica.

Por razões óbvias, membros do OPI – Oxo-biodegradable Plastics Institute – associação internacional responsável pela implantação dessa tecnologia na indústria mundial – e da RES Brasil, principal empresa que comercializa a técnica no país, defendem o plástico oxibiodegradável. Por outro lado, também por motivos evidentes, instituições ligadas aos fabricantes de sacolas plásticas convencionais – como, por exemplo, a Plastivida –, alegam que as oxibiodegradáveis, na verdade, não se biodegradam.

No meio dessa briga, carregada de interesses, os consumidores não sabem como agir. Trocar as sacolas plásticas convencionais por oxibiodegradáveis é uma boa opção? Especialistas acadêmicos dizem que não. “Na natureza, nada se perde, tudo se transforma. Não existe mágica. O aditivo presente nas sacolas oxibiodegradáveis apenas quebra as moléculas desse material plástico em milhares de pedacinhos invisíveis a olho nu. Na verdade, o plástico ainda está lá, mas em uma estrutura diferente”, salienta Eloísa Garcia, gerente do Grupo de Embalagens Plásticas e Meio Ambiente do Cetea – Centro de Tecnologia de Embalagem de São Paulo.

Segundo a pesquisadora, esses micro-pedacinhos de plástico são compostos, também, de outras substâncias – como, por exemplo, resíduos de tinta e pigmentos de impressão, usados para dar cor às sacolinhas –, que poluem ainda mais o meio ambiente. “Todas essas partículas vão se espalhando e causando danos irreversíveis, dos quais só teremos conhecimento no futuro. Tais resíduos contaminam os lençóis freáticos e as plantas. Os animais, por sua vez, se alimentam dessas plantas e nós nos alimentamos deles. Assim, estaremos todos contaminados”, completa Eloísa.

Para o professor de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Haroldo Mattos de Lemos, a conclusão é óbvia: “Substituímos uma poluição visível – ou seja, as sacolinhas plásticas convencionais – por uma outra, que também é danosa ao meio ambiente, só que invisível e, portanto, mais difícil de combater: o ‘farelo plástico’. Ou seja, além de não resolver o problema, pioramos a situação”, afirma.


QUESTÃO DE EDUCAÇÃO Para os especialistas, independente do OBP ser ou não oxibiodegradável, a principal questão a ser levantada, diante do consumo absurdo de sacolas plásticas, é se a biodegradabilidade do material é a melhor solução para o meio ambiente. Eles garantem que não.

“Essa é uma solução que vai contra o tratamento correto de resíduos e o consumo responsável. Se digo às pessoas que as sacolinhas irão se biodegradar, na verdade, incentivo o uso das mesmas. O que temos que fazer é educar a sociedade ambientalmente, estimulando a redução do consumo e, também, a reciclagem”, disse Eloísa Garcia.

Para isso, na opinião do professor Mattos de Lemos, a mudança de atitude dos consumidores é fundamental, mas não é a única medida a ser tomada. “Falta, também, incentivo do governo. Na sociedade, tudo que está a favor da economia – como, por exemplo, a reciclagem de alumínio – não precisa de intervenção. Mas, no caso do plástico, a reciclagem ainda não é interessante do ponto de vista econômico. O governo precisa investir nesse processo para, finalmente, encontrarmos catadores recolhendo sacos plásticos com o mesmo entusiasmo que latinhas de alumínio”, disse.

E você? Está fazendo a sua parte? Procure recusar sacolas plásticas no seu dia-a-dia sempre que possível e aproveite para registrar em nosso contador e participar da campanha “Eu Recusei”, pela redução do consumo de sacolas descartáveis.

Planeta Sustentável

maio 04, 2010

Resmas de papel ecológico e com embalagem ambientalista


Resmas de papel ecológico e com embalagem ambientalista
Grays Harbor Paper produz papel sulfite 100% reciclado, livre de clareadores que poluem o ambiente e certificada de acordo com os padrões internacionais. As embalagens são vendidas exclusivamente na loja virtual Frogfile e foram desenhadas pela agência canadense Change, o estúdio de comunicação que ajuda as empresas a desenvolverem planos de posicionamento dentra própria marca, de olho aos temas relacionados ao meio-ambiente.
Para as resmas de papel da Grays Harbor, a Change idealizou um pacote que sublinhasse todos os cuidados da empresa para reduzir o desperdício e poluição e que pudessem conscientizar os usuários do produto do papel importante que os mesmo podem desempenhar na economia de papel e processo de reciclagem .
Cada embalagem é na verdade um origami: basta cortar e dobrar para ver “nascer” uma árvore. As resmas ainda intactas, empilhadas, formam o desenho de um pinheiro (abeto) com direito a ninho de passarinhos e ovos. Um modo de, mesmo metaforicamente, deixar os escritórios mais verde e com a esperança de que a conscientização faça toda a diferença.

Eco Way, uma embalagem realmente natural


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Tal Marco, designer israelense, conceituou uma embalagem, daquelas que usamos para levar a comida que compramos em restaurantes mas não queremos consumi-la no local, totalmente natural. A Eco Way é feita de folhas de bananeira e pode ser usada nos mais variados tipos de embalagem, pois além de ter uma boa capacidade de impermeabilização, é flexível e de custo baixo. Além disso, não leva cola e é 100% natural.
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O projeto de Marco fez parte da competição do site Designboom “Dinning in 2015” e seu conceito fez repensar as melhores embalagens sustentáveis da atualidade.
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Lápis e embalagem feitos 100% com papel reciclado e tinta de soja

Em branco
Ter uma consciência eco-friendly faz bem ao meiambiente, à empresa envolvida, a nós mesmos tanto no presente como no futuro. O lápis é uma “ferramenta” utilizada por 10 entre 10 pessoas, portanto, que bom se todos os lápis fossem feitos de papel reciclado.
No caso desse conjunto em particular, chamado ’stoping global warming’, tudo foi pensado a favor da preservação da natureza. O desenho da embalagem foi feito com tinta à base de soja e os pinguins estão aí para nos lembrar de conservarmos o meioambiente.
A empresa que produz o kit com 5 lápis é a Gongjang (que significa ‘artesãos que fazem as coisas com habilidade’) de uma empresa em Seoul, Coreia que projeta e fabrica produtos que têm um impacto mínimo no ambiente. 

Fonte

maio 02, 2010

O Cachorro que é ativista ecológico





Conheça Puglet o cachorrinho que é ecologicamente correto, ele recicla, faz compras conscientes e muito mais. Assista o video e o conheça:
Siga o bom exemplo deste lindo cachorrinho e pratique a sustentabilidade no seu dia a dia.


Coletivo Verde

abril 24, 2010

Menos e melhor plástico




O plástico português que aduba a terra

Uma boa notícia vinda de Portugal, que saiu no semanário Expresso do passado fim de semana. Uma empresa portuguesa de Porto de Mós, a Cabopol, prepara-se para lançar uma revolução no mercado dos sacos de plástico, com um novo produto denominado Biomind, um plástico realmente biodegradável desenvolvido exclusivamente em Portugal.
A administradora, Rita Meneses, engenheira química de 29 anos, obteve a patente deste produto (fórmula e processo de fabrico) e afirma que este plástico derivado de amido transforma-se em húmus em poucos meses, servindo para fertilizar a terra. (Fontes: Expresso - Caderno de Economia e AICEP. Foto digitalizada do Expresso)

O consumo excessivo de plástico

Eu espero que o Biomind venha a susbstitui o plástico não biodegradável naquilo que for possível, e deixo aqui os votos de sucesso à empresa. Mas não tenhamos ilusões, o plástico não biodegradável ainda cá está para durar. O problema do consumo excessivo de plástico, embora de difícil resolução, é de fácil atenuação. Basta um pouco de boa vontade de muita gente.

As embalagens de plástico não são biodegradáveis, e grande parte delas acabam onde não devem. Uma parte vai para os oceanos, dando à costa nas praias, ou acumula-se nas "sopas" do Pacífico ou do Atlântico. Outra parte vai para as nossa florestas (viu-se, no dia de Limpar Portugal!). Pelo caminho, quantas não são as espécies gravemente afectadas por esta peste!
Não custa nada reutilizar os sacos. Não custa nada deixar de usar água engarrafada quando tem água da torneira de boa qualidade. Não custa nada comprar embalagens maiores de produtos de higiene e limpeza em vez de embalagens pequenas (bom, talvez custe um bocado se tiver de as carregar a pé, mas compensa). Não custa nada acabar com o uso de pratos, copos e talheres de plástico. ... E ao plástico usado, não custa mesmo nada de nada encaminhar para reciclar.
Sustentabilidade é Acção

abril 23, 2010

Nozes de saponária


Alternativa económica e ecológica aos detergentes.

1kg de nozes de saponária (sapindus mukorossis) dá para aproximadamente 200 lavagens. Podes usar para substituir o detergente da máquina de lavar roupa, da máquina de lavar louça, o detergente manual para a louça, o limpa-vidros, o lava-tudo, o detergente auto, o champô para animais, o repelente para os insectos das plantas.

Quando as nozes de saponária entram em contacto com água, a saponina dissolve-se e promove o mesmo efeito de um detergente tradicional. Em substituição do detergente da máquina de lavar roupa, colocam-se cerca de 20g de nozes num pequeno saco ou numa meia, indo depois para o tambor da máquina de lavar. As mesmas nozes podem ser reutilizadas cerca de 4 vezes. O aroma da roupa lavada com nozes de saponária é neutro. Se preferires que a roupa fique com um cheiro agradável, basta juntar umas gotas de essência no compartimento do detergente amaciador ou aplicar umas gotas no saquinho.


Imagine que pode prescindir de químicos para lavar a sua roupa e utilizar um "detergente“ completamente natural em substituição. Este "bio-detergente“ tem a capacidade de lavar tão bem como os detergentes tradicionais, e além disso é bastante mais barato.

Não é possível…? É, é! A noz de lavagem

As nozes de lavagem têm a sua origem na Índia e no Nepal. Desde sempre que as populações locais lavam a sua roupa com nozes de lavagem (ingl. "soapnuts", nome botânico " Sapindus mukorossi "). As suas cascas contêm a substância saponina, que funciona como um sabão ao entrar em contacto com a água. No mundo ocidental, as "soapnuts" já são utilizadas há muito para a fabricação do sabão, principalmente recorrendo à utilização de muitos aditivos químicos, que não são imprescindíveis para a função em si, nomeadamente a lavagem, e que são prejudiciais tanto para o consumidor como para o nosso meio ambiente.
Em particular para pessoas alérgicas, pessoas que sofrem de neurodermite (eczema, dermatite) e pessoas com pele sensível, os detergentes químicos significam frequentemente um agravamento das suas queixas. Também é sabido que muitas alergias só são provocadas pelo uso excessivo de materiais químicos.
As nossas nozes de lavagem são um exemplo perfeito do modo como pode mudar para um produto natural sem prescindir dos resultados habituais, poupando simultaneamente alguns trocos.

Vantagens em relação ao "detergente normal“ 

Bastante hipoalergénicas, visto serem 100% naturais e sem aditivos químicos. Também são apropriadas para pessoas alérgicas, pessoas com neurodermite (eczema, dermatite) e pessoas com pele sensível.

Bastante mais baratas do que um detergente tradicional. A poupança é de aprox. 50% se se tiver como base o preço de mercado praticado actualmente, que é de 20€ por quilograma de nozes de lavagem.

Eficientes: Por norma, as nozes de lavagem atingem um grau de pureza que é pelo menos tão elevado como aquando da utilização de detergentes de marca convencionais ou detergentes ecológicos.

Cuidadosas: Em comparação com os detergentes tradicionais, as nozes de lavagem mantém as cores fortes e intensas por mais tempo. No Nepal, mesmo a seda mais fina é lavada com nozes de lavagem! No entanto, com o uso prolongado, a roupa branca adquire um tom acinzentado, sendo necessário adicionar um pouco de agente de branqueamento ou, ocasionalmente, fazer uma máquina com detergente tradicional para reagir contra esta situação.

Amigas do ambiente: Não são prejudiciais para as águas residuais, visto serem 100% naturais. Adicionalmente, as nozes de lavagem são uma matéria-prima renovável que cresce em árvores, que absorvem dióxido de carbono.

Completamente biologicamente degradáveis: Simplesmente transforme as nozes de lavagem usadas em composto, as plantas do seu jardim vão agradecer-lhe!
Como funcionam as nozes de lavagem? Como as utilizo? Quando as nozes de lavagem entram em contacto com água na máquina de lavar roupa, a saponina dissolve-se e promove o mesmo efeito de um detergente tradicional.

Em substituição do detergente, coloca-se sete ou oito metades de nozes de lavagem num pequeno saco de linho ou numa meia com um nó solto, indo depois para o tambor da sua máquina de lavar.

Depois da lavagem, a roupa fica agradavelmente macia, tal como se tivesse colocado detergente amaciador! Assim já não é necessário juntar detergente amaciador.
O aroma da roupa lavada com nozes de lavagem é completamente neutro. Se preferir que a roupa fique com um cheiro agradável, basta juntar umas gotas de aroma de lavagem no compartimento do detergente amaciador

Uma verdadeira alternativa!

As nozes de lavagem substituem por completo o detergente tradicional, em particular se utiliza adicionalmente um agente branqueador para a roupa branca.
Em particular para as pessoas alérgicas e pessoas com neurodermite (eczema, dermatite), as nozes de lavagem são um grande alívio, visto que a pele deixa de irritar.
Em termos de relação preço/qualidade, as nozes de lavagem também são interessantes: 1 kg de nozes de lavagem (cerca 20 euros) é suficiente para aproximadamente 100 ciclos de lavagem. Se se utilizar detergente tradicional, custa (conforme o detergente) 45 euros ou mais.
Outras aplicações das nozes de lavagem

Champô: Uma decocção (ferver em água) das nozes de lavagem resulta num champô, que combate de forma eficaz e contínua a caspa e que dá ao cabelo um brilho sedoso e vitalidade. Depois de lavar o cabelo com uma decocção de nozes de lavagem, os cabelos ficam mais fáceis de pentear e demoram a ficar oleosos.

Champô para animais: Lave bem o seu animal doméstico com uma decocção de nozes de lavagem

Detergente multiuso: Utilize uma decocção de nozes de lavagem

Detergente para a louça: As propriedades de limpeza e de desinfecção da noz de lavagem fazem com que uma decocção de nozes de lavagem se torne num detergente para louça produtivo que não só é cuidadoso com a pele, mas que também trata a pele.
Sabonete líquido: Uma decocção concentrada de nozes de lavagem proporciona um sabonete líquido higiénico que se pode colocar num recipiente usado de sabonete líquido.
Produto fitossanitário: Pulverize sempre as plantas do seu jardim ou de sua casa com uma decocção de nozes de lavagem, aproveitando a função insecticida da saponina (visto que é exactamente com este objectivo que a árvore das nozes de lavagem produz a saponina). Combate eficazmente os insectos parasitas como p. ex. os pulgões, sem danificar as plantas e sem sobrecarregar o seu jardim com produtos químicos.

Dica: Para começar uma decocção de nozes de lavagem, encha uma panela pequena com um pouco de água. Coloque agora algumas nozes de lavagem ou cascas de nozes de lavagem e coza tudo durante cinco minutos. De preferência, utilize uma panela com tampa para acelerar o processo e poupar energia. Durante a cozedura, a saponina é libertada das cascas das nozes de lavagem e dissolve-se na água. Conforme o objectivo de aplicação e a preferência pessoal, pode variar a concentração da decocção, alterando a proporção de cascas de nozes de lavagem/água. Vá experimentando, e após algumas experiências irá conseguir avaliar rapidamente as vantagens desta flexibilidade.

Conhecimentos básicos sobre nozes de lavagem 
A noz de lavagem cresce numa árvore da família das sapindáceas e é originária principalmente da Índia e do Nepal.

A noz de lavagem usada para lavar existe em dois tipos: O mais comum é o "Sapindus Mukorossi", que cresce no norte da Índia e no Nepal ("soapnut tree of North India"). A "mukorossi“ é a "noz de lavagem grande"! A "Sapindus Trifoliatus" é a "noz de lavagem pequena"! A denominação "Sapindus" revela-nos a característica principal: Efeito de limpeza devido à saponina incorporada. O fruto da árvore das nozes de lavagem produz saponina para se tornar indesejável para os insectos parasitas, e para se proteger contra o aparecimento de fungos e bactérias. Aprox. 15% da casca da noz (10% da totalidade da noz) equivale a saponina de alta concentração.

A saponina dissolve a sujidade e as nódoas da roupa e, apesar de ser muito eficaz nesta tarefa, é também muito suave, tratando com cuidado as cores e as fibras da roupa. Mesmo o detergente amaciador torna-se desnecessário, visto que a saponina deixa a roupa suave.
O cultivo de nozes de lavagem é extremamente eficaz e não nocivo para o solo: Após aprox. nove anos, uma árvore de nozes de lavagem dá frutos pela primeira vez e pode ser colhida até 90 anos. O ciclo de vida da árvore das nozes de lavagem é portanto bastante longo, e depois da colheita, não origina um terreno inculto cansado todos os anos.

As nozes de lavagem usadas são 100% biologicamente degradáveis e por isso prestam serviços excelentes enquanto composto.No geral, não existe outro produto que seja tão amigo do ambiente e cuja utilização represente tão bem a ecologia como a noz de lavagem.




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Nozes de saponária, detergente ecológico e económico

As nozes de saponária (sapindus mukorossis) são fruto de uma árvore com o mesmo nome, cultivada principalmente na Índia e no Nepal. A casca das nozes contém uma substância denominada “saponina”, cuja acção é semelhante à do sabão. Estas nozes são uma alternativa eficaz a detergentes, sabões e sabonetes.

As nozes têm ainda a vantagem acrescida de serem um produto antialergénico, sendo eficazes para lavar roupa de bebés, de pessoas com pele sensível ou que sofrem de alergias ou dermatites, ao contrário dos detergentes comuns que, por vezes, irritam a pele.
O uso de nozes de saponária revela-se mais económico do que a utilização dos detergentes convencionais. O custo de nozes para uma lavagem na máquina de roupa ou de louça fica em cerca de 0,09€, contra os cerca de 0,18€ e 0,14€ de lavar a roupa e a louça, respectivamente, com detergente habitual de linha branca. Como as nozes são um produto multiusos evita-se a compra de tantos produtos e economiza-se o espaço de arrumação. Ainda dispensa o amaciador e o abrilhantador, pois a roupa fica macia e a louça brilhante. Mesmo nas roupas mais delicadas as nozes são eficazes, preservando as cores.
As nozes de saponária são ainda ecológicas, uma vez que não poluem a água nem o ambiente e que evitam desperdício de inúmeras embalagens. Este detergente alternativo é ainda 100% biodegradável, pois quando as nozes estiverem secas e escuras (sinal de que toda a saponina já foi retirada) pode usá-las como adubo para as plantas ou juntá-las ao composto.


Como usar para lavar roupa e louça?
Em vez de se usar o detergente habitual, colocam-se cerca de 20g de nozes num saquinho de algodão ou dentro de uma meia ou peúga e coloca-se no tambor da máquina junto com a roupa (não necessita usar amaciador).
Como o cheiro da roupa lavada com estas nozes é neutro, quem preferir a roupa perfumada pode acrescentar 2-3 gotas de óleo essencial no mesmo saquinho onde se colocam as nozes.
Para lavar a louça na máquina procede-se do mesmo modo que para a roupa e usando a mesma quantidade. Depois basta colocar o saquinho com as nozes no cesto dos talheres (não necessita de abrilhantador).
As mesmas nozes podem ser usadas em cerca de 4 lavagens.


Como usar para outras aplicações?
Leve uma panela com um litro de água a ferver. Quando a água levantar fervura junte 50g de nozes de saponária. Deixe ferver mais 2 minutos e desligue. Assim que arrefecer a mistura, coe, e use como , champô para animais (deixa o pêlo macio e liberta os parasitas), detergente lava-tudo (devido às propriedades bactericidas e fungicidas da saponina), limpa-vidros, líquido para lavar a louça manualmente, detergente para o automóvel, sabonete líquido, repelente de parasitas, vermes e insectos das plantas e limpa jóias.

Esta mistura pode ser usada durante cerca de 2-3 semanas. Se quiser que a mistura fique mais perfumada junte à fervura uma ou duas espécies de plantas aromáticas (por exemplo salva, alecrim, hortelã).
As nozes fervidas podem ser usadas para mais 3 lavagens na máquina de lavar roupa ou louça, ou para voltar a ferver.
Para obter uma consistência mais espessa (por ex, para champô) coloque a mistura de nozes e água (previamente fervida) no liquidificador.


Referências:
http://www.ecomeios.com
Nozes de saponária, detergente ecológico e económico

Dicas ecológicas para proteger o ambiente



1- usar lâmpadas fluorescentes (poupa muito CO2!)
2- conduzir menos, optar por transportes públicos e bicicleta
3- reduzir (evitar compras desnecessárias), depois tentar reutilizar e reciclarpapel, vidro, pilhas, plásticos, embalagens e fazer compostagem de lixo orgânico
4- fazer o teste da pégada ecológica
5- evitar usar água quente a lavar os dentes, louça e roupa
6- evitar aquecimento da casa ou ar condicionado (poupa-se energia, despesas e estimulámos o sistema imunitário!)
7- evitar produtos com embalagem (evitar principalmente as de plástico)
8- plantar uma árvore (ou ajudar em projectos de reflorestação)
9- optar por produtos de agricultura biólogica ou naturais (estimula esses mercados)
10- evitar contribuir para o mercado de exploração animal, se acharem fisiologicamente desejável tentar comer preferencialmente vegetariano
11- para quem conduz, usar sempre pneus cheios (reduz ao consumo de combustível)
12- evitar usar máquinas de lavar roupa e louça (e principalmente as de secar), mas se usarem usar sempre cheias e tentarem usar produtos pouco poluentes dentro
13- usar produtos biodegradáveis ou não poluentes para lavar a louça, roupa ou limpezas (é possível a limpeza de quase tudo com vinagre e água tépida ou com sabão natural)
14- usar papel reciclado (evita o abate de novas árvores)
15- usar preferencialmente produtos de madeira a produtos de plástico (evita a poluição e até estimula a plantação de novas árvores)
16- banhos curtos e pequeno fluxo de água17- preferir produtos locais
18- a quem pensa comprar ou usar carro pense duas vezes, evitam gastar dinheiro, vã deixar de poluir e só vão estimular a que haja mais frequência de transportes públicos)
19- reduzir à quantidade de lixo
20- retirar electrodomésticos não usados das tomadas (poupa considerável energia)
21- vestir uma camisola em casa quando está frio (assim evita-se ligar o aquecedor) ou convidem os vossos namorados(as) ou amigos(as) ;-)
22- secar roupa ao ar livre ou nas cadeiras (poupa muita energia!)
23- sobretudo
evitar sempre trazer sacos plásticos das compras (criem o hábito de levar um saco de roupa, se não tiverem arranjem um e façam disso um ritual!
24-
evitar comprar roupa.. experimentar, para muitos bens as lojas de segunda mão ou pensar sequer se precisámos desses bens

25- adquira sacolas retornáveis(pano, linho, aquelas antigas d feira) e não use mais as plásticas.


Práticas ecológicas em casa 
Quando pensar em limpar a casa, pense também na saúde do seu corpo e do planeta, escolhendo produtos simples e naturais, que não aumentem ainda mais a poluição existente. Através de materiais mais simples e naturais, podemos limpar não somente nossa casa, mas também ajudar a limpar o planeta.




Soluções Alternativas:

* Limpar Tudo: Solução de 4 colheres de sopa de bicarbonato de sódio em um litro de água morna. Adicione uma colher de sopa de vinagre branco, ou suco de limão, para dissolver a gordura.

* Desentupir pia: Jogue no ralo um punhado de bicarbonato de sódio, algumas colheres de vinagre branco e água fervente.

* Limpar vidro: Passe uma solução com água e vinagre, e depois use jornal para dar brilho.

* Desodorizante de ambiente: 4 colheres de sopa de vinagre num pratinho colocado sob um móvel. As plantas também funcionam como ótimos purificadores do ar.

* Para encerar: Misturar uma parte de óleo vegetal, como a linhaça, com outra parte de suco de limão ou vinagre, e aplique com uma flanela.

* Para lustrar móveis: Fazer uma solução de uma parte de suco de limão e duas partes de óleo vegetal. Dê brilho com uma flanela.

* Desinfetante sanitário: Misturar bicarbonato de sódio com vinagre.

* Adubo natural: Um verdadeiro adubo para as plantas pode ser obtido com substâncias normalmente desprezadas e desperdiçadas. A água que cozinha as batatas (sem sal e fria), a água da lavagem do arroz, os restos de chá preto, borra do café – tudo isso funciona como um excelente adubo. Da mesma maneira, as cascas de batata e de cenoura podem ser colocadas diretamente nos vasos para ajudar o desenvolvimento das plantas.

* Pesticida natural: Ferver folhas de ruibarbo, durante meia hora, em quatro litros de água. Acrescentar uma colher de chá de sabão de coco, para a mistura aderir às folhas e expulsar os pulgões.

* Tira ruído : Se a porta estiver rangendo, faça uma mistura de raspa de grafite (ponta de lápis) e algumas gotas de óleo de cozinha. Coloque aos poucos nas dobradiças, fazendo um movimento de abrir e fechar a porta, para que a mistura penetre bem nas dobradiças.

* Tira manchas: Manchas de gordura são retiradas com uma mistura de água quente com sabão e umas gotas de detergente (de preferência, biodegradável). Lavar e, se restar algum vestígio, polvilhar talco e deixar por algumas horas; esfregar um pedaço de cebola também resolve. Manchas de frutas e doces desaparecem com álcool ou vinagre branco, e manchas de tinta de escrever devem ser lavadas com leite. Na falta do leite, também pode ser usado um punhado de sal umedecido com limão e colocado sobre a mancha, lavando-se em seguida. Mancha de café
desaparece esfregando imediatamente, e com paciência, uma pedrinha de gelo até
que a mancha suma.

* Espantar moscas e mosquitos: Folhas de louro, eucalipto e manjericão, maceradas em água ou espalhadas pelo ambiente.

* Evitar traças: Usar cânfora, em vez de naftalina. É tão eficiente e menos tóxica.

* Afastar pulgas: Lavar os animais de estimação com água e sabonete (de preferência, feito com óleo de neem, que possui uma ação repelente sem ser tóxica). Enxugar. Aplicar a seguinte solução para manter as pulgas à distância: 2 colheres de sopa de alecrim fervidas em um litro de água. Espalhar também pela casa folhas de erva-de-Santa-Maria e poejo.

* Afastar os parasitas das plantas: Colocar no liquidificador 3 cebolas, 1 cabeça de alho, 2 pimentas-malagueta e 1 colher de sabão em barra. Bater com meio litro de água e espalhar esta mistura nas plantas. Pode-se também colocar alguns dentes de alho em um pouco de água (se possível, de chuva) e deixar impregnar por cerca de dez dias. Usar, então, em um spray, para pulverizar as plantas.

* Pasta de limpeza: Em vez de desperdiçar os restos de sabão (de preferência, biodegradável), reaproveite-os em uma excelente pasta de limpeza. Basta deixar os restos de sabão de molho em um pouco de água (o necessário para formar uma pasta) e, depois, misturar uma colher de vinagre e duas colheres de açúcar. Está pronta sua pasta de limpeza!

* Tira umidade: Coloque um recipiente com pedaços de carvão no fundo dos armários, ou então pendure pedaços de giz. Sempre com o cuidado de não sujar as roupas.

* Fórmula mágica: A velha combinação de água quente e sabão (de preferência, biodegradável) continua sendo o melhor detergente. Ela limpa pisos de cerâmica, ladrilhos e azulejos, tira manchas de parede e a gordura das superfícies. E, melhor ainda, não ajuda a poluir a Terra.


Mais informações:

- Evite a indústria dos descartáveis: prefira o coador de pano, os alimentos fora das bandejas de isopor, o copo de vidro, o guardanapo de pano, enfim, todo produto que se use, lave e use novamente, em vez de jogar fora. Assim, você economiza os recursos da natureza e diminui a quantidade de lixo, um dos grandes problemas do nosso tempo;

- Não "varra" nada com água, e sim com uma vassoura;

- Quando for molhar os vasos de plantas, coloque um prato embaixo para apanhar a
água em excesso, e utilize essa água para molhar outras plantas;

- Quando trocar a água de seus animais de estimação, use a antiga para molhar as plantas;

- Cerca de 75% da água que consumimos em casa são gastos no banheiro. 32% do consumo doméstico de água vêm dos chuveiros: um banho de chuveiro gasta cerca de 20 litros de água por minuto. Por amor à vida do planeta, deixe a torneira aberta somente para se molhar e retirar o sabonete do corpo.

- Com a torneira aberta, são desperdiçados de 50 a 80 litros de água enquanto se escova os dentes, ou se faz a barba. Abra a torneira somente quando for necessário. Uma torneira aberta deixa correr de 12 a 20 litros de água por minuto. Depende de você não desperdiçá-los.

- Para lavar o carro com uma mangueira permanentemente aberta, mais de 600 litros de água são gastos!

- Se puder, recolha a água da chuva em baldes e a utilize para diferentes fins. Em nossas cidades cimentadas, sem a terra para absorvê-la, a água da chuva termina nos bueiros, misturada aos esgotos. É um presente do céu, desperdiçado.

- Regue suas plantas de manhã cedo. Durante o dia, a evaporação da água é bem maior e, à noite, aumenta o risco de proliferação de fungos;

- Plantas nativas consomem 54% menos água, são mais saudáveis e não esgotam o solo;

- Afofar a terra freqüentemente melhora a drenagem, diminui a quantidade de água por rega e afasta os insetos que se alimentam das raízes;

- Não utilize pesticidas e, principalmente, não os jogue pelo ralo ou no solo. Eles vão contaminar o sistema de esgotos e contribuir para a poluição das águas;

- Se tiver de usar detergente (existem várias soluções alternativas eficientes e não poluidoras), utilize quantidades mínimas e se certifique de que é biodegradável;

- Manuseie cuidadosamente os restos de tinta e procure se desfazer deles de maneira racional, dando, por exemplo, para alguém que precise. Lave os pincéis na pia, para que a tinta seja levada a uma estação de tratamento de água. Na terra, a tinta infiltra-se e alcança o subsolo, contaminando o lençol freático. Três litros de solvente, por exemplo, podem contaminar 60 milhões de litros de água subterrânea;

- Racionalize o uso de pilhas e as encaminhe às caixas coletoras específicas: elas contaminam fortemente a água e o solo, com mercúrio e cádmio, e a atmosfera, com vapores tóxicos;

- Não troque o óleo do carro na rua, ou em oficinas em que não conheça o destino dado a ele. Óleo jogado no chão pode se infiltrar no solo e contaminar mananciais. Uma lata de um litro de óleo para motor é capaz de poluir um milhão de litros de água potável. Jogar óleo no esgoto (ou na rua, onde acabará chegando ao esgoto) é o mesmo que despejá-lo diretamente num rio, ou lago. E apenas meio litro de óleo é suficiente para gerar uma mancha venenosa de
milhares de metros quadrados;

- Os desinfetantes sanitários, coloridos e perfumados, são levados pelo sistema de esgotos e acabam poluindo rios, lagos e mares;

abril 20, 2010

Cadernos Sustentáveis e feitos a mão – Entrevista Corrupiola





Navegando pela internet encontrei a Corrupiola , uma empresa que produz caderninhos super bacanas e que possue uma proposta de negócio bem interessante. Toda a produção dos caderninhos é feito manualmente e vários modelos empregam materiais sustentáveis.
O modelo que mais gostei foi o Dos-à-dos Fibra de Bananeira que é feito com com papel artesanal ecologicamente correto e com a  capa  feita de fibra de bananeira.
Gostei tanto que bati um papo com os sócios Leila e Aleph que me contaram tudo sobre a empresa , leia abaixo:
1) Ola amigos, o que é a Corrupiola?
A Corrupiola é  o resultado das experiências e dos trabalhos crafts de Leila Lampe (artista, designer gráfica, crafiteira e amante de gatos) e Aleph Ozuas (escritor, webdesigner, crafiteiro e amante de gatos), ambos ancorados em São José, a 7 km de Florianópolis, Santa Catarina. A Corrupiola surgiu do nosso desejo de vender um produto próprio, trabalhando em casa e controlando nosso próprio tempo. Em dezembro de 2008 lançamos nossa primeira coleção de cadernos num Bazar craft em Florianópolis e logo em seguida montamos uma loja virtual no blog. Depois disso, a Corrupiola está acontecendo e estamos sempre lançando novidades
2) Que tipo de produtos vocês vendem?
O Corrupio clássico é o nosso principal produto. Corrupios são pequenos cadernos exclusivos e costurados manualmente, geralmente no formato 9×14cm, com papéis refinados  como Canson, Fabriano e  Color Plus 240gr nas capas, e com miolo de 64 páginas em papel pólen 80gr.
Para nós, a Corrupiola está apenas engatinhando. Lançaremos em breve cadernos com outros formatos e pretendemos criar outros produtos em papelaria, sempre utilizando o processo manual. Em dezembro montamos um atelier, que para nós foi um grande passo, pois utilizávamos nosso apartamento como local de trabalho. Integramos o processo de serigrafia e tipografia aos nossos cadernos e buscamos sempre renovar as antigas tecnologias, como por exemplo, uma máquina de tricot que pertencia à mãe de Leila e estava prestes a ir para o lixo. Ano passado resgatamos a máquina, pesquisamos quem pudesse restaurá-la e fomos a Blumenau fazer um curso para aprender a manuseá-la. O interessante é que por ela ser antiga (fabricada em 1970), parece ser mais difícil de manuseá-la e estamos tentando utilizá-la de forma criativa mesmo com todas as suas limitações por ser bem ultrapassada. Foi uma situação inusitada, pois a professora não queria nos ensinar a tricotar numa máquina tão antiga e tentava nos convencer a comprar uma máquina mais nova, mas com muita insistência e resistência, completamos todo o aprendizado e nosso objetivo.
3) De onde veio o nome Corrupios?
Corrupio em português significa brincadeira. Mas “Corrupiola” é uma palavra inventada pelo Aleph. Então, Corrupiola pode ser divertimento, ou fazer brincadeiras ou o que for relacionado!!



4) Achei bem interessante o processo de fabricação manual dos Corrupios, conte-nos mais.
O processo de fabricação da Corrupiola não é industrial, não terceirizado (exceto a faca da caixa para Corrupio Clássico e as matrizes para serigrafia e tipografia) e não utiliza mão-de-obra barata. Todos os nossos produtos são cuidadosamente feitos à mão, uma unidade por vez, garantindo o máximo de qualidade e personalização.
O papel é  um material 100% reciclável, a não ser quando é plastificado ou coberto com outro substrato que interfira e dificulte o processo de reciclagem, mas dificilmente nosso trabalho poderá ser 100% sustentável, pois teríamos que acompanhar todo o processo, desde a extração da matéria prima, por isso procuramos nos ater principalmente ao final do ciclo e a disposição das aparas. Estamos sempre pesquisando novos materiais e aprimorando as etapas do nosso processo de fabricação para obter o menor impacto possível no meio ambiente. Em nossa busca, pesquisando na internet e conversando com nossos fornecedores, descobrimos que os papéis vendidos como 100% reciclados utilizam apenas 25% de aparas pós-consumo. Por isso, além do marketing gerado pelo “100% reciclado” são necessários cuidados adicionais, pois mesmo utilizando esses papéis é importante gerar o mínimo possível de aparas, e assim não deturpar o selo de “ecologicamente correto”.
Dentro da nossa pequena produção, podemos nos preocupar com todos esses detalhes relativos ao aproveitamento de materiais, mas sabemos que em uma produção em escala industrial o processo se complica, mas com boas iniciativas tudo é possível.



5) Existe algum Corrupio produzido com matéria prima sustentáveis?
Nossos cadernos são costurados com papel pólen – offwhite e acidfree – um papel amarelado que leva menos banhos ácidos do que o papel branco durante sua fabricação. É um papel largamente utilizado no mercado editorial. A cada coleção buscamos utilizar novos materiais verdes em nossas peças, como o papel Kraft nas capas. Nosso mais novo produto, o Corrupio Dos-à-Dos com folha de bananeira (http://corrupiola.com.br/dos-a-dos/3583/dos-a-dos-fibra-de-bananeira.html) tem capas  com 100% de fibra de bananeira, produzidos artesanalmente. Na fabricação deste papel utiliza-se 70% de água e 30% de pasta da fibra da bananeira. A água é tratada após a utilização e devolvida para a natureza sem nenhuma adição de ácidos, ou seja, este processo não afeta o lençol freático. Todo este processo é feito por uma artista no Estado de Goiás.
Procuramos também somar nossas próprias ações ao nosso produto, que vão desde a procedência de nossa matéria prima, escolha de fornecedores que estão perto de nós, até o envio das encomendas, indo a pé ou bicicleta ao posto dos Correios, andando de ônibus e aproveitando quase 100% dos materiais que adquirimos para produzir nossos cadernos. Das sobras dos papéis criamos cartões, embalagens, cintas e caixas. Este box, por exemplo (http://corrupiola.com.br/promocao/3807/box-corrupiola.html) foi feito a partir de caixas coletadas em nosso próprio prédio. Além disso, pegamos também aparas de diversos papeis em algumas gráficas que conhecemos.
Também produzimos pequenas tiragens de nossos materiais e recusamos qualquer oferta de produção em massa. Já o nosso lixo produzido no processo de serigrafia é todo separado e por enquanto é o máximo que podemos fazer, já que o Brasil ainda não possui tintas ecológicas como à base de soja, que são empregadas nos EUA e Europa. Mas, mesmo esta tinta à base de soja também é muito questionável pela forma como é plantada, destruindo campos verdes para levantar plantações transgênicas.
Sabemos que nossas ações são pequenas diante de todo o lixo que é produzido no planeta, mas procuramos fazer o nosso melhor. Acreditamos que a atividade Craft no Brasil ainda é pouco conhecida e tende a avançar cada vez mais entre o público. Craft não é somente compra e venda de produtos artesanais, é também uma filosofia de vida, tanto do criador como do comprador/consumidor. Somente com boa imaginação é possível sobreviver no mundo em que vivemos hoje, onde o tempo parece não mais nos pertencer, pois é disputado e negociado pela atenção das grandes e despersonalizadas corporações. Precisamos da inovação para alcançar o equilíbrio e redescobrir nosso papel em um planeta sustentável.



6) Vocês participam da Comunidade Craft, qual é a ideologia deste movimento?
A comunidade Craft é um movimento que abraça artistas, designers, arquitetos, ilustradores, fotógrafos, film-makers dentre outras profissões. O Craft une o know-how da profissão do criador com suas habilidades manuais para criar beleza e originalidade em cada peça. Os participantes dessa comunidade compartilham idéias e incentivo através de websites, blogs, lojas, galerias e feiras. Juntos, eles forjam uma nova economia e estilo de vida baseado no respeito, criatividade, determinação e trabalho em rede.
Simultaneamente a forma como se trabalha com o Craft é uma maneira de minimizar o nosso impacto sobre o planeta. É um equilíbrio entre formas de reciclagem, redução, reutilização e, ao mesmo tempo, a criação de um produto original. O Craft está sempre se reinventando e não há a reprodução em massa. É um movimento interessado em humanizar o consumo, prezando pela autoria do produto. O comprador craft sabe quem fez o produto, confia na origem da matéria prima e preza pela exclusividade e originalidade da peça adquirida. É um mercado emergente, na contramão da produção em massa e contra a exploração da mão-de-obra.
7) Como posso comprar o meu Corrupio?
Pelo site www.corrupiola.com.br/shop, nos locais de revenda da Corrupiola ou em eventos dos quais participamos, como feiras e bazares.
8 ) Muito obrigado pela entrevista e parabéns pelo trabalho.
Parabéns pelo Coletivo Verde que contribui para um mundo melhor! Agradecemos pela oportunidade de contar aqui um pouco mais sobre nosso trabalho. E se o leitor tiver dúvidas e mais perguntas sobre nosso trabalho, há um canal direto para perguntas com o público em nosso site e também o contato por email. Abraços verdes