Marcelo Morales, da UFRJ, defende mais controle sobre as cobaias. Ele falou sobre o tema durante a reunião da SBPC, que ocorre em Natal. A pesquisa precisa usar cada vez menos bichos em experimentos, mas nunca será possível abrir mão completamente dos animais no meio científico. Essa é a avaliação do médico Marcelo Morales, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que falou sobre o tema durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre nesta semana em Natal.
“Vai ser muito difícil, quase impossível [não usar animais em pesquisas]. Quando testamos um medicamento que pode curar uma célula de câncer, é possível fazer um frasquinho com uma célula cancerígena, tratar e ver. Mas será que quando injetado no rato, no camundongo, no ser humano, no porco, no macaco, não vai matar o organismo inteiro?”, questionou.
Morales foi um dos grandes incentivadores da Lei Arouca, regulamentada há um ano, que estabelece regras para o uso de animais em pesquisa no Brasil. Apesar de julgar importante utilizar cobaias, ele se considera um ativista em prol dos bichos. “Eu lutei para que fosse criada uma lei que protegesse os animais.”
Segundo o cientista, que é membro do Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal (Concea), a Lei Arouca ainda não foi completamente implantada, pois ainda falta definir qual órgão federal fará a fiscalização do uso de animais em pesquisa, além de ser necessário criar um cadastro das instituições que conduzem esses estudos.
O médico defende, também, que sejam financiadas novas pesquisas para métodos alternativos ao uso de bichos durante os testes. “Ainda há poucos laboratórios que fazem. No exterior, isso é mais avançado.”
Conscientização
Depois de conseguir aprovar a lei, pesquisadores agora se esforçam para mostrar às pessoas que precisam usar animais para fazer ciência. “Quando falo que sou pesquisador, cientista, a primeira coisa que vem na cabeça das pessoas é que eu mato ratinhos”, diz Morales.
Recentemente, um grupo de acadêmicos, entre eles a SBPC e a Associação Brasileira de Ciências (ABC) conseguiu apoio do governo federal para veicular um comercial de TV dizendo que “hoje, quase todos os medicamentos (..) são resultado de pesquisa com animais de laboratório”.
De acordo com o cientista, haverá também campanha nas escolas públicas de ensino médio, com cartilhas e cartazes. “Isso vai incitar o aluno à discussão”, defende.
Fonte: G1
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agosto 03, 2010
agosto 02, 2010
Será que está próximo o fim das pesquisas científicas com animais?
O uso de animais como cobaias em pesquisas não é mais necessário na chamada era do genoma. A afirmação é da presidente da Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa), Izabel Cristina Nacimento. Segundo ela, é preciso que o Brasil invista em métodos alternativos, como estudos in vitro e com células.
Nesta semana, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, informou que dará início ao cadastro de todas as pesquisas que usam animais.
Em entrevista à Agência Brasil, a presidente da Suipa lembrou que a Lei de Crimes Ambientais já prevê punição para o abusos e os maus-tratos a animais e destacou ainda que a legislação brasileira só permite o uso dos de animais como cobaias quando não há possibilidade de outros métodos.
Izabel Cristina lembra que 'o animal tem sentimento, está mais do que comprovado. Eles sentem medo, angústia, tristeza, depressão'.
De acordo com a Suipa, países europeus, além do Canadá e dos Estados Unidos, conseguiram reduzir de forma considerável o uso de animais como cobaias. Nesses países,os medicamentos e produtos feitos em laboratório informam o rótulo se foram testados em animais.
Por que o Brasil continua tão atrasado?
Fonte
Nesta semana, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, informou que dará início ao cadastro de todas as pesquisas que usam animais.
Em entrevista à Agência Brasil, a presidente da Suipa lembrou que a Lei de Crimes Ambientais já prevê punição para o abusos e os maus-tratos a animais e destacou ainda que a legislação brasileira só permite o uso dos de animais como cobaias quando não há possibilidade de outros métodos.
Izabel Cristina lembra que 'o animal tem sentimento, está mais do que comprovado. Eles sentem medo, angústia, tristeza, depressão'.
De acordo com a Suipa, países europeus, além do Canadá e dos Estados Unidos, conseguiram reduzir de forma considerável o uso de animais como cobaias. Nesses países,os medicamentos e produtos feitos em laboratório informam o rótulo se foram testados em animais.
Por que o Brasil continua tão atrasado?
Fonte
julho 31, 2010
Pesquisa com animais não é mais necessária na era do genoma, diz presidente da Suipa
O uso de animais como cobaias em pesquisas não é mais necessário na chamada era do genoma, afirma a presidente da Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa), Izabel Crsitina Nacimento. Segundo ela, é preciso que o Brasil, sobretudo, invista em métodos alternativos, como estudos in vitro e com células.
O Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, informou que vai dar início no próximo mês ao cadastro de todas as pesquisas que usam animais.
Em entrevista à Agência Brasil, Izabel afirmou que o uso de animais como cobaias é “paradoxal”, uma vez que os bichos são usados por serem organismos próximos ao ser humano, mas, ao mesmo tempo, são vistos como seres sem direito de escolha em relação ao sofrimento a que são submetidos durante os experimentos.
“Se eu quiser ser uma cobaia humana, tenho que assinar um compromisso, mas podem fazer estudos com o animal porque ele é inferior?”, questionou.
Izabel lembrou que a própria Lei de Crimes Ambientais prevê punição para o abusos e os maus-tratos a animais. Ela destacou ainda que a legislação brasileira só permite o uso de animais como cobaias quando não há possibilidade de outros métodos. “Mas os pesquisadores acham que são deuses”, criticou.
A Suipa considera antiquada a Lei Arouca, que traz as normas para o uso das cobaias em experimentos. Criado há pelo menos 20 anos, o texto foi sancionado apenas em 2008 e prevê que os animais podem ser usados como cobaias somente após o experimento em células. Em seguida, humanos estão liberados para participar dos testes.
“O animal tem sentimento, está mais do que comprovado. Eles sentem medo, angústia, tristeza, depressão”, afirmou. Izabel citou o exemplo do medicamento talidomida, responsável por deformações em fetos humanos mesmo depois de ter sido testado em cães e gatos.
“A experimentação científica está muito atrasada no Brasil”, completou. De acordo com a Suipa, países europeus, além do Canadá e dos Estados Unidos, conseguiram reduzir de forma considerável o uso de animais como cobaias.
Outro avanço, segundo Izabel, é que, nesses países, medicamentos e produtos feitos em laboratório informam no rótulo se foram testados em animais. “Lá eles dão a opção de não usar aquilo, mas o brasileiro não tem noção, falta cultura, conhecimento”, concluiu.
via ANDA
julho 24, 2010
Ministério da Ciência e Tecnologia lança campanha para defender uso de animais em pesquisas científicas
Opositores do método criticam duramente o "desprezo ao sofrimento" das cobaias
De um lado, o argumento de que animais sofrem, têm sentimentos como medo e angústia e que portanto têm direito a manter sua integridade física preservada. De outro, a questão de que para o desenvolvimento de novos tratamentos médicos são necessários testes prévios em animais. No centro, o dilema: é ético utilizar cobaias em pesquisas científicas? Pelo menos para boa parte da comunidade científica, a resposta é sim. Para mostrar à população esse ponto de vista, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) está promovendo uma campanha nos principais veículos de comunicação com a mensagem: sem animais, não há pesquisa.
Para o coordenador da campanha, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e presidente da Federação Latino-americana de Biofísica, Marcelo Morales, as pessoas precisam compreender a necessidade da experimentação animal. A ideia é conscientizar a população sobre a importância do uso de cobaias para o desenvolvimento de medicamentos e tratamentos. “O Brasil já é o 13º país do mundo em produção científica, especialmente na área médica, por isso a necessidade de uma campanha que esclareça ao cidadão comum que a maioria dos tratamentos só é possível graças a esse tipo de pesquisa”, afirma.
Essa discussão, antiquíssima, voltou à tona depois que foi sancionada, no fim de 2008, a Lei nº 11.794, conhecida como Lei Arouca. Pela nova norma, todos os centros de pesquisas que utilizam animais como cobaias precisam criar núcleos internos para autorizar esse tipo de experimento, denominados Comissões Éticas no Uso de Animais (Ceuas). Essas comissões devem avaliar se os resultados esperados pela pesquisa justificam sua execução, além de questões como o grau de sofrimento a que esses animais serão submetidos e a quantidade de cobaias a serem utilizadas.
Morales defende que esse tipo de estudo é essencial para o avanço nos tratamentos médicos. “Esse é o processo utilizado no desenvolvimento e no controle de qualidade de qualquer medicamento ou vacina. Primeiro, os testes são feitos em células. Se aprovados, são aplicados em animais e, só então, em seres humanos”, explica Marcelo. Para ele, a nova lei garante a segurança e o controle dos experimentos. “A legislação estipula as condições nas quais a experimentação animal pode acontecer, quantos e quais animais podem ser utilizados, além de estipular que eles devem ser sedados e não podem ser submetidos a sofrimento”, completa o pesquisador.
Direito à vida
Já para o advogado e professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) Daniel Lourenço, o uso de cobaias, mesmo para pesquisas de medicamentos, não é correto. Ele defende a adoção de normas que assegurem os direitos básicos aos animais. “Temos aí uma questão ética. Se os animais são tão parecidos com os seres humanos ao ponto de pesquisas com eles validarem estudos de tratamentos para os homens, não dá para tratá-los como tão diferentes ao ponto de negar-lhes o direito à vida e ao não sofrimento”, conta.
Ele questiona a validade do modelo de ciência que utiliza pesquisas com animais. “Temos vários exemplos de pesquisas que foram testadas nos animais e que, quando foram aplicadas em seres humanos, causaram grandes problemas”, opina. Para Daniel, novas formas de pesquisas que não utilizam cobaias devem ser desenvolvidas. “Acho perigoso esse tipo de pensamento de que os fins justificam os meios. É consenso que os animais sentem dor, medo e angústia, e submetê-los a esse tipo de situação em nome do nosso bem-estar é, no mínimo, eticamente duvidoso”, completa o advogado.
Para ele, a solução estaria em utilização de protocolos científicos que dispensem as cobaias. “Existem várias alternativas para pesquisar remédios, por exemplo, sem os testes em animais, o que a comunidade científica precisa fazer é utilizá-los”, afirma Daniel Lourenço. “Os protocolos que não utilizam cobaias ainda precisam ser testados e comprovados, portanto até que isso aconteça a única forma de realizar determinados experimentos é por meio de animais”, rebate Marcelo Morales.
A legislação estipula as condições nas quais a experimentação animal pode acontecer, quantos e quais animais podem ser utilizados, além de estipular que eles devem ser sedados e não podem ser submetidos a sofrimento”
Marcelo Morales, presidente da Federação Latino-americana de Biofísica
Para o coordenador da campanha, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e presidente da Federação Latino-americana de Biofísica, Marcelo Morales, as pessoas precisam compreender a necessidade da experimentação animal. A ideia é conscientizar a população sobre a importância do uso de cobaias para o desenvolvimento de medicamentos e tratamentos. “O Brasil já é o 13º país do mundo em produção científica, especialmente na área médica, por isso a necessidade de uma campanha que esclareça ao cidadão comum que a maioria dos tratamentos só é possível graças a esse tipo de pesquisa”, afirma.
Essa discussão, antiquíssima, voltou à tona depois que foi sancionada, no fim de 2008, a Lei nº 11.794, conhecida como Lei Arouca. Pela nova norma, todos os centros de pesquisas que utilizam animais como cobaias precisam criar núcleos internos para autorizar esse tipo de experimento, denominados Comissões Éticas no Uso de Animais (Ceuas). Essas comissões devem avaliar se os resultados esperados pela pesquisa justificam sua execução, além de questões como o grau de sofrimento a que esses animais serão submetidos e a quantidade de cobaias a serem utilizadas.
Morales defende que esse tipo de estudo é essencial para o avanço nos tratamentos médicos. “Esse é o processo utilizado no desenvolvimento e no controle de qualidade de qualquer medicamento ou vacina. Primeiro, os testes são feitos em células. Se aprovados, são aplicados em animais e, só então, em seres humanos”, explica Marcelo. Para ele, a nova lei garante a segurança e o controle dos experimentos. “A legislação estipula as condições nas quais a experimentação animal pode acontecer, quantos e quais animais podem ser utilizados, além de estipular que eles devem ser sedados e não podem ser submetidos a sofrimento”, completa o pesquisador.
Direito à vida
Já para o advogado e professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) Daniel Lourenço, o uso de cobaias, mesmo para pesquisas de medicamentos, não é correto. Ele defende a adoção de normas que assegurem os direitos básicos aos animais. “Temos aí uma questão ética. Se os animais são tão parecidos com os seres humanos ao ponto de pesquisas com eles validarem estudos de tratamentos para os homens, não dá para tratá-los como tão diferentes ao ponto de negar-lhes o direito à vida e ao não sofrimento”, conta.
Ele questiona a validade do modelo de ciência que utiliza pesquisas com animais. “Temos vários exemplos de pesquisas que foram testadas nos animais e que, quando foram aplicadas em seres humanos, causaram grandes problemas”, opina. Para Daniel, novas formas de pesquisas que não utilizam cobaias devem ser desenvolvidas. “Acho perigoso esse tipo de pensamento de que os fins justificam os meios. É consenso que os animais sentem dor, medo e angústia, e submetê-los a esse tipo de situação em nome do nosso bem-estar é, no mínimo, eticamente duvidoso”, completa o advogado.
Para ele, a solução estaria em utilização de protocolos científicos que dispensem as cobaias. “Existem várias alternativas para pesquisar remédios, por exemplo, sem os testes em animais, o que a comunidade científica precisa fazer é utilizá-los”, afirma Daniel Lourenço. “Os protocolos que não utilizam cobaias ainda precisam ser testados e comprovados, portanto até que isso aconteça a única forma de realizar determinados experimentos é por meio de animais”, rebate Marcelo Morales.
A legislação estipula as condições nas quais a experimentação animal pode acontecer, quantos e quais animais podem ser utilizados, além de estipular que eles devem ser sedados e não podem ser submetidos a sofrimento”
Marcelo Morales, presidente da Federação Latino-americana de Biofísica
junho 10, 2010
Pesquisa permite fim de uso de cobaias
Estudo desenvolvido pelo Centro de Terapia Celular altera genes e faz com que células adultas possam ser diferenciadas em tecidos
"Usamos três genes diferentes para gerar células pluripotentes. Existem milhões de trabalhos parecidos com esse no mundo, mas é a primeira vez que usamos esses três genes especificamente e foi a primeira vez que esse trabalho foi desenvolvido no Brasil", afirma a pós-doutoranda do Hemocentro, Virgínia Picanço Castro.
Reprogramação
A técnica de reprogramar células pela introdução de genes foi desenvolvida em 2006 por um grupo da Universidade de Kyoto, no Japão. Desde então, os cientistas usam quatro genes ligados ao processo de especialização das células para fazer a reprogramação.
Os pesquisadores brasileiros conseguiram fazer o mesmo processo com um novo gene, chamado de TCL-1A. A descoberta, apesar de importante, não tem prazo para ser colocada em prática.
"A técnica não é liberada para teste em humanos em nenhum país. A pesquisa é apenas o começo e é preciso fazer testes para saber se o uso é seguro", diz Virgínia.
junho 02, 2010
Crueldade em nome da ciência: Pai e filha unidos para torturar animais em laboratório
Por Robson Fernando (da Redação)
Uma família unida para torturar animais em nome da ciência. Assim pode-se denominar o triste feito do cientista Maiken Nedergaard, do Centro Médico da Universidade de Rochester, no estado estadunidense de Nova York, e sua filha Nanna Goldman, de apenas 16 anos.
Foi publicada recentemente no periódico científico Nature Neuroscience uma pesquisa que estudou os efeitos da acupuntura no sentimento de dor de camundongos. Goldman participou da pesquisa como projeto de verão atribuído pelo pai.
Como descreve friamente o colunista da Folha de S. Paulo Marcelo Leite, “pai e filha se uniram para aprontar (sic) com camundongos, os bodes expiatórios de sempre em laboratórios biomédicos”.
Na experiência frankensteiniana, camundongos foram anestesiados e tiveram inseridas agulhas em uma de suas pernas, extraindo líquidos corporais que se conferiu estarem com níveis altos de adenosina. Em seguida os cientistas da equipe de Nedergaard e Goldman usaram drogas para estimular inflamações nos animais.
Forneceram então adenosina para metade deles e compararam as reações do grupo estudado e do grupo controle a estímulos dolorosos – a velha tortura que não pode faltar em experiências de vivissecção. Entre as agressões, estava esquentar o local inflamado com raios laser. Fica evidente que os animais do grupo controle sofreram integralmente as dores infligidas pelos cientistas.
No terceiro passo da experiência, testaram a associação de agulhas de acupuntura com a adenosina e, em mais tortura, verificaram que a adenosina pode “turbinar” o efeito da acupuntura, uma vez que os animais demoravam mais para reagir à violência infligida pelos cientistas. Animais com carência de receptores químicos para a adenosina sofreram integralmente com a dor imposta por esse último passo da experiência.
O próximo passo da pesquisa é testar a associação entre acupuntura e adenosina em humanos.
Com informações da Folha Online
Nota da redação: Além de animais torturados com drogas inflamatórias, vemos a ascensão de um jovem “talento” que, sem coração, sem compaixão pelos animais “de laboratório”, estará no futuro disposta a matar e torturar muito mais animais, quando tiver seus próprios biotérios à disposição. Eis uma menina que, desde jovem, aprende a não ter compaixão nenhuma por animais de laboratório, aprende a fazer distinção moral entre aqueles animais que devem ser respeitados e não torturados — cães e gatos — e aqueles que podem ser maltratados e violentados livremente — os chamados “animais de laboratório”. Uma jovem que absorve desde cedo a crença de que animais “de laboratório” são autômatos escravizáveis a serviço do ser humano, meros robozinhos orgânicos cuja dor e sofrimento nada mais são que uma reações “eletrônicas” que nada têm a ver com sentimentos e senciência. É triste saber que vivisseccionistas estão abduzindo seus filhos para se tornarem uma nova geração de torturadores.
Nota da redação: Além de animais torturados com drogas inflamatórias, vemos a ascensão de um jovem “talento” que, sem coração, sem compaixão pelos animais “de laboratório”, estará no futuro disposta a matar e torturar muito mais animais, quando tiver seus próprios biotérios à disposição. Eis uma menina que, desde jovem, aprende a não ter compaixão nenhuma por animais de laboratório, aprende a fazer distinção moral entre aqueles animais que devem ser respeitados e não torturados — cães e gatos — e aqueles que podem ser maltratados e violentados livremente — os chamados “animais de laboratório”. Uma jovem que absorve desde cedo a crença de que animais “de laboratório” são autômatos escravizáveis a serviço do ser humano, meros robozinhos orgânicos cuja dor e sofrimento nada mais são que uma reações “eletrônicas” que nada têm a ver com sentimentos e senciência. É triste saber que vivisseccionistas estão abduzindo seus filhos para se tornarem uma nova geração de torturadores.
Fonte: ANDA
Ativistas requisitam investigação federal acerca de animais usados para experimentação em centro médico
Por Giovanna Chinellato (da Redação)
Um grupo pelos direitos dos animais está pedindo uma investigação federal a respeito dos primatas explorados para pesquisas pelo centro médico da Universidade do Kansas, nos EUA.
Ativistas saem às ruas mascarados de animais para protestar contra a tortura e o uso de animais em laboratórios (Foto: Reprodução/SAEN)
O grupo Stop Animal Exploitation Now (“Parem a exploração de animais agora”) preencheu, recentemente, uma queixa formal contra a USDA, alegando que os primatas usados para pesquisa morreram ou sofreram dores severas.
Representantes do centro médico não estavam disponíveis para comentar.
Em 2009, o centro médico da USDA teve 160 acusações de violar leis federais de proteção animal durante suas pesquisas.
Fonte: KSAL Link
Nota da Redação: O uso de animais em laboratórios é uma violência, um ato criminoso, uma violação descarada e indiscutível dos direitos dos animais. Animal nenhum deve ser usado para pesquisa sob pretexto de experimentação científica.Evoluímos o suficiente para compreender que a inteligência humana já criou alternativas para estudar curas e questões relativas à ciência de forma ética, sobretudo respeitando os animais como sujeitos de direito e seres sencientes. O lugar dos animais é na natureza, bem longe da intenção utilitarista e exploratória dos seres humanos.
Fonte: ANDA
maio 09, 2010
Neste domingo (9) Programa Animal Press e a Manifestação Antivivissecção
Na edição nº 8 do Programa Animal Press você acompanha a reportagem sobre o Dia Mundial contra a Vivissecção, manifestação que aconteceu em São Paulo contra a utilização de animais vivos para fins científicos ou pedagógicos.
O programa irá ao neste domingo pela TV Aberta de São Paulo às 9h30 da manhã, e no site www.programaanimalpress.com.br a partir da próxima Quarta (12).
Entrevistas com Nina Rosa, Silvana Andrade, Mauricio Varallo, Christian Sabóia e George Guimarães.
TV Aberta da Cidade de São Paulo(somente transmissão a cabo no perímetro urbano de São Paulo)
pela NET sitema analógico ou digital - canal 9
pela TVA sistema analógico - canais 72 ou 99 (dependendo do bairro)
pela TVA sistema digital - canal 186
DOMINGOS - 9h30
pela NET sitema analógico ou digital - canal 9
pela TVA sistema analógico - canais 72 ou 99 (dependendo do bairro)
pela TVA sistema digital - canal 186
DOMINGOS - 9h30
Fábio Paiva
coordenador geral
acesse também:
junte-se ao boicote contra a China
abril 26, 2010
Associações protestam contra centro de produção de animais
“É um mau investimento para o país”, defende Plataforma de Objecção ao Biotério.
Várias associações de defesa dos animais protestam hoje à tarde em Lisboa contra a construção de um centro de produção de animais para fins experimentais.
O centro ficará localizado na Azambuja e será uma dos maiores da Europa.
Trata-se, contudo, de um “mau investimento”, defende Constança Carvalho, activista da Plataforma de Objecção ao Biotério.
“É um investimento extemporâneo, [que] não faz sentido numa altura em que os biotérios da Europa estão a fechar”, afirma, referindo que o projecto vai custar “27 milhões de fundos comunitários, que podiam ser aplicados no desenvolvimento de projectos importantes para Portugal”.
O Biotério é, no entender de Constança Carvalho, “um projecto condenado ao fracasso, porque existem cada vez mais alternativas à experiência animal, que são cada vez mais utilizadas”.
O Biotério da Azambuja é uma obra da Fundação Champalimaud, instituição que a Plataforma de Objecção ao Biotério convida a mudar o seu investimento para um centro de “alternativas à experiência animal”.
A marcha de protesto está marcada para as 14h30 e irá percorrer várias artérias da capital.
O centro ficará localizado na Azambuja e será uma dos maiores da Europa.
Trata-se, contudo, de um “mau investimento”, defende Constança Carvalho, activista da Plataforma de Objecção ao Biotério.
Biotério "é um mau investimento para o país"
O Biotério é, no entender de Constança Carvalho, “um projecto condenado ao fracasso, porque existem cada vez mais alternativas à experiência animal, que são cada vez mais utilizadas”.
O Biotério da Azambuja é uma obra da Fundação Champalimaud, instituição que a Plataforma de Objecção ao Biotério convida a mudar o seu investimento para um centro de “alternativas à experiência animal”.
A marcha de protesto está marcada para as 14h30 e irá percorrer várias artérias da capital.
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abril 23, 2010
Violações da AWA (Animal Welfare Act) na Universidade do Utah
Em resposta à investigação secreta da PETA de experimentação animal na Universidade de Utah (a U) e da denúncia juntamente com o Departmento da Agricultura dos E.U. (USDA), o U foi citado por nove violações de leis federais de proteção animal , incluindo o seguinte:
- Causando a morte de um gatinho por desidratação;
- Mantendo bezerros impedidos durante dias de se levantarem ou andarem;
- Não fornecer alívio da dor adequado para um macaco após a cirurgia;
- Não tratar corretamente as lesões em suínos;
- Permitindo apinhamento extremo em gaiolas de cobaias
- Isolar socialmente um macaco sem autorização e não fornecer o enriquecimento ambiental adequado;
- Realizar a cirurgia nos olhos de um coelho, sem a devida aprovação.
março 27, 2010
Ética deve pautar pesquisas científicas
Legislação federal e resolução veterinária normatiza ensino e pesquisas que utilizam espécies animais
Fortaleza. "Qualquer procedimento que cause dor no ser humano causará dor em outras espécies de vertebrados, tendo em vista que os animais são seres sencientes, experimentam dor, prazer, felicidade, medo, frustração e ansiedade". Assim destaca o capítulo II, Artigo 2º, da Resolução 879/2008, do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), que dispõe sobre o uso de animais no ensino e na pesquisa, bem como regulamenta as Comissões de Ética no Uso de Animais (Ceua). O assunto é recente no Brasil, mas, mesmo assim, já é tema de legislação, a chamada Lei Arouca, nº 11.794/2008, sancionada posteriomente à resolução do CFMV, mas resultado de um polêmico debate nos últimos anos.
O presidente da Comissão de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal do CFMV, Alberto Neves, diz que o Brasil estava atrasado no assunto há algumas décadas, comparativamente a países como Suécia, Canadá e Inglaterra. Mesmo com a legislação federal e resolução do Conselho pertinentes ao tema, ele estima que apenas cerca de 30% das instituições que realizam pesquisas utilizando animais têm suas Comissões de Ética constituídas. "Daí nossa grande preocupação. As espécies vertebradas são seres sencientes e não podem ser submetidas ao sofrimento", adverte.
Regulamentação
Com base na Lei Arouca, o presidente da Ceua da Universidade Estadual do Ceará (Uece), professor José Mário Girão Abreu, ressalta que o uso de animais no ensino e na pesquisa é regulamentado pela referida legislação federal. Esta criou o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Consea), ao qual todas as Comissões de Ética devem estar submetidas. Todas as instituições de Ensino Superior que tenham em seu ensino ou pesquisa o uso de animais devem criar suas Ceuas. "Este prazo encerrou-se em 15 de outubro de 2009. A partir de então, as instituições que não criaram suas Comissões de Ética estão irregulares e sujeitas a sanções na referida lei", pontua.
A lei federal e a resolução 879 têm pontos convergentes quanto ao bem-estar animal. Ambas definem princípios com base no preceito dos "3 Rs", elaborado por Russel e Burch (1959); "Replace" (substituir); "Reduce" (reduzir); e "Refine" (refinar). De acordo com o que defende Alberto Neves, os pesquisadores devem observar se é possível substituir o animal por outros procedimentos, tais como cultura de células ou micro-organismos. José Mário confirma que a substituição de animais já avançou muito. "Inúmeras alternativas já são utilizadas, tais como o uso de culturas de células, de modelos matemáticos e simuladores, entre outros".
Não sendo possível substituir, os pesquisadores devem ver a possibilidade de reduzir a quantidade de animais em estudo, de 100 para 20 camundongos, por exemplo. "A redução do número de animais utilizados nos experimentos pode ser obtida de maneira bastante simples e rápida. As Comissões responsáveis pela avaliação devem exigir que os pesquisadores apresentem o cálculo de tamanho da amostra que irão utilizar no projeto. Este questionamento tem reduzido sensivelmente o número de animais utilizados, além de melhorar também o aspecto metodológico do projeto", constata José Mário.
Alberto Neves observa que, mesmo reduzindo a quantidade, os pesquisadores devem atentar para o refinamento nos manejos adotados, para chegar ao mínimo ou nenhum sofrimento. O ambiente deve dispor de área climatizada, higienização e nutrição adequadas e até brinquedos. Conforme o animal, estes atrativos podem livrá-lo de casos de ansiedade ou depressão.
José Mário afirma que o refinamento dos projetos de pesquisa possibilita um aprimoramento metodológico e ético dos mesmos. "O aspecto mais importante deste item deve ser o relacionado ao questionamento dos deveres dos pesquisadores para com os animais de experimentação. Os animais merecem ser tratados de forma que tenham criação, manutenção e manejo adequados, não tenham dor, estresse ou outros sofrimentos desnecessários, que tenham eutanásia adequada, se for o caso. Os pesquisadores devem ser capacitados para fazerem pesquisa em animais dentro desta perspectiva".
O presidente da Comissão de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal do CFMV destaca também que as Comissões devem se pautar pelas cinco liberdades do bem-estar animal: as espécies devem estar livres de fome, sede e desnutrição; desconforto; dor e doenças; de medo e estresse; e livres para expressar o comportamento natural.
SENCIËNCIA"As espécies vertebradas são seres senciantes e devem estar livres de sofrimento"
ALBERTO NEVES
Pres. da Comissão de Ética e Bioética do Cons. Federal de Medicina Veterinária
"Os animais merecem ser tratados de forma a não terem dor ou estresse"
José Mário Girão Abreu
Presid. da Comissão de Ética da Uece
MAIS INFORMAÇÕES
Comissão de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal do CFMV
(81) 3268.4524; Faculdade de Veterinária da Uece, (85) 3101.9831COMPOSIÇÃO
Sociedade civil na comissão
Fortaleza. O presidente da Comissão de Ética e Bioética do CFMV, Alberto Neves, afirma que o Conselho busca sensibilizar as instituições de pesquisa para criarem suas Comissões de Ética e que estas acompanhem, rotineiramente, os estudos em laboratório. Para tanto, a composição, especificada na Resolução 879, assegura um número mínimo de 7 membros, sendo 50% dos profissionais das áreas de ciências agrárias e/ou biomédicas, com pelo menos um médico veterinário; e 50% constituídos por representantes da sociedade civil e de profissionais das ciências exatas e humanas. É resguardado o direito de, pelo menos, um representante de associações de proteção e bem-estar animal legalmente constituídas, e um estudante de graduação ou pós-graduação, nos casos de universidades.
Para o presidente da Comissão de Ética para o Uso de Animais (Ceua), da Universidade Estadual do Ceará (Uece), José Mário Girão Abreu, a utilização de animais com objetivos científicos é necessária para o progresso dos conhecimentos humanos. Destacam-se as pesquisas nas áreas de Biologia e Medicina Humana. Porém, segundo avalia, estes procedimentos levantam questões éticas relevantes. Para tanto, ele aponta que as Comissões de Ética existem, exatamente, para realizar a avaliação adequada dos projetos de pesquisa e protocolos de aulas práticas no ensino. Ele diz que a Ceua é uma garantia de que a sociedade exerce algum controle sobre as atividades com o uso de animais em instituições de Ensino Superior.
Conforme explica, a pesquisa em animais pode ter duas finalidades: a pesquisa vista como meio ou como fim. A pesquisa como meio é aquela que utiliza modelos animais para gerar conhecimentos que sejam transponíveis ao ser humano. Já a pesquisa em animais como fim estuda os próprios animais e suas características.
VALERIA FEITOSA
Fortaleza. "Qualquer procedimento que cause dor no ser humano causará dor em outras espécies de vertebrados, tendo em vista que os animais são seres sencientes, experimentam dor, prazer, felicidade, medo, frustração e ansiedade". Assim destaca o capítulo II, Artigo 2º, da Resolução 879/2008, do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), que dispõe sobre o uso de animais no ensino e na pesquisa, bem como regulamenta as Comissões de Ética no Uso de Animais (Ceua). O assunto é recente no Brasil, mas, mesmo assim, já é tema de legislação, a chamada Lei Arouca, nº 11.794/2008, sancionada posteriomente à resolução do CFMV, mas resultado de um polêmico debate nos últimos anos.
O presidente da Comissão de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal do CFMV, Alberto Neves, diz que o Brasil estava atrasado no assunto há algumas décadas, comparativamente a países como Suécia, Canadá e Inglaterra. Mesmo com a legislação federal e resolução do Conselho pertinentes ao tema, ele estima que apenas cerca de 30% das instituições que realizam pesquisas utilizando animais têm suas Comissões de Ética constituídas. "Daí nossa grande preocupação. As espécies vertebradas são seres sencientes e não podem ser submetidas ao sofrimento", adverte.
Regulamentação
Com base na Lei Arouca, o presidente da Ceua da Universidade Estadual do Ceará (Uece), professor José Mário Girão Abreu, ressalta que o uso de animais no ensino e na pesquisa é regulamentado pela referida legislação federal. Esta criou o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Consea), ao qual todas as Comissões de Ética devem estar submetidas. Todas as instituições de Ensino Superior que tenham em seu ensino ou pesquisa o uso de animais devem criar suas Ceuas. "Este prazo encerrou-se em 15 de outubro de 2009. A partir de então, as instituições que não criaram suas Comissões de Ética estão irregulares e sujeitas a sanções na referida lei", pontua.
A lei federal e a resolução 879 têm pontos convergentes quanto ao bem-estar animal. Ambas definem princípios com base no preceito dos "3 Rs", elaborado por Russel e Burch (1959); "Replace" (substituir); "Reduce" (reduzir); e "Refine" (refinar). De acordo com o que defende Alberto Neves, os pesquisadores devem observar se é possível substituir o animal por outros procedimentos, tais como cultura de células ou micro-organismos. José Mário confirma que a substituição de animais já avançou muito. "Inúmeras alternativas já são utilizadas, tais como o uso de culturas de células, de modelos matemáticos e simuladores, entre outros".
Não sendo possível substituir, os pesquisadores devem ver a possibilidade de reduzir a quantidade de animais em estudo, de 100 para 20 camundongos, por exemplo. "A redução do número de animais utilizados nos experimentos pode ser obtida de maneira bastante simples e rápida. As Comissões responsáveis pela avaliação devem exigir que os pesquisadores apresentem o cálculo de tamanho da amostra que irão utilizar no projeto. Este questionamento tem reduzido sensivelmente o número de animais utilizados, além de melhorar também o aspecto metodológico do projeto", constata José Mário.
Alberto Neves observa que, mesmo reduzindo a quantidade, os pesquisadores devem atentar para o refinamento nos manejos adotados, para chegar ao mínimo ou nenhum sofrimento. O ambiente deve dispor de área climatizada, higienização e nutrição adequadas e até brinquedos. Conforme o animal, estes atrativos podem livrá-lo de casos de ansiedade ou depressão.
José Mário afirma que o refinamento dos projetos de pesquisa possibilita um aprimoramento metodológico e ético dos mesmos. "O aspecto mais importante deste item deve ser o relacionado ao questionamento dos deveres dos pesquisadores para com os animais de experimentação. Os animais merecem ser tratados de forma que tenham criação, manutenção e manejo adequados, não tenham dor, estresse ou outros sofrimentos desnecessários, que tenham eutanásia adequada, se for o caso. Os pesquisadores devem ser capacitados para fazerem pesquisa em animais dentro desta perspectiva".
O presidente da Comissão de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal do CFMV destaca também que as Comissões devem se pautar pelas cinco liberdades do bem-estar animal: as espécies devem estar livres de fome, sede e desnutrição; desconforto; dor e doenças; de medo e estresse; e livres para expressar o comportamento natural.
SENCIËNCIA"As espécies vertebradas são seres senciantes e devem estar livres de sofrimento"
ALBERTO NEVES
Pres. da Comissão de Ética e Bioética do Cons. Federal de Medicina Veterinária
"Os animais merecem ser tratados de forma a não terem dor ou estresse"
José Mário Girão Abreu
Presid. da Comissão de Ética da Uece
MAIS INFORMAÇÕES
Comissão de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal do CFMV
(81) 3268.4524; Faculdade de Veterinária da Uece, (85) 3101.9831COMPOSIÇÃO
Sociedade civil na comissão
Fortaleza. O presidente da Comissão de Ética e Bioética do CFMV, Alberto Neves, afirma que o Conselho busca sensibilizar as instituições de pesquisa para criarem suas Comissões de Ética e que estas acompanhem, rotineiramente, os estudos em laboratório. Para tanto, a composição, especificada na Resolução 879, assegura um número mínimo de 7 membros, sendo 50% dos profissionais das áreas de ciências agrárias e/ou biomédicas, com pelo menos um médico veterinário; e 50% constituídos por representantes da sociedade civil e de profissionais das ciências exatas e humanas. É resguardado o direito de, pelo menos, um representante de associações de proteção e bem-estar animal legalmente constituídas, e um estudante de graduação ou pós-graduação, nos casos de universidades.
Para o presidente da Comissão de Ética para o Uso de Animais (Ceua), da Universidade Estadual do Ceará (Uece), José Mário Girão Abreu, a utilização de animais com objetivos científicos é necessária para o progresso dos conhecimentos humanos. Destacam-se as pesquisas nas áreas de Biologia e Medicina Humana. Porém, segundo avalia, estes procedimentos levantam questões éticas relevantes. Para tanto, ele aponta que as Comissões de Ética existem, exatamente, para realizar a avaliação adequada dos projetos de pesquisa e protocolos de aulas práticas no ensino. Ele diz que a Ceua é uma garantia de que a sociedade exerce algum controle sobre as atividades com o uso de animais em instituições de Ensino Superior.
Conforme explica, a pesquisa em animais pode ter duas finalidades: a pesquisa vista como meio ou como fim. A pesquisa como meio é aquela que utiliza modelos animais para gerar conhecimentos que sejam transponíveis ao ser humano. Já a pesquisa em animais como fim estuda os próprios animais e suas características.
VALERIA FEITOSA
via Diário do Nordeste.
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