“Os Experimentos em Animais ATRASAM o progresso da ciência”.
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abril 16, 2011

Experimentação Animal


Experimentação Animal: Violência em nome da Ciência

Imagine que o seu corpo está a ser usado com fins científicos... consigo ainda lá dentro. Isso é o que acontece aos milhões de animais que são anualmente usados na cruel, dispendiosa e enganadora indústria da experimentação animal. Nesta indústria, um animal morre a cada 3 segundos, num laboratório europeu; a cada 2 segundos, num laboratório japonês; a cada segundo, num laboratório norte-americano. Só no Reino Unido, quase 3 milhões de animais são mortos anualmente em laboratórios. Em Portugal, o uso de animais em experiências é, na verdade, uma realidade por controlar.
Apenas há uns anos atrás, todas as empresas de cosméticos envenenavam animais com bâton, champôs, sprays para cabelos ou outros produtos de “beleza”. Os produtores de carros batiam nas cabeças de macacos com martelos hidráulicos para simular acidentes. Os técnicos de laboratórios matavam um coelho de cada vez que faziam o teste de gravidez de uma mulher. As tabaqueiras obrigavam cães a inalar quantidades enormes de fumo de tabaco para testar a sua toxicidade. Estes testes eram considerados muito eficazes. Actualmente, devido à atenção e à preocupação dos consumidores e à criatividade de cientistas, existem testes melhores e mais humanos

Porém, milhões de ratinhos, coelhos, porquinhos-da-índia, furões, gatos, cães, primatas, ovelhas, vacas, porcos e outros animais continuam a ser usados em experiências, sendo mortos em laboratórios todos os anos. Em vez de desenvolverem técnicas científicas mais avançadas, os vivissectores infectam animais com doenças que eles nunca contrairiam em circunstâncias normais, alimentam-nos à força e injectam-lhes químicos tóxicos, quebram a coluna destes animais, partem-lhes os ossos e instalam eléctrodos nos seus crânios. Os investigadores militares provocam doenças e feridas nos animais com radiações, agentes químicos e usando também armas de fogo. Alguns investigadores de psicologia submetem os animais a privação maternal, viciam-nos em drogas e álcool e infligem-lhes outros males

Pelo menos 65% destes procedimentos são realizados sem anestesia. Nos restantes 35% de experiências realizadas regularmente, é certo que estas implicam a inflicção de dor e sofrimento aos animais. A maior parte destas experiências são feitas nos Estados Unidos da América, no Reino Unido e noutros países, como Portugal. Nestes casos, estes animais beneficiam de fraca protecção legal, que, regra geral, é raramente cumprida dado a falta de fiscalização

A Experimentação Animal em Portugal

Em Portugal, também se fazem experiências com animais, nomeadamente no Laboratório Nacional de Investigação Veterinária, nas estações zootécnicas do Ministério da Agricultura, nas faculdades de medicina, medicina veterinária, ciências, farmácia e psicologia, nalgumas instituições de investigação científica e nalguns laboratórios privados. Os animais mais frequentemente usados são os roedores (ratinhos, porquinhos da Índia e coelhos, entre outros), peixes, cães, gatos, primatas, porcos, ovelhas e vacas. Em Portugal, a protecção legal destes animais é ainda mais reduzida e a fiscalização ainda mais deficiente do que no estrangeiro

A Experimentação Animal é Anti-Científica

Para além de serem cruéis, os testes com animais levam frequentemente a becos sem saída quanto às conclusões a que conduzem, impedindo o progresso científico. Pegar em seres saudáveis de espécies diferentes da nossa, induzir-lhes artificialmente determinados problemas de saúde, sobretudo quando naturalmente não os contrairiam, mantê-los em condições anti-naturais e causadoras de grande pressão psíquica, e depois tentar aplicar os “resultados” destes procedimentos aos humanos raramente funciona. As interacções fisiológicas variam grandemente de espécie para espécie. Enquanto se mantêm a animais como recursos de investigação baratos e fáceis de conseguir e de utilizar, não há um verdadeiro estímulo para procurar métodos não-animais que possam ser mais avançados, fiáveis e eficazes

Não contribua para o martírio de milhões de animais sacrificados pela “indústria da experimentação animal”. Opte por adquirir e usar apenas produtos de cosmética, higiene pessoal e higiene doméstica NÃO testados em animais.

setembro 13, 2010

Animais com testes restringidos na Europa

Primatas só podem ser usados em casos excepcionais, se estiverem em causa doenças como a sida e malária
2010-09-13
EDUARDA FERREIRA


Os primos directos do Homem vão ser excluídos de ensaios laboratoriais na UE. Só em pesquisas sobre doenças muito ameaçadoras para a espécie humana será admitido o recurso a gorilas, chimpanzés, bonobos ou orangotangos. A directiva vale a partir de 2013.

Depois de um moroso processo, foi aprovada pelo Parlamento Europeu a Directiva que enquadra o uso de animais vertebrados em experiências científicas.

O documento estabelece normas rígidas relativas ao bem-estar dos animais (desde o tamanho das jaulas ou gaiolas ao acesso à água), bem como linhas de procedimento ético com o propósito de evitar sofrimento aos animais. Os Estados têm agora de se preparar para o cumprimento da Directiva a partir de Janeiro de 2013.

Ao longo do processo e elaboração legislativa, a Comissão Europeia desencadeou iniciativas e apoiou projectos para a introdução de métodos alternativos ao uso de animais em laboratório. Esse é um desígnio que continua a ser desenvolvido pelo Centro Europeu de Validação de Métodos Alternativos. ?Substituir, reduzir e refinar os testes em animais? são os lemas dessa tarefa.

Os animais usados nos ensaios foram-no sobretudo para a investigação de produtos ou dispositivos destinados à saúde humana (57,5%) e animal. Eles são cobaias em estudos sobre vírus, imunologia, genética, tratamentos oncológicos e outros da área farmacêutica.

Uma parte menos significativa destina-se a avaliar se produtos ou substâncias para uso humano ou de alimentação animal são tóxicos. Produtos químicos industriais e pesticidas são também assim testados.

A nova Directiva restringe a utilização dos grandes símios (como os chimpanzés, bonobos, gorilas e orangotangos) a situações em que a sobrevivência destas espécies esteja em causa ou na eventualidade de um surto de doença debilitante ou que ponha em causa a vida de seres humanos.

Esta excepção é justificada pelo facto de “a Comissão Europeia não vislumbrar a dispensa de primatas não-humanos num futuro previsível.” Ou seja, a proibição vai admitir excepções (autorizadas), na medida em que decorrem “programas vitais de investigação em doenças infecciosas como a sida, malária e hepatite.

JN

agosto 02, 2010

Astronauta russo opõe-se à utilização de primatas em experimentos da NASA

Por Antoniana Ottoni (da Redação)

Célebre astronauta russo, titular do recorde mundial do Guinness Book, Valentin Lebedev é um dos mais novos integrantes da indústria aeroespacial que manifesta publicamente sua oposição aos planos da NASA de utilizar primatas em experimentos sobre radiação espacial.

Embora a Rússia tenha supostos planos em ir adiante com a utilização de experimentação animal, Lebedev manifestou sua oposição em uma carta para a Animal Defenders International (ADI) no dia 28 de junho, 2010. Lebedev descreve estes experimentos como “inadmissíveis para razões humanas”. Lebedev, que é atualmente Diretor do Centro Científico de Geoinformação e membro correspondente da Academia de Ciências Russa, alerta que estes experimentos não são necessários, porque “o conhecimento existente oriundo de inúmeras experiências com voos no espaço já é suficiente para prever a influência da radiação espacial nas pessoas”.

A Agência Espacial Federal Russa (Roscosmos) e a base holandesa da Agência Espacial Européia (ESA) recentemente empreenderam cooperação com o Projeto Marte 500, entretanto, o componente do programa que envolve futuros testes com primatas permanece em intenso debate. Na carta para a ADI de Jean-Jacques Dordain, diretor geral temporário da Agência Espacial Europeia, ele confirmou que a ESA também não apoia experimentação com primatas, explicando que a “ESA diminuiu qualquer interesse em pesquisas com primatas e não considera nenhuma precisão e utilidade para tais pesquisas”.

A presidente da ADI Jan Creamer declarou: “é uma situação lamentável que macacos estejam sendo desperdiçados em experimentos cruéis, desnecessários e injustificáveis. Isto irá aterrorizar os animais, eles irão sofrer de envenenamento radioativo, provocando câncer e danos neurológicos, em experimentos desnecessários em que os resultados já são conhecidos. Nós sabemos os efeitos da radiação. É de conhecimento de todos que a solução para a radiação espacial é a construção de escudos de proteção, e não experimentos fúteis com animais. Até os astronautas se opõem a isto”.

Fonte: ANDA

Falta órgão para punir uso abusivo de cobaias

Ainda não se se sabe quem executará a Lei Arouca, que pune quem não utiliza animais de forma ética em pesquisas científicas

Um ano depois de a Lei Arouca ter sido regulamentada, ainda não está definido quem punirá cientistas e instituições que não utilizarem animais de forma ética em suas pesquisas. A lei, criada em 2008 para regrar a experimentação animal, teve sua regulamentação publicada em julho de 2009. O texto prevê, por exemplo, que cada experimento usará o mínimo indispensável de animais, e que se deve poupá-los de sofrimento. Os testes que possam causar dor devem ser feitos com sedação.

A legislação inclui penalidades duras. A instituição pode receber multa de R$ 5 mil a R$ 20 mil, ser interditada temporariamente ou em definitivo e sofrer com a suspensão de financiamento de fontes oficiais. Já o pesquisador pode levar multa entre R$ 1 mil e R$ 5 mil, sofrer suspensão temporária e até ser proibido de pesquisar com animais.

Porém, até agora não está claro quem vai controlar a questão. "Neste momento, não sabemos quem vai punir", admite o médico Marcelo Marcos Morales, que integra o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea). O Concea, criado para controlar a experimentação animal do País, passou a existir oficialmente em dezembro do ano passado e faz parte do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT).

Morales, que é pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), deu uma conferência sobre a Lei Arouca ontem durante a 62.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Ele explicou que a lei apenas "indica" os responsáveis pelo trabalho, citando os "órgãos dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Saúde, da Educação, da Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente, nas respectivas áreas de competência". Segundo ele, o assunto terá de ser discutido no Concea.

Fonte

junho 19, 2010

A Verdadeira Face da Experimentação Animal

Uma entrevista com Sergio Greif 
  

Sérgio Greif, 28 anos, se formou em biologia pela Unicamp, onde agora faz mestrado em nutrição humana. Apaixonado pela ciência e vegetariano desde criança, ele se dedica de corpo e alma a pesquisar e divulgar o vegetarianismo e a antivivissecção. Sérgio concretizou suas idéias no livro (que escreveu com Thales Tréz, que agora faz mestrado em ética prática na Bélgica) A Verdadeira Face da Experimentação Animal - Sua Saúde em Perigo. Aqui o representante brasileiro da Interniche fala, como não podia deixar de ser, sobre vivissecção e vegetarianismo - e expõe para a Planeta na Web os motivos pelos quais se tornou um fervoroso ativista pelo direito dos animais. 


Planeta na Web - Qual é a diferença entre bem-estar animal e direitos dos animais? 

Sérgio Greif - Vamos primeiro pensar no que os direitos dos animais pregam. No começo do livro do Peter Singer, Animal Liberation, ele fala sobre outros grupos minoritários que não tinham direitos no passado. Negros, por exemplo, eram considerados seres sem alma. A mulher cozinhava e tinha filhos para o marido. Mas ela não tinha alma, então não havia respeito. A mesma coisa acontece com os animais. O filósofo Jeremy Bentham falou: "Não importa se eles têm alma ou não. A pergunta é se eles sentem dor ou não". Se um organismo tem a capacidade de sentir dor, não é nosso direito atribuir-lhe dor. Se sentem medo, não podemos passar-lhes o medo. Agora, o que o bem-estar prega? Prega que "tadinho do bichinho", mas podemos explorá-lo, não vamos ser radicais. Então, podemos comer animais, desde que o abate seja humanitário. Eu digo que, se o abate pudesse ser humanitário, eu poderia matar uma pessoa para comer. De vez em quando a polícia prende um canibal e o chamam de maluco. Ele pode até dizer que não maltratou, só matou para comer, mas essa justificativa não será válida. Ele vai em cana mesmo porque fez uma coisa errada. Não há uma forma de abater humanamente, porque o abate é intrinsecamente errado. O organismo está vivo, está bem, e você o mata. Esta é a principal diferença: o bem-estar animal não diz que você não tem o direito de matar animais. 


PnW - Então o bem-estar animal não condena a experimentação em animais e a vivissecção? 

Sérgio - Não. E nem o consumo de carne. Isso pode atrapalhar bastante. Por exemplo, muitas sociedades de bem-estar animal fazem parte de comitês de ética. Um comitê de ética não fiscaliza como um pesquisador se comporta dentro do laboratório. Quando muito, fiscaliza como os animais são mantidos no biotério. Então o pesquisador faz o que quiser com o animal e tem o aval de um comitê de ética dizendo que ele está procedendo da forma correta, e a sociedade do bem-estar animal não tem idéia do que ele está fazendo. Quando eu for contrariá-lo, ele vai falar que tem o aval de um comitê de ética e que está procedendo corretamente, e que há uma entidade de bem-estar animal junto e apoiando. Aí me desarmou. A entidade de bem-estar animal que cai nisso e se compromete com o pesquisador não tem como contrariar uma pesquisa e nem tem mais interesse, porque já virou amiga dele. 


PnW - A lógica do bem-estar animal não seria a de que, realisticamente, não vamos conseguir parar, hoje, com experimentação animal e consumo de carne - então vamos tentar pelo menos diminuir o sofrimento?

Sérgio - Eu entendo isso, mas não concordo. Albert Einstein disse: "Não existe forma de você resolver um problema procedendo com as mesmas formas de pensamento que levaram à sua criação". E é por isso que eu digo que os três R's são uma armadilha. O bem-estar animal defende esta estratégia para diminuir o uso de animais: Refinar a pesquisa, os animais serem mais humanamente tratados, na medida do possível; Reduzir o número de animais necessários; e, se possível, Replace (substituir). Dessa forma, eles falaram duas vezes que é necessário usar animais e que a vivissecção é um mal necessário. Eles estão promovendo. Eu estou tentando contrariar, e não porque o bichinho é um coitadinho. O livro não fala quase nada de ética, está falando pelo lado científico. Na verdade eles dizem que eu sou um utópico, um radical. Eu não quero acreditar que eles sejam contra os animais, mas estão procedendo contra os animais. 


PnW - As pessoas comem carne, sempre comeram, é tradição em alguns lugares, é símbolo de muitas coisas. Não é como os testes em animais que podem ser substituídos e começar a fazer de outro jeito. O mundo não vai se tornar vegetariano da noite para o dia... 

Sérgio - Não da noite para o dia. O que eu tento dizer é que, se 10% dos Estados Unidos pararem de comer carne hoje ou diminuírem em 10% o consumo, você consegue alimentar todas as pessoas que não têm comida com os grãos que os bois deixam de comer. Não é esse o motivo que me faz ser vegetariano, porque eu não tinha consciência disso quando me tornei. Eu me tornei vegetariano muito novo, por princípios óbvios. Minha mãe não me deixava pisar em formiga, falava assim: "Você gostaria que um gigante pisasse na sua casa?" Eu vi que ela tinha razão. Eu não quero ser comido, então não vou comer também. Isso me levou a ser vegetariano. É claro que as pessoas têm conceitos éticos e morais diferentes. Mas temos que pensar: o que nos leva a atribuir um valor tão especial à carne, não é o interesse da indústria da carne para que a gente compre os produtos deles? Se você fosse comprar a carne pelo preço que a carne vale, ninguém teria acesso. A carne é muito subsidiada. Se você pensar que um boi come o que 20 pessoas comem, o boi deveria custar 20 vezes mais do que o milho ou a soja. Você acaba avaliando o desenvolvimento de um país pelo tanto de carne que as pessoas têm acesso. Não vou dizer que a reforma agrária não acontece por causa disso, não vou dizer que a má distribuição de terra acontece por causa da pecuária. Mas se você quiser distribuir as terras igualmente, você vai ter que abolir a pecuária. A pecuária exige terra e você está produzindo um boi por três hectares. Se você quiser distribuir as terras, vai ter que fazer o que fizeram na Ásia no século 6 antes de Cristo. Não é a toa que o budismo ganhou a aceitação da população, eles já estavam tendendo ao vegetarianismo e tinham que distribuir as terras. Foi isso que fez a Ásia adotar religiões vegetarianas. 


PnW - Então você até concorda com o abate humanitário, mas prefere educar as pessoas a parar de comer carne do que concentrar seus esforços tentando tornar o abate mais humano? 

Greif - Claro, porque é um desperdício de energia para uma coisa que não beneficia os animais realmente. O destino deles é o mesmo, com menos dor ou com mais dor, é um destino cruel. Existem ainda escravos na África, e muitas escravas são violentadas. Se você é proprietário, é seu direito fazer o que quiser. Depois de violentá-las, você ainda pode esmurrá-las, porque não há lei que impeça. Se eu fosse um missionário na África, poderia pedir: "Depois que você violentar sua mulher, você poderia não bater nela?". 


PnW - É como o Maluf, que disse: "Estupra mas não mata". 

Greif - É. Mas estupro é necessário? Não é. Não é um desperdício de esforços ir até a África para pedir para eles não batam na mulher depois de estuprá-la? Já que você está na África, fala para eles: "Não estupra a sua mulher e de preferência liberta ela". 


PnW - A impressão que tive nesse congresso de bem-animal é a de que nem todo mundo que luta pelo bem-estar animal é vegetariano... 

Greif - Ninguém é vegetariano.
 

 
PnW - Então, não basta ter informação e consciência para que a mudança de hábitos aconteça? 

Greif - Não. É necessário um choque. A propaganda que te faz comer carne e aceitar a vivissecção é muito forte, porque vem de indústrias poderosas. São poucas as pessoas que tomam consciência desse hábito de vida e são menos ainda as que tomam uma atitude quando adquirem essa consciência. Muitas sociedades de bem-estar animal têm essa consciência, e muitas pessoas também, conforme vai aumentando a incidência de diabetes, de câncer de reto, de obesidade. Tudo isso é causado pelo aumento do consumo de carne. Não há como acreditar que a carne é necessária. A melhor prova disso é que os vegetarianos existem, estão saudáveis e continuam se multiplicando. Você não pode mais dizer que a carne é necessária, você pode dizer que as pessoas optam por comer carne. Se é opção, e não mais uma necessidade, então você pode mudar. Mas, para mudar, você tem que sentir na pele, e é muito difícil se colocar no lugar de alguém. Por exemplo, muita gente tem cachorro com nomes de pessoas. Mas ninguém põe nome de gente em galinhas. 


PnW - Qual é o conceito de vivissecção? 

Greif - Vivi é vivo, e secção cortar. Vivissecção é cortar um animal vivo. Com o tempo o termo foi abrangendo outras coisas e significa qualquer procedimento onde você pega um animal vivo, induza um determinado estímulo nele e obtém um outro em troca. Existe a vivissecção invasiva e não invasiva. Se eu só colocar um porquinho da Índia, por exemplo, para tirar uma chapa de raio-x, é uma vivissecção não é invasiva e nem pode ser considerada antiética. Mas, por exemplo, se eu pegar um animal e cortá-lo, ou injetar qualquer coisa nele ou fazê-lo tomar uma droga oralmente, isso é vivissecção. 


PnW - Empresas brasileiras fazem testes em animais? 

Greif - O problema no Brasil é o seguinte: muitas empresas multinacionais às vezes não estão testando no Brasil, mas têm laboratórios na Suíça e estão testando lá. Ou ao contrário, alegam que na Suíça as empresas não fazem testes em animais, mas fazem testes aqui em uma empresa com nome diferente que é do mesmo dono e tem o mesmo produto. Se uma empresa tem rótulo e tem registro, necessariamente tem que fazer testes, se ela não puder provar, por exemplo, que os ingredientes são seguros. Às vezes ela compra todos os ingredientes que vai pôr na formulação, ingredientes já "assegurados". 


PnW - Para ser comercializado, o produto precisa ter passado pelo teste que diz que não vai fazer mal para as pessoas? 

Greif - É. O Brasil segue a lei da FDA (Food and Drug Administration), que é americana. A FDA diz que a vivissecção não é necessária, a não ser para teste de drogas. Mas se a empresa vai comercializar um detergente, alguma coisa que vai ser usada em casa, tem que assegurar ao consumidor que é seguro. E a empresa pode usar o meio que quiser para isso. Um dos meios é a vivissecção. O Brasil segue isso também: se você tem certeza de que aquele produto não vai machucar ninguém, não precisa fazer o teste. Mas, se você tem a dúvida, faça o teste, mesmo que vá machucar o bichinho. Porque aí, se vierem te questionar, você diz o seguinte: "Mas eu fiz todos os testes necessários". Por exemplo, uma moça tentou processar uma indústria que fabrica shampoo que não arde nos olhos. Não queimava os olhos dos coelhinhos mas queimou os olhos dela. Quando ela quis processar, eles falaram: "Os testes que a gente tinha que fazer são esses e a gente fez". Ela não pôde processar. 


PnW - Por que o subtítulo do seu livro é "A sua saúde em perigo"? 

Greif - Se eu falasse só sobre a verdadeira face da experimentação animal, as pessoas comprariam o livro achando que estou falando de ética, de como os animais são maltratados nas pesquisas. O enfoque do livro não é o bem-estar animal, a ética da experimentação animal e nem nada disso. O que estamos dizendo é o seguinte: a vivissecção é perigosa para o ser humano, além de não ser uma necessidade. A vivissecção nunca funcionou, mas é oficial porque todo mundo a pratica, é só isso que a oficializa. A sua saúde está em perigo porque você é uma eterna cobaia. Estão colocando no mercado coisas que não são seguras ou estão deixando de colocar coisas que são seguras porque mataram animais. Por exemplo, a aspirina. Em animais, provocou a deformação fetal. No homem, não. Uma mulher grávida pode tomar aspirina sem problema nenhum. Você pode dar quanta cocaína quiser para o porco-espinho que ele nunca vai chapar e basta um tantinho para uma pessoa chapar. É o tamanho do animal que conta, é determinado tamanho de órgão? O que é? Não tem um parâmetro para extrapolar, não tem parâmetro. A vivissecção atesta a segurança do produto, mas não do produto para o consumidor, atesta a segurança para os cientistas. Eu escrevi esse livro para o consumidor, porque o cientista, a não ser que ele seja muito burro, já sabe disso. Pelo menos meus professores sabem. Eles até se espantam na primeira vez que eu falo, pregam como é necessário, quantos prêmios Nobel foram conseguidos pela experimentação animal, como se isso fosse importante para a saúde humana. Eles se espantam ao ouvir que alguém pensa diferente porque isso é tão certo quanto dois e dois são quatro, para eles, é claro. Quando eu começo a argumentar, eles não têm mais argumento e aí dizem: "Você é um moleque. Quando você nasceu, eu já fazia experimentação animal e não vou mudar". Qual é a intenção do livro? Em geral o pesquisador pensa como a comunidade que está à sua volta. Se a sociedade for contra a vivissecção, o pesquisador naturalmente se torna contra. E ele não deixa de ser um consumidor também, então vai ler o livro na qualidade de consumidor e não de pesquisador. 


PnW - A comunidade científica já está substituindo a vivissecção por outros métodos? 

Greif - A situação da Europa é muito diferente dos Estados Unidos. O Brasil tende a seguir os Estados Unidos. Na Europa, o uso de animais não é obrigatório para coisa alguma, a não ser para avaliação de drogas. O estudante tem a opção de adotar alternativas, e essas alternativas são válidas para o currículo de formação dele. Em alguns lugares não se emprega animais de forma alguma, cirurgia experimental não existe. Nem mesmo nos Estados Unidos se usa cirurgia experimental para treinar cirurgiões. Novos tratamentos são testados em animais, mas eu acho que eles nem tentam mais alegar que se possa extrapolar para o ser humano. Já está muito evidente e a comunidade não concorda mais. Então está extremamente restrito. Nos Estados Unidos oferecem muita resistência a aceitar essas alternativas e, por conseqüência, no Brasil também. O Brasil sempre está muito atrás dos Estados Unidos, então mesmos as alternativas já adotadas nos Estados Unidos não têm sido empregadas aqui. 


PnW - Você se diplomou em Biologia sem matar sequer um animal? 

Greif - Nunca matei um animal em aula. Para ser sincero, já devo ter pisado na cabeça de algumas formigas... Nas minhas aulas, falava que era contra e não ia participar. Como os animais são caros, fazem-se trabalhos em grupos. Eu entrava em acordo com as pessoas, eles acabavam pondo meu nome e eu era o responsável pela confecção do relatório. Como eu fazia o relatório? Ia para a biblioteca e pegava os livros sobre isso. Eu até pedia para eles me passarem os resultados, mas eles não sabiam me dizer quais os resultados que tinham obtido porque estavam muito mais interessados no que fizeram com o animal, porque é uma coisa que impressiona. 

junho 02, 2010

Crueldade em nome da ciência: Pai e filha unidos para torturar animais em laboratório

Por Robson Fernando   (da Redação)
Uma família unida para torturar animais em nome da ciência. Assim pode-se denominar o triste feito do cientista Maiken Nedergaard, do Centro Médico da Universidade de Rochester, no estado estadunidense de Nova York, e sua filha Nanna Goldman, de apenas 16 anos.
Foi publicada recentemente no periódico científico Nature Neuroscience uma pesquisa que estudou os efeitos da acupuntura no sentimento de dor de camundongos. Goldman participou da pesquisa como projeto de verão atribuído pelo pai.
Como descreve friamente o colunista da Folha de S. Paulo Marcelo Leite, “pai e filha se uniram para aprontar (sic) com camundongos, os bodes expiatórios de sempre em laboratórios biomédicos”.
Na experiência frankensteiniana, camundongos foram anestesiados e tiveram inseridas agulhas em uma de suas pernas, extraindo líquidos corporais que se conferiu estarem com níveis altos de adenosina. Em seguida os cientistas da equipe de Nedergaard e Goldman usaram drogas para estimular inflamações nos animais. 
Forneceram então adenosina para metade deles e compararam as reações do grupo estudado e do grupo controle a estímulos dolorosos – a velha tortura que não pode faltar em experiências de vivissecção. Entre as agressões, estava esquentar o local inflamado com raios laser. Fica evidente que os animais do grupo controle sofreram integralmente as dores infligidas pelos cientistas.
No terceiro passo da experiência, testaram a associação de agulhas de acupuntura com a adenosina e, em mais tortura, verificaram que a adenosina pode “turbinar” o efeito da acupuntura, uma vez que os animais demoravam mais para reagir à violência infligida pelos cientistas. Animais com carência de receptores químicos para a adenosina sofreram integralmente com a dor imposta por esse último passo da experiência.
O próximo passo da pesquisa é testar a associação entre acupuntura e adenosina em humanos.
Com informações da Folha Online 
Nota da redação: Além de animais torturados com drogas inflamatórias, vemos a ascensão de um jovem “talento” que, sem coração, sem compaixão pelos animais “de laboratório”, estará no futuro disposta a matar e torturar muito mais animais, quando tiver seus próprios biotérios à disposição. Eis uma menina que, desde jovem, aprende a não ter compaixão nenhuma por animais de laboratório, aprende a fazer distinção moral entre aqueles animais que devem ser respeitados e não torturados  — cães e gatos — e aqueles que podem ser maltratados e violentados livremente — os chamados “animais de laboratório”. Uma jovem que absorve desde cedo a crença de que animais “de laboratório” são autômatos escravizáveis a serviço do ser humano, meros robozinhos orgânicos cuja dor e sofrimento nada mais são que uma reações  “eletrônicas” que nada têm a ver com sentimentos e senciência. É triste saber que vivisseccionistas estão abduzindo seus filhos para se tornarem uma nova geração de torturadores.
Fonte: ANDA

Ativistas requisitam investigação federal acerca de animais usados para experimentação em centro médico

Por Giovanna Chinellato  (da Redação)
Um grupo pelos direitos dos animais está pedindo uma investigação federal a respeito dos primatas explorados para pesquisas pelo centro médico da Universidade do Kansas, nos EUA.
Ativistas saem às ruas mascarados de animais para protestar contra a tortura e o uso de animais em laboratórios (Foto: Reprodução/SAEN)
Ativistas saem às ruas mascarados de animais para protestar contra a tortura e o uso de animais em laboratórios (Foto: Reprodução/SAEN)
O grupo Stop Animal Exploitation Now (“Parem a exploração de animais agora”) preencheu, recentemente, uma queixa formal contra a USDA, alegando que os primatas usados para pesquisa morreram ou sofreram dores severas.
imagem de animais explorados e torturados em pesquisas
Imagem: Reprodução/SAEN

Representantes do centro médico não estavam disponíveis para comentar.
Em 2009, o centro médico da USDA teve 160 acusações de violar leis federais de proteção animal durante suas pesquisas.
 
Nota da Redação: O uso de animais em laboratórios é uma violência, um ato criminoso, uma violação descarada e indiscutível dos direitos dos animais. Animal nenhum deve ser usado para pesquisa sob pretexto de experimentação científica.Evoluímos o suficiente para compreender que a inteligência humana já criou alternativas para estudar curas e questões relativas à ciência de forma ética, sobretudo respeitando os animais como sujeitos de direito e seres sencientes. O lugar dos animais é na natureza, bem longe da intenção utilitarista e exploratória dos seres humanos.
Fonte: ANDA

maio 09, 2010

Neste domingo (9) Programa Animal Press e a Manifestação Antivivissecção

programaanimalpress_8

Na edição nº 8 do Programa Animal Press você acompanha a reportagem sobre o Dia Mundial contra a Vivissecção, manifestação que aconteceu em São Paulo contra a utilização de animais vivos para fins científicos ou pedagógicos.
 
O programa irá ao neste domingo pela TV Aberta de São Paulo às 9h30 da manhã, e no site www.programaanimalpress.com.br a partir da próxima Quarta (12).
 
Entrevistas com Nina Rosa, Silvana Andrade, Mauricio Varallo, Christian Sabóia e George Guimarães.
 
 
 
TV Aberta da Cidade de São Paulo(somente transmissão a cabo no perímetro urbano de São Paulo)
pela NET sitema analógico ou digital - canal 9
pela TVA sistema analógico - canais 72 ou 99 (dependendo do bairro)
pela TVA sistema digital - canal 186

DOMINGOS - 9h30  

abril 26, 2010

Histórias reais de verdadeiros monstros - Socialmente aceites

Dr. OZ tirou um curso de cirurgião e tornou-se vedeta televisiva, adepto de estranhas práticas pseudomédicas como as chamadas "terapias energéticas", que defendem a existência de de uma energia viva que anima os seres vivos. Numa ocasião, manteve durante 29 dias um cão de peito aberto, submetido a uma ablação por radiofrequência, que consiste em extirpar parte do sistema de condução eléctrica do coração (uma tecnica para tratar arritmias). Após ficar paralisado e sofrer dores intensas nas patas traseiras e quando urinava, foi submetido a eutanásia, segundo consta do registo, escrito um dia depois de Oz ter anotado que o cão estava "animado, atento e receptivo" - http://www.columbiacruelty.com/feat-pupkillings.asp

Em nome da acupunctura um macaco rhesus participa num estudo sobre a eficácia da acupunctura no alivio da dor. Para conhecer o reacção do símio ao tratamento, Hongchien Ha, da Universidade Médica da China, em Taichung, implantou-lhe eléctrodos no cérebro - http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2516110/pdf/anesthprog00133-0004.pdf :: http://www2.cmu.edu.tw/~cmcshow/English_intro.htm

Em estudos sobre a privação, efectuados no Yerkes National Primate Research Center, em Atalanta, entre 1940 e 1960, a crueldade dos estudos é manifesta. Por exemplo, mantinham durante três anos chimpazés recém-nascidos num ambiente de total escuridão, e colocavam a outros ligaduras nos pés e nas mãos para imobiliza-los durante dois anos. Tudo isto para demonstrar algo tão evidente como o facto de um animal social se for privado de companhia começar a desenvolver comportamentos patológicos -http://www.yerkes.emory.edu/

Harry Harlow, psicólogo da universidade do Wisconsin em Madison, em 1970, recorreu a crias de macacos rhesus para lhes provocar depressão clinica. Durante seis semanas, deixava os símios bebés numa gaiola vertical de paredes escorregadias, baptizada pelo próprio psicólogo como "o buraco do desespero": passados alguns dias os pequenos macacos ficaram quietos, encolhidos a um canto. Depois de libertados, manifestaram inadaptação social e um comportamento violento; a maior parte nunca consegui recuperar por completo -http://www.muskingum.edu/~psych/psycweb/history/harlow.htm

Em 2003 tornaram-se publicas as experiências do neurocirurgião E. Sander Connolly da Universidade de Columbia, que simulava ataques cerebrais em babuínos retirando-lhes os globos oculares para poder, dessa forma, perfurar uma artéria do cérebro. Depois, dava-lhes um medicamento neuroprotector e mantinha-os vivos durante vários dias nesse estado de degradação, justificando a barbárie alegando que podia "obter resultados revelantes" - http://www.columbiacruelty.com/deathSquad_Connolly.asp

Referências: Revista Super Interessante - http://www.assineja.pt/Detalhe/tabid/111/itemID/SI/IdTipoItem/1/GrupoID/10/Default.aspx - Março 2010

"Médicos que defendem a vivissecção não merecem nenhum reconhecimento na sociedade, pois sua brutalidade é aparente não apenas durante os experimentos, mas em sua vidas, na prática médica. São homens que não se deixam deter por nada, para satisfazer seu desejo implacável e insensível de receber honras e ganhos." - Dr. med. Hugo Knecht, Otorrinolaringologista, Linz, 5 de Outubro de 1909

Independentemente destes casos extremos, que chegaram ao nosso conhecimento, a grande questão é: "Evolução" a QUALQUER preço?

A minha resposta é, convictamente, NÃO. (Por muito amor que tenha à vida, prefiro morrer uns anos mais cedo a sacrificar seres vivos a tais brutalidades. Até porque a população humana está a aumentar desmesuradamente e se continuarmos neste ritmo acabaremos por nos asfixiar a nós próprios por não haver “ar” que chegue para tanta gente)



Fonte: Susana Pereira

março 06, 2010

AJUDE a PARAR com TESTES em ANIMAIS em PORTUGAL!!!



PETIÇÃO








Help stop animal testing in Portugal!!




Em Azambuja, Portugal, está prestes a ser construído um dos maiores centros de reprodução da Europa para a criação de animais utilizados na experimentação científica.

Face ao amplamente documentado falhanço da experimentação animal, o financiamento publico de um biotério e escandaloso e representa uma estagnação do progresso cientifico e desperdício de dinheiro em infra-estruturas condenadas ao fracasso.




Com esta petição queremos,



- A proibição do investimento de fundos públicos na construção de biotério comerciais;


-orientação estratégica para substituir os animais em pesquisas e testes com o uso obrigatório de alternativas existentes,


- Banir experiencias em animais;


- a proibição de provocar sofrimento agudo e prolongado aos animais utilizados para fins experimentais;


- sistemas transparentes de avaliação ética, aplicação e autorização, revisão retrospectiva e relatórios de inspecção de laboratório;


- a obrigação de todos os laboratórios possuírem um Comité de ética, que inclua pelo menos um elemento de uma associação de direitos de animais, que verifique que a legislação esta a ser cumprida;


- A construção de um Centro 3R para Investigação de Métodos Alternativos em Portugal.


Muito obrigado pelo seu apoio!


abril 16, 2009

Parlamento e Conselho Europeus chegam a acordo sobre elementos para nova Directiva de Interdição de Testes de Cosméticos em Animais prevista a partir de 2009 na UE

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«A experimentação de cosméticos em animais deverá ser uma prática interdita a partir de 2009 na União Europeia (UE). É esse o objectivo do acordo alcançado entre o Parlamento e o Conselho europeus sobre alguns dos pontos mais importantes, que ainda estão em discussão e que deverão fazer parte da directiva que irá proibir a realização de testes de produtos de cosmética em animais.

A directiva de cosméticos, que deverá alterar a legislação de 1976, prevê a interdição da prática de experimentações animais para ingredientes ou combinações de ingredientes utilizados na indústria de cosmética, quando existem métodos alternativos de teste válidos.

Em comunicado, a presidência dinamarquesa da União Europeia avança ainda que as alternativas à experimentação de cosméticos em animais serão desenvolvidas durante o processo de transição até à interdição total.

A mesma directiva deverá também determinar que nenhum produto ou novo ingrediente cosmético experimentado em animais seja comercializado logo que métodos satisfatórios de substituição do processo sejam criados, num prazo máximo de seis anos após a adopção do texto final.

O atraso da interdição relativa à experimentação animal poderá elevar-se para dez anos em casos onde não existam ainda métodos alternativos viáveis.

Para o ministro do Ambiente dinamarquês, Hans Christian Schmidt, a "interdição da experimentação de produtos cosméticos em animais é uma grande vitória para o bem-estar animal".

Porém, o responsável alerta para outro problema: a importação para a União Europeia de produtos testados de países que não pertençam aos Quinze. Para tal, Schmidt considera ser necessário "um acordo para a proibição de comercialização" entre os Estados-membros e países terceiros.

"O compromisso é equilibrado, mas permanecem ainda situações por regulamentar", sublinharam, por outro lado, o porta-voz parlamentar, Dagmar Roth-Berendt, e o vice-presidente do Parlamento Europeu, Giorgios Dimitrakopoulos.

Outro dos pontos acordados entre o Parlamento e o Conselho europeus, que deverá fazer parte da directiva em discussão, é o acesso alargado ao público de informações sobre o ambiente, nomeadamente através da Internet.

"Sempre que as autoridades [de cada país] se recusem a avançar com um documento, devem justificar a sua decisão em função das excepções que permitem o seu direito ao segredo", esclarece Charlotte Cederschivld, a também vice-presidente do Parlamento Europeu.

A presidência dinamarquesa da UE salienta ainda que esta legislação constituiu "uma etapa importante" com vista à ratificação pelos Quinze da convenção de Aarhus sobre a informação e a participação do público nas políticas ambientais, que entrou em vigor em Outubro de 2001.»

In Público.pt \ AFP
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