“Os Experimentos em Animais ATRASAM o progresso da ciência”.
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junho 04, 2011

Alternativas Éticas

Técnicas substitutivas


Algumas pessoas usam a palavra “alternativa”, pois a Lei 9.605/98 em seu art. 32 usa este termo,
mas a terminologia correta é : “método substitutivo” ou "técnica substitutiva".. Hoje em dia temos tecnologia e conhecimento suficiente para abolir totalmente os testes com animais, mas
infelizmente interesses escusos impedem o uso destes métodos realmente
seguros.

(...) Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticosou domesticados, nativos ou exóticos: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. 
§ 1º. Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. 
§ 2º. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.


Existem incontáveis técnicas em substituição ao uso de animais, mas vamos apenas dar um mínimo resumo abaixo:

PESQUISA CLÍNICA E EPIDEMIOLÓGICA

São métodos de pesquisas simples, mas muito importantes. É
o estudo das doenças humanas em indivíduos e em populações
específicas. A pesquisa clínica usa voluntários humanos,
estudo de casos clínicos, autópsia, análise estatística
com observação clínica da doença. Para ajudar
os seres humanos, é necessário estudar as doenças que
afetam os humanos, e não doenças inoculadas artificialmente
em animais.

CULTURA CELULAR E TISSULAR

Células isoladas de humanos e tecido animal (para uso na medicina veterinária),
são cultivadas fora do corpo, após a separação
de seu tecido original ou órgão. Com este procedimento, não
há o problema de diferença de espécies. Estes testes
são extremamente eficientes para testar toxidade e teste de irritação.
As culturas orgânicas podem ser usadas na área de bioquímica,
pesquisa de câncer, genética, imunologia, farmacologia, radiação,
tóxologia, e pesquisas de vírus.



TÉCNICAS DE IMAGENS NÃO INVASIVAS

O desenvolvimento de técnicas não invasivas como:

CAT - utiliza computadores na reconstrução
de imagens tridimensionais do corpo humano através do Raio-X.

MRI (Magnetic Resonance Imaging) - permite a visualização
de imagens detalhadas do interior do corpo humano, sem injeção
de substâncias radioativas.

PET (Positron Emission Tomograph) e SPECT (Single Photon Emission Computerized Tomograph) - usados em estudos de doenças
cérebrovasculares e distúrbios psiquiátricos.Estes métodos
têm revolucionado a pesquisa clínica. São equipamentos
que permitem a avaliação de doenças humanas nos pacientes.
Por exemplo, estes equipamentos escaneadores têm validado o diagnóstico
precoce e avaliação da doença de Alzheimer, doença
de Huntington, tumores "musculoesqueletais", mal de Parkison, doenças
"cérebrovasculares", e têm contribuindo no conhecimento
do corpo em ciências básicas.

TESTE "AMES"

Criado pelo Dr. Bruce Ames, da Universidade da Califórnia em Bekerley,
este teste "in vitro" checa substâncias cancerígenas
usando a "bactéria salmonella", a qual produz câncer
nos seres humanos e outros mamíferos. O teste dura cerca de 2-3 dias
e o custo é muito menor que o custo com a utilização
do modelo animal.

PLACENTA

A placenta humana, que geralmente é descartada após o nascimento
de uma criança, pode ser usada na prática de cirurgia microvascular,
e no teste de toxidade de químicas, drogas e poluentes. Não
tem custo e o material é 100% humano.

FARMACOLOGIA QUANTA

É uma técnica computadorizada usada na química teorética
do estudo da estrutura molecular de drogas e seus receptores no organismo.
Usando o conhecimento existente é possível predizer através
da estrutura da droga qual o efeito no órgão humano em epígrafe.

EYETEX

Em substituição ao "Draize Eye Irritancy Test" (feito
nos olhos dos coelhos), é o uso de uma proteína líquida
que imita a reação do olho humano.

CROMATOGRAFIA E ESPECTROSCOPIA

Para separar drogas no nível molecular para identificar suas propriedades,
podendo detectar a trajetória de drogas e seus danos aos humanos.

AUTOPSIAS E ESTUDOS "POST-MORTEM"

A autopsia humana é o exame após a morte de tecidos e órgãos
do corpo humano para determinar a causa da morte ou existência das condições
patológicas. Estudo que tem sido responsável pela descoberta
e descrição de muitas doenças.

ESTUDOS MICROBIOLÓGICOS

Microorganismos como bactéria, são apropriados para visualização
de um grande número de toxinas, pois se reproduzem rapidamente.

AUDIO-VISUAL

Utilizado no treinamento de médicos de medicina humana e veterinária
e também no ensino médio, em lugar da "dissecação".

ADM (Agarose Diffusion Method)

Criado em 1960 para determinar a toxidade de plásticos e outros materiais
sintéticos usados na medicina em válvulas cardíacas,
etc.

CORROSITEX

É um teste "in vitro" para avaliação do potencial
de corrosividade dérmica de químicas diversas. Desenvolvido
pelo "In Vitro International, Inc.", a técnica possibilita
testar uma substância química ou várias (drogas) em uma
barreira de pele artifical feita de colágeno. Abaixo daquela camada
tem um líquido contendo um corrante indicador de PH que muda a cor
quando entra em contato com a química a ser testada. A corrosividade
da química é determinada pelo tempo que leva para penetrar na
pele artificial e provocar a mudança de coloração.

KITS DIVERSOS

Dispomos de kits para todas as finalidades, como técnicas de sutura
e laparoscopia, treinamento cirúrgico e dissecação (incluindo modelos anatômicos). Principalmente para dissecação, temos várias opções com modelos perfeitos de animais.
Para conhecer mais técnicas substitutivas, indicamos a versão online do livro "Do Rato de
Laboratório ao Mouse de Computador", disponível no site
da InterNICHE Brasil:


Links recomendados para consultas,
acesse :
http://avar.org
http://www.DissectionAlternatives.org
http://www.novivisezione.org/links_en.htm


Fonte: FBAV

maio 06, 2011

Regras para uso de animais na ciência vão ser mais rígidas em Portugal

Existem 11 biotérios licenciados no paísPortugal está a ultimar a alteração a uma directiva europeia para impor maior rigidez a nível nacional no uso de animais para fins experimentais, revelou hoje o Ministério da Agricultura, em véspera do Dia Mundial do Animal de Laboratório.


"Está em fase de conclusão um projecto de alteração da legislação comunitária relativa à protecção dos animais utilizados para fins científicos", refere o Ministério da Agricultura em comunicado.

A tutela adianta que a nova legislação, por transposição de uma proposta aprovada no Parlamento Europeu, vem "limitar a utilização de certos animais como os primatas não humanos, criar um centro de referência europeu para a definição de métodos alternativos, fomentar a criação de comités de ética locais e nacionais e reforçar os controlos nesta área".

Investigadores do Instituto de Biologia Molecular e Celular e opositores ao uso de animais em experiências alertaram para a incipiente fiscalização aos locais de criação de animais para fins experimentais e às práticas dos cientistas em Portugal.

Em resposta, o ministério esclarece que "existe um controlo efectivo sobre a utilização de animais no país" por parte da Direcção Geral de Veterinária (DGV).

A nota explica que a DGV faz a avaliação das condições de alojamento e de maneio dos animais nos centros de criação de animais para experiências científicas, verificando se o modelo experimental proposto respeita o princípio legal dos "3R's (Reduction, Refinement e Replacement - redução do uso de animais em experiência, melhoramento das práticas e substituição dos animais por outras alternativas) para reduzir o "eventual sofrimento dos animais".

Constança Carvalho, da plataforma de oposição ao futuro Biotério da Azambuja, defendeu que a falta de fiscalização leva a que, por vezes, experiências em que existem alternativas ao uso de animais continuem a ser feitas com recurso a animais, sobretudo em experiências básicas que não se destinam a comprovar hipóteses colocadas pelos cientistas.

O Ministério da Agricultura revela que, em 2008, foram usados mais de 50 mil animais em experiências, cuja utilização foi autorizada pela DGV.

No país, existem 11 biotérios licenciados, estando a DGV a acompanhar processos de licenciamento de outros "a quem têm sido recomendadas alterações ou melhoramentos" para cumprirem a lei.

O Dia Mundial do Animal de Laboratório assinala-se no sábado para recordar os milhões de animais que todos os anos são utilizados e mortos em experiências científicas.

Em Lisboa, o dia será assinalado com uma marcha contra a construção do Biotério da Azambuja, um projecto das Fundações Gulbenkian e Champalimaud e da Universidade de Lisboa que prevê a instalação de dezenas de milhares de jaulas para animais destinados à investigação científica.

fevereiro 15, 2011

A Natura não realiza testes em animais


Marcos Vaz, diretor de serviços técnicos, esclarece que a Natura eliminou completamente os testes em animais em 2006.
No ano de 2006, conseguimos banir por completo a necessidade de testes em animais para garantir a segurança de nossos produtos. Esse era um desejo muito antigo da Natura, que se tornou objetivo estratégico em 2001 e foi alcançado, após um grande investimento em tecnologia e capacitação interna, em 2006. Saiba mais sobre como surgiu a necessidade de testes em animais e os métodos utilizados pela Natura e seus fornecedores para eliminá-los.
Em novembro de 2008, a ONG PEA (Projeto Esperança Animal), uma referência neste tema, incluiu a Natura em sua lista de empresas que não testam em animais. Você pode visualizar a lista clicando aqui

fevereiro 02, 2011

Contra os testes de cosméticos realizados em animais.

Empresas que não testam em animais.

Marcas que testam em animais - Animal Respect

A Unilever respondeu!

Resposta da Unilever a uma amiga:

 At last I can feel a small breeze of change :)

Hello from Unilever,Thank you for your email. We take your views seriously. We are committed to eliminating animal testing. That is why we have been leading our industry and investing €3 million a year for the past 7 years on developing alternative non-animal testing methods. We are actively trying to accelerate the approval of these testing protocols by authorities. In addition, Unilever is committing to no animal testing for our tea and tea-based beverages, with immediate effect (http://unilever.com/sustainability/news/news/default.aspx). This is in line with the positioning of our tea category as a leader in environmental sustainability and the ethical sourcing of tea. However, there are still several countries where we are still legally required to test the safety of our products as a condition for us being allowed on the market, and in these cases the testing will be provided by third parties. The issue is a complex one and more information is available at:http://unilever.com/sustainability/consumer/testing/?WT.LHNAV=Developing_alternative_approaches_to_animal_testingThank you for taking the time to contact us and for giving us the opportunity to respond; we hope that the enclosed information is helpful. Let me assure you that your comments are extremely valuable to us and will be shared with those persons responsible for our product development. Yours sincerely, External Affairs DepartmentUnilever PLCRegistered in London number 41424www.unilever.com

Não posso dizer que sejam más noticias. Acho muito bem que invistam na eliminação dos testes em animais. Se não houvesse alternativa... mas já há!

Enquanto continuarem a praticar este tipo de testes não lhes compro nada e talvez até seja por isso que me responderam uma vez que fiz questão de vincar essa minha decisão.

Aqui estão alguns dos produtos da Unilever (!tudo o que seja da Unilever é testado em animais!)

Mas  não só a Unilever

Eis mais algumas marcas cruéis:

Johnson & Johnson
Garnier
L'Oréal
Vichy

Fonte: Carla (Facebook)

Após protestos, Unilever decide parar testes com animais para a produção de chás

Uma vitória

Foto: Reprodução/PETA
Segundo informações da PETA, foram enviados mais de 40 mil e-mails ao redor do mundo para a Unilever, solicitando o fim dos brutais testes em animais para a produção dos chás das marcas Lipton e PG tips. Quase 2 meses após o início da campanha, em uma mensagem publicada em seu web site, a companhia acatou os protestos e declarou: “A Unilever se compromete a não testar em animais nossos chás e bebidas à base de chá, medida com início imediato”.
Nenhum dos experimentos que a companhia conduzia eram obrigatórios por lei a fabricantes de bebidas.
Com essa vitória, muitas vidas e sofrimento serão poupados. Agora, falta à Unilever estender essa política e banir totalmente os testes em seu setor de cosméticos e outros produtos.
Nota da Redação: A Unilever é uma das maiores exploradoras dos animais do planeta. Não nos esqueçamos.

Fonte: ANDA



Lipton acaba com os testes em animais
2 de Fevereiro, 2011
A Unilever, empresa que detém a conhecida marca de chás Lipton, anunciou o fim da investigação baseada em testes feitos em animais.A decisão tomada pela marca resultou da pressão exercida pela PETA, a conhecida organização de defesa dos direitos dos animais pela qual vários artistas de renome já deram a cara.
Depois de 40 mil membros da associação enviarem os seus pedidos à Lipton e de várias reuniões com responsáveis da PETA e de outras organizações de defesa dos animais da Grã-Bretanha, Índia e Alemanha, a marca decidiu optar por uma nova política vocacionada para a sustentabilidade e atenção ao meio ambiente.
No comunicado colocado no seu site pode ler-se que «tendo efeito imediato, a Unilever não utilizará mais animais para testar os seus chás e bebidas derivadas».
Junta-se, assim, a outras companhias de expressão mundial nesta decisão de se tornar «livre da crueldade» - expressão utilizada pelas associações de defesa dos direitos dos animais para classificar empresas que utilizam outras formas de investigação que não os testes em animais.

Fonte: SOL

janeiro 29, 2011

"Todas as empresas nacionais testam cosméticos em animais"

por PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO ANIMAL, HELDER ROBALO
26 Janeiro 2011

A Coligação Europeia para o Fim das Experiências em Animais (ECEAE) quer evitar que seja adiada a entrada em vigor da directiva que proíbe a venda de todos os novos cosméticos e produtos de higiene pessoal que tenham sido testados em animais, mesmo fora do espaço UE.


Ainda há muitas empresas a fazer experimentação animal?
Neste momento ainda é mais fácil dizer quais são as empresas que recorrem à experimentação animal do que aquelas que já deixaram de praticar esta crueldade para com os animais. Contudo, se qualquer pessoa escrever para uma L'Oréal a perguntar se eles fazem experimentação animal, eles não vão dizer que sim e ponto. Vão dizer que estão a fazer todos os esforços para não o fazer e que só recorrem em casos extremos. Apesar disso, a ECEAE tem publicada na sua página uma lista de empresas, que foram verificadas por serviços independentes, e que são cruelty free, isto é, livres de experimentação animal.


Isto acontece também em Portugal?
Em Portugal todas as empresa testam os seus produtos em animais.


O que é que está a acontecer neste momento com esta directiva?
O que está a acontecer é que desde 2003 que a União Europeia aceitou que fossem instituídas diversas proibições, como a de testar ingredientes para cosméticos em animais em toda a UE, independentemente de haver alternativa validada ou não, e a venda ou importação de quaisquer ingredientes para cosméticos, ou os próprios, que tivessem sido testados em animais depois daquela data. Medidas que seriam agora reforçadas.


Quais são as principais preocupações das associações de defesa dos direitos dos animais?
O que está a acontecer é que, apesar destas proibições, há países fora da UE que não têm qualquer legislação neste sentido. E, por isso, há empresas que estão já a instalar os seus laboratórios em países como a China. Uma das nossas lutas agora é que não possa ser importado qualquer ingrediente de países onde não há quaisquer regras.


É assim tão rentável para as empresas manter a experimentação animal?
Não é uma questão de ser rentável. Há aqui toda uma rede interessada nesta actividade. Desde o tipo que constrói as jaulas até às empresas que produzem cosméticos e produtos farmacêuticos. A experimentação animal é um dos mundos mais fechados. Estas classes são muito protectoras.
Mas as empresas não dispõem já de técnicas alternativas em que não é necessário recorrer aos testes em animais?
Elas podiam usar técnicas alternativas, que já estão validadas. Mas dá muito jeito testar em animais, até porque recebem bolsas milionárias para investigação. E falo desde o cientista individual até às próprias universidades e empresas.


Qual a situação em Portugal actualmente?
É muito pobre. Há um conhecimento muito reduzido desta realidade. Ainda há uns meses participei numa conferência em que uma investigadora dizia que esta directiva dos cosméticos já tinha entrado em vigor.

Fonte: DN Ciência

janeiro 19, 2011

Diga NÃO aos Cosméticos Cruéis na Europa

Gabinete de Imprensa da ANIMAL
gabinete.imprensa@animal.org.pt
A ECEAE (Coligação Europeia para o Fim das Experiências em Animais), uma coligação líder de grupos de proteção dos animais na Europa, e cuja organização-membro portuguesa é a ANIMAL, lança hoje uma nova campanha que visa acabar com a venda, na Europa, de cosméticos e produtos de higiene pessoal que tenham sido testados em animais. Em Portugal, esta campanha será levada a cabo pela ANIMAL.
A partir de 2013, a UE terá que proibir a venda de todos os novos cosméticos e produtos de higiene pessoal que tenham sido testados em animais, mesmo fora do espaço UE. Contudo, as autoridades responsáveis estão agora tentando estender este prazo, e, isto acontece, mesmo havendo uma forte oposição pública quanto aos testes desses produtos em animais, e mesmo já existindo uma proibição na EU. Se a proibição das vendas for adiada, isso pode significar que, durante mais dez anos, milhares de coelhos, ratos, porquinhos-da-índia, entre outros, serão injetados, gaseados, e mortos com fins cosméticos.
Michelle Thew, Directora Executiva da ECEAE diz: “Nenhum animal deve sofrer para que sejam vendidos novos cosméticos na Europa. Juntos podemos mostrar a oposição pública aos testes em animais e pedirmos ao Parlamento Europeu que vote contra a prorrogação do prazo máximo para a proibição. Por favor assinem a petição da ECEAE e digam não aos cosméticos cruéis na Europa.”
Segundo Rita Silva, Presidente da ANIMAL e representante da ECEAE em Portugal, “depois dos esforços e do trabalho de lobbying que, enquanto coligação, fizemos ao longo dos últimos anos para que a Diretiva de Cosméticos pudesse ser o mais justa possível para com os animais que defendemos, e, depois de, por fim, termos alcançado tão pouco, é ultrajante que esse pouco alcançado esteja agora a ser posto em risco, com esta tentativa da Comissão de prolongar o prazo para a proibição das vendas de cosméticos testados em animais, dentro do espaço da EU”.
Notas
Em fevereiro de 2003, depois de anos de campanhas lideradas pela ECEAE, a UE concordou em proibir os testes em animais para cosméticos, o que resultou na 7ª. Emenda na Directiva de Cosméticos, cujos efeitos se podem divider em duas fases:
A primeira fase foi implementada em 11 de março de 2009, quando a 7.ª Emenda proibiu:
- Testar ingredientes para cosméticos em animais em toda a UE, independentemente de haver uma alternativa validade ou não;
- Vender ou importar quaisquer ingredientes para cosméticos (ou os próprios cosméticos) que tivessem sido testados em animais depois daquela data.
Contudo, há três tipos de testes em animais que são excepcionados desta proibição:
Toxicidade por Dose Repetida – coelhos ou ratos são forçados a comer, inalar, ou serem esfregados com o ingrediente em questão, todos os dias durante 28 ou 90 dias, e depois são mortos;
Toxicidade Reprodutiva – coelhas ou ratazanas grávidas são forçadas a comer o ingrediente, e depois são mortas, juntamente com os fetos;
Toxicocinética – coelhos ou ratos são forçados a comer o ingrediente , são mortos, e depois os seus órgãos são examinados para ver como o ingrediente se distribuiu;
Apesar da forte objeção da ECEAE, a Comissão Europeia defende que o teste “Toxicidade por dose Repetida” também deve incluir os seguintes testes:
· Sensitização Cutânea – o ingrediente cosmético é esfregado na pele previamente rapada de porquinhos-da-Índia, e o mesmo acontece nas orelhas dos ratos, para testar se há reacção alérgica. Os animais são mortos depois;
· Carcinogenicidade – os ratos são alimentados com o ingrediente durante dois anos para ver se desenvolvem cancro, e depois são mortos.
Fonte: ANIMAL

setembro 13, 2010

Animais com testes restringidos na Europa

Primatas só podem ser usados em casos excepcionais, se estiverem em causa doenças como a sida e malária
2010-09-13
EDUARDA FERREIRA


Os primos directos do Homem vão ser excluídos de ensaios laboratoriais na UE. Só em pesquisas sobre doenças muito ameaçadoras para a espécie humana será admitido o recurso a gorilas, chimpanzés, bonobos ou orangotangos. A directiva vale a partir de 2013.

Depois de um moroso processo, foi aprovada pelo Parlamento Europeu a Directiva que enquadra o uso de animais vertebrados em experiências científicas.

O documento estabelece normas rígidas relativas ao bem-estar dos animais (desde o tamanho das jaulas ou gaiolas ao acesso à água), bem como linhas de procedimento ético com o propósito de evitar sofrimento aos animais. Os Estados têm agora de se preparar para o cumprimento da Directiva a partir de Janeiro de 2013.

Ao longo do processo e elaboração legislativa, a Comissão Europeia desencadeou iniciativas e apoiou projectos para a introdução de métodos alternativos ao uso de animais em laboratório. Esse é um desígnio que continua a ser desenvolvido pelo Centro Europeu de Validação de Métodos Alternativos. ?Substituir, reduzir e refinar os testes em animais? são os lemas dessa tarefa.

Os animais usados nos ensaios foram-no sobretudo para a investigação de produtos ou dispositivos destinados à saúde humana (57,5%) e animal. Eles são cobaias em estudos sobre vírus, imunologia, genética, tratamentos oncológicos e outros da área farmacêutica.

Uma parte menos significativa destina-se a avaliar se produtos ou substâncias para uso humano ou de alimentação animal são tóxicos. Produtos químicos industriais e pesticidas são também assim testados.

A nova Directiva restringe a utilização dos grandes símios (como os chimpanzés, bonobos, gorilas e orangotangos) a situações em que a sobrevivência destas espécies esteja em causa ou na eventualidade de um surto de doença debilitante ou que ponha em causa a vida de seres humanos.

Esta excepção é justificada pelo facto de “a Comissão Europeia não vislumbrar a dispensa de primatas não-humanos num futuro previsível.” Ou seja, a proibição vai admitir excepções (autorizadas), na medida em que decorrem “programas vitais de investigação em doenças infecciosas como a sida, malária e hepatite.

JN

agosto 12, 2010

Perguntas Freqüentes sobre Testes em Animais

Por que a PEA não desenvolve um Selo de produtos não testados em animais?
Um dos projetos da PEA incorpora a idéia de exigir que as empresas de cosméticos e produtos de limpeza exibam no rótulo dos seus produtos a informação de como foram realizados os testes, bem como exibir a informação se na composição dos seus produtos há substâncias de origem animal. A PEA disponibiliza para empresas interessadas, um selo de recomendação de Produtos Não Testados em Animais.

Por que um produto que contem ingredientes de origem animal está na lista de empresas que não testa em animais?
Em relação às listas de empresas, esclarecemos que todas elas se baseiam exclusivamente em informar em relação aos testes em animais. São listadas empresas que Testam e Não testam em animais. Não são listas baseadas nas composições dos produtos.

Produtos Alimentícios são Testados em Animais?
Com exceção das rações, alimentos não são testados em animais. Entretanto existem empresas alimentícias que possuem uma divisão que fabrica outros produtos, como cosméticos por exemplo, e estes sim podem ser testados em animais. Este é justamente o caso do Ades, que de fato não é testado em animais, mas os cosméticos da Unilever (sua fabricante) são, segundo investigação da PETA. Portanto, alguns produtos estão não lista por fazerem parte de empresas que testam em animais.

Calçados são Testados em Animais?
Calçados não são testados em animais.

Como vocês sabem que a empresa teste ou não testa em animais?
A PEA está investigando empresas nacionais, no intuito de montarmos uma lista de produtos nacionais ecologicamente corretos. Conscientizando assim os consumidores que respeitam a vida em geral.

As empresas nacionais, que estão em nossas listas de empresas que não testam em animais, informaram-nos, via documento devidamente assinado por representante legal, como são realizados os testes. Empresas (e suas marcas comerciais) que porventura não constem nas listagens significa que não foi possível nenhum tipo de contato e/ou confirmação efetiva sobre o uso ou não de animais em testes, portanto, não constam na lista para evitar equívocos. Somente são incluídas nas listagens empresas que assumem publicamente a utilização de animais em testes, ou empresas que se comprometem pelo não uso de animais em testes, sempre mediante assinatura de seu representante legal.

As empresas multinacionais, que constam nas listas do site da PEA, foram investigadas pela PETA (www.peta.org), entidade internacional com sede nos EUA que faz investigações regulares sobre o assunto. Nossa lista de empresas multinacionais, baseia-se exclusivamente nos dados desta entidade. Vale lembrar que, embora algumas filiais de empresas norte-americanas afirmem não realizarem testes em animais no Brasil, a empresa matriz os realiza no país de origem, estando assim, na lista de empresas que testam em animais.

Como eu posso saber se a empresa que não consta na lista da PEA testa em animais?
É importante que você escreva para as empresas que não estão nas listas, pedindo informação sobre os testes. Não aceite respostas por telefone. Peça que escrevam um e-mail ou carta, assim você terá um documento comprovando suas respostas.

Mas cuidado, nem sempre as empresas que testam em animais afirmam isso claramente, dando a falsa impressão de que os testes não são feitos em animais. Muitas omitem tal informação. Infelizmente estamos sujeitos a declarações falsas.

Não podemos esquecer que muitas empresas enviam seus produtos para laboratórios terceirizados que realizam seus testes em animais. Neste caso, a empresa testa, porém muitas poderão afirmar que não. Como consumidores, devemos exigir que nossas dúvidas sejam devidamente sanadas, uma vez que toda e qualquer empresa tem o direito e o dever de nos informar sobre o produto que estamos consumindo, desde o processo de fabricação até o teste do produto.

Vale ressaltar que os testes de cosméticos e produtos de limpeza, em animais, é absolutamente inútil. Já existem no mercado alternativas eficientes e eficazes que substituem esses métodos antiquados e cruéis. Porém, muitas empresas, por puro interesse econômico, insistem em não adotá-los.

Como posso ajudar a parar com os testes em animais? 
É importante boicotar os produtos testados em animais e substituí-los por outros que não são testados em animais. Mas, mais importante ainda é deixar as indústrias saberem sobre o nosso descontentamento com seus métodos de pesquisa. Não adianta deixarmos de usar um produto e não comunicar à empresa as razões pelas quais não os utilizaremos mais.

Por enquanto, o que todos nós podemos e devemos fazer é:
- pressionar as empresas a pararem de testar em animais.
- consumir produtos que não foram testados em animais: Clique Aqui
- divulgar as listas de empresas que testam em animais: Clique Aqui
- divulgar as listas de empresas que não testam em animais: Clique Aqui
- divulgar todas as informações referentes a testes em animais: Clique Aqui

Certamente, em breve, os testes em animais irão ser suspensos, mas isso só depende de nós consumidores!

Fonte: PEA

julho 23, 2010

Maioria dos cientistas já testemunhou abuso ético

A maioria dos cientistas já testemunhou ou se envolveu em casos de infração científica como falsificação de dados ou plágio. É isso que revela um estudo inédito conduzido pelo Simmons College, dos Estados Unidos.

De um total de 2.599 cientistas americanos e canadenses com pesquisas financiadas pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), 84% disseram já ter presenciado ou participado de infrações científicas.

Dentre os cientistas que participaram direta ou indiretamente de um trabalho com dados fraudulentos, 63% disseram ter tentado intervir para evitar o abuso.

As informações, coletadas por meio de um questionário enviado por e-mail aos cientistas, respondido anonimamente, estão na edição desta quinta-feira (22) da revista "Nature".
Editoria de Arte/Folhapress
DE CIMA PRA BAIXO
"Na maioria dos casos relatados, as infrações de dados foram conduzidas por um chefe [orientador ou coordenador de pesquisa]. Isso torna difícil uma intervenção por parte dos pesquisadores", disse à Folha Gerald Koocher, um dos coordenadores da pesquisa.

Ele explica que as intervenções são mais fáceis para cientistas distantes do infrator do que para quem está no mesmo laboratório.

"Em 61 casos, não houve intervenção diante de um erro porque o cientista era um amigo", conta Koocher.
No topo da lista de infrações cometidas pelos cientistas, estão fabricação ou falsificação de dados, falsa co-autoria de artigo e plágio.

SOLUÇÕES
Segundo Koocher, as estatísticas encontradas nos EUA podem ser generalizadas para Brasil, Austrália e alguns países da Europa que, na opinião dele, possuem uma "cultura científica bastante semelhante".
Com base na pesquisa, os autores criaram uma espécie de guia de 60 páginas que traz sugestões para os cientistas saberem o que fazer diante de uma pesquisa com dados fraudulentos (www.ethicsresearch.com).

"Mas o guia não faz rodeios e reconhece que nem sempre os pesquisadores conseguirão tomar uma atitude diante de um erro científico", revela o autor.
A ideia de estudar infrações científicas foi do governo americano, para tentar mapear erros em dados científicos. "Sabemos que os pesquisadores, especialmente nos grandes estudos, podem não checar números e não repetem os estudos", conta.

Ainda podemos confiar na ciência? Koocher acredita que sim. "A maioria dos cientistas é honesta. Nós temos dados positivos e precisamos descobrir como fazer para melhorar a integridade dos cientistas", finaliza.

Unilever e os testes em animais


Ao ser indagada sobre sua postura sobre testes em animais, a Univeler Brasil responde sempre com um e-mail padrão “cheio de rodeios”. A Unilever é uma das maiores empresas do mundo e é detentora de muitas – mas muitas mesmo! – marcas conhecidas de alimentos, produtos de higiene etc. Veja aqui todos os produtos da Unilever. O e-mail reproduzido abaixo é padrão de resposta deles há anos. O que aocntece é: A Univeler Brasil não faz testes em animais mas a Unilever como “company”, internacional, faz. Ou seja, a empresa faz testes em animaisEm resumo: os produtos da Unilever torturam animais de outros países e não brasileiros. Isso é o que eles querem dizer no e-mail “cheio de rodeios”.

julho 08, 2010

Ecologie: Cosméticos Naturais e Terapêuticos

                  
Criada em 1986, a Ecologie nasceu com a preocupação de evitar a utilização de ingredientes derivados de sacrifícios de animais em seus produtos, importando proteínas vegetais para produção de cosméticos e trabalhando linhas que seguem os conceitos de fitocosméticos e talassocosméticos.
São três linhas principais: a Ecologie Fios, lançada no mercado em setembro de 2003 é composta por produtos de limpeza e tratamento de cabelos, a Ecologie Corpo é uma linha de hidratantes, esfoliantes, sabonetes líquidos, óleos e outros produtos para a beleza da pele, e, desde 2004, a Ecologie Face traz cuidados para pele. A Ecologie Homem oferece uma linha desenvolvida especialmente para o público masculino.
“Ressaltar a complexidade da natureza, pesquisar e desenvolver produtos à base de ingredientes naturais, valorizar seus princípios ativos, utilizar os benefícios das cores e fragrâncias, e desenvolvê-los com alta tecnologia tornando-os capazes de proporcionar ação benéfica comprovada, foi o que inspirou a Ecologie na criação de suas linhas”, contam no site.
A Ecologie Cosméticos está na lista do PEA (Projeto Esperança Animal) de empresas que “Não Testam em Animais”.
Ecologie