“Os Experimentos em Animais ATRASAM o progresso da ciência”.

agosto 03, 2010

Consuello Matroni – Uma vida comprometida com a sustentabilidade

Consuello Matroni é artista, estilista, artesã, ambientalista, educadora, divulgadora e incentivadora da reciclagem por meio de desfiles com roupas recicladas, mostras, oficinas, palestras e confecção de trabalhos especiais. Assim a estilista se define em seu site. Nós vamos além: Consuello é uma pessoa extremamente acessível, prática, decidida e com dois dons maravilhosos: o de fazer coisas lindas com as mãos (artesanal) e o de compartilhar isso com todos a sua volta. As duas coisas não estão diretamente ligadas… Muitas pessoas tem um talento e não tem o dom de compartilhar, disseminar sua arte… Consuello tem. Além de ser estilista sustentável, ela tem projetos lindos onde educa e forma consciência sustentável, plantando dignidade ao formar novos profissionais. Quer que sua arte, seu trabalho tornem-se eternos? Forme discípulos, compartilhe, eduque…

E isso Consuello faz de maneira linda! Através do Eco Certo, um projeto que produz peças para montagem de artesanato e bijuterias, utilizando embalagens plásticas (que certamente seriam descartadas prejudicando o meio ambiente), de shampoo, condicionador, amaciante, óleo lubrificante de carros e outras, Consuello produz e fornece Kits para oficinas de geração de renda beneficiando cooperativas de catadores, donas de casa, ongs, associações. Estas embalagens são adquiridas nas Cooperativas de Reciclagens de Guarulhos, e depois são higienizadas por mulheres que não tem como trabalhar fora. As Eco Peças são utilizadas na confecção de bijuterias, mosaicos, cintos, bolsas, cortinas, na customização de chinelos, camisetas, bolsas, e onde mais o artesão se permitir criar. E sobre o desing, foi desenvolvido uma tecnologia de corte para que o acabamento seja perfeito. Com design próprio para o artesanato, a Eco Certo tem uma variedade de 33 formatos: flores, corações, estrelas, pingentes, gotas, e outros em diversos tamanhos. Como sempre falamos: é moda, é arte, é sustentável e com extrema dignidade social. Um projeto pelo qual me apaixonei, muito bem elaborado e correto da origem até a conclusão.

Fizemos uma entrevista com a Consuello, que com sua arte chegou a programas de TV como Tudo é Possível, realizando um desfile sustentável e uma bela participação no Programa Ressoar, onde compartilhou seus ideiais sustentáveis, no Globo News e, teve peças do Eco Certo na novela Viver a Vida. Conheça um pouco mais sobre Consuello Matroni e sua arte aqui em nossa Galeria.

Entrevista na íntegra



Esta é Consuello Matroni. A resposta da estilista para seus projetos futuros, que destacamos em negrito, é a perfeita tradução da essência sustentável e digna de seu trabalho. Abaixo fotos dos trabalhos de Consuello.
Consuello, agradecemos sua presença em nossa galeria e desejamos de verdade que seus projetos sejam concretizados. São projetos que envolvem tudo aquilo que acreditamos: moda, arte, sustentabilidade e dignidade social com valorização do ser humano e comércio justo. Conte com nosso portal e aguardamos suas novidades!!
Saibam mais sobre o trabalho de Consuello:
Linha de bijuterias:
Programa Ressoar – Record:
Desfile no programa Tudo é Possível – Record (1)
Parte I: 
http://br.youtube.com/watch?v=11LOassKWKw
Parte II: 
http://br.youtube.com/watch?v=i_1mcOPCwkw
Desfile no programa Tudo é Possível (2)
Desfile de 28/09/08: Programa Tudo É Possível
Parte I: 
http://br.youtube.com/watch?v=3ocjy-8dzdI
Parte II: 
http://br.youtube.com/watch?v=_zqQ0TSd9tk

Fonte

Produtos Cruelty-Free

freemanProdutos Freeman em promoção na Omy














ecotools
Kit de Pincéis Ecotools a venda no Brasil



















ikoveCreme Orgânico para as Mãos Ikove




bio wash

kiss my face



Cientista da UFRJ diz ser “Quase Impossível” Deixar de Usar Animais em Pesquisa

Marcelo Morales, da UFRJ, defende mais controle sobre as cobaias. Ele falou sobre o tema durante a reunião da SBPC, que ocorre em Natal. A pesquisa precisa usar cada vez menos bichos em experimentos, mas nunca será possível abrir mão completamente dos animais no meio científico. Essa é a avaliação do médico Marcelo Morales, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que falou sobre o tema durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre nesta semana em Natal.


Vai ser muito difícil, quase impossível [não usar animais em pesquisas]. Quando testamos um medicamento que pode curar uma célula de câncer, é possível fazer um frasquinho com uma célula cancerígena, tratar e ver. Mas será que quando injetado no rato, no camundongo, no ser humano, no porco, no macaco, não vai matar o organismo inteiro?”, questionou.

Morales foi um dos grandes incentivadores da Lei Arouca, regulamentada há um ano, que estabelece regras para o uso de animais em pesquisa no Brasil. Apesar de julgar importante utilizar cobaias, ele se considera um ativista em prol dos bichos. “Eu lutei para que fosse criada uma lei que protegesse os animais.”

Segundo o cientista, que é membro do Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal (Concea), a Lei Arouca ainda não foi completamente implantada, pois ainda falta definir qual órgão federal fará a fiscalização do uso de animais em pesquisa, além de ser necessário criar um cadastro das instituições que conduzem esses estudos.

O médico defende, também, que sejam financiadas novas pesquisas para métodos alternativos ao uso de bichos durante os testes. “Ainda há poucos laboratórios que fazem. No exterior, isso é mais avançado.”

Conscientização

Depois de conseguir aprovar a lei, pesquisadores agora se esforçam para mostrar às pessoas que precisam usar animais para fazer ciência. “Quando falo que sou pesquisador, cientista, a primeira coisa que vem na cabeça das pessoas é que eu mato ratinhos”, diz Morales.

Recentemente, um grupo de acadêmicos, entre eles a SBPC e a Associação Brasileira de Ciências (ABC) conseguiu apoio do governo federal para veicular um comercial de TV dizendo que “hoje, quase todos os medicamentos (..) são resultado de pesquisa com animais de laboratório”.
De acordo com o cientista, haverá também campanha nas escolas públicas de ensino médio, com cartilhas e cartazes. “Isso vai incitar o aluno à discussão”, defende.

Fonte: G1

Produtos básicos: O que comprar?

Tem dificuldade em escolher um produto ou uma marca?
Venha conferir no Blog Desobediência Vegana da minha amiga Ellen que adora partilhar as compras de produtos éticos.
Dicas interessantes, ideias e produtos que você encontra facilmente na sua cidade.

Recomendo: Desobediência vegana
Desobediência Vegana

agosto 02, 2010

Unilever Portugal





Composição dos produtos:
Para encontrar o produto pretendido, faça clique sobre o nome da marca a partir da lista em baixo.
AXE
BRUT
CIF
COMFORT
DOMESTOS
DOVE
GIBBS
IMPULSE
LINIC
LUX
OMO
ORGANICS
PEPSODENT
PRESTO
RADION
REXONA
SKIP
SUN
SUNSILK
SURF
VASENOL



Macarrão instantâneo ("miojo") vegano!

Mais uma excelente publicação no Blog da minha amiga Ellen  - Desobediência Vegana - informando os vegan@s, visitem!


Detalhe do tempero. O tempero se espalha bem e não fica aquela coisa colorida demais e forte.
macarrão com saladinha de repolho, temperinhos e pepininho.


Detalhe da embalagem: procure o sabor legumes!

macarrão com batata frita, pimenta biquinho e pepininho;
Até pouco tempo não poderia comer miojo, pois a maioria das marcas tem traços de ovos e leite, quando não tem gordura animal ou soro de leite.
Algumas tem carmim de cochonilha (um inseto que é esmagado aos milhões para fazer umas poucas gramas de um tipo de corante vermelho). A cochonilha é um inseto, e veganos não exploram animais.
Evitam comer este tipo de coisa. Muita gente desconhece que em biscoitos e sucos de frutas, sorvetes são adicionados milhões de insetos esmagados sob o nome enfeitado de "carmim, vermelho carmim ou carmim de cochonilha".

Encontrei nos produtos do Carrefour, um macarrão que tem corantes naturais e sintéticos, mas nenhum de origem animal. E sua massa é livre de ovos, leite. O tempero do sabor legumes não tem carne. (Pasmem, mas nas marcas Nissin, Turma da Mônica e outras o sabor legume tem caldo de carne ou galinha desidratada!) Já escrevi para a empresa, mas eles me responderam dizendo que tem opções sem carne. Só que as opções deles sem carne tem ovos e leite - vindo de animais. Mas poucas empresas sabem que existe um público imenso que não consome produtos de origem animal, seja por intolerância, saúde ou por respeito genuíno aos animais.

Marca própria, ou marcas brancas como chamam em Portugal, são produtos produzidos pelas grandes redes de supermercados, farmácias e outras que visam vender um produto mais barato, não investindo tanto em propaganda e embalagens suntuosas.
Os produtos da marca Carrefour, os que experimentei são bons. Esse macarrão tem o tempero suave, com pouco corante (podem ver nas fotos que não fica um macarrão vermelho ou verde demais.) Para os que não vivem sem uma cor, podem acrescentar um molho de tomate ou colorau (urucum).
O preço é R$0,59.

OBS.: Para os que morrem se não fizerem uma crítica já vamos avisando: Vegano come sim bobagens de vez em quando... e hoje temos muito avanço nessa área da alimentação vegana. Antigamente os vegetarianos estritos e veganos eram discriminados por serem gente que comia apenas mato, capim, salada, natureba. Hoje temos uma alimentação normal, com direito a tudo. No exterior, pato assado vegano, apenas o nome lembra o animal. O gosto e a qualidade são iguais ao prato com carne.
Isso deixa algumas pessoas com muita raiva, pois estão começando a perceber que nós vivemos muito bem obrigada sem precisar ser paga pau da pecuária.
Sei que a maioria que visita meu blog não merece ler isto, mas ainda existe muito preconceito em torno de nossa base alimentar.
Tem pessoas que ficam nos monitorando e tentando achar um erro, algo para criticar, mas felizmente não conseguem. E isso explica alguns comentários raivosos que já recebi. Mas estes comentários nunca mostram um argumento, uma pesquisa. Mas eu tenho aqui diversos argumentos e pesquisas, inclusive da Associação Dietética Americana afirmando que o veganismo é a melhor dieta para a saúde humana, para os animais e para o meio ambiente.

Astronauta russo opõe-se à utilização de primatas em experimentos da NASA

Por Antoniana Ottoni (da Redação)

Célebre astronauta russo, titular do recorde mundial do Guinness Book, Valentin Lebedev é um dos mais novos integrantes da indústria aeroespacial que manifesta publicamente sua oposição aos planos da NASA de utilizar primatas em experimentos sobre radiação espacial.

Embora a Rússia tenha supostos planos em ir adiante com a utilização de experimentação animal, Lebedev manifestou sua oposição em uma carta para a Animal Defenders International (ADI) no dia 28 de junho, 2010. Lebedev descreve estes experimentos como “inadmissíveis para razões humanas”. Lebedev, que é atualmente Diretor do Centro Científico de Geoinformação e membro correspondente da Academia de Ciências Russa, alerta que estes experimentos não são necessários, porque “o conhecimento existente oriundo de inúmeras experiências com voos no espaço já é suficiente para prever a influência da radiação espacial nas pessoas”.

A Agência Espacial Federal Russa (Roscosmos) e a base holandesa da Agência Espacial Européia (ESA) recentemente empreenderam cooperação com o Projeto Marte 500, entretanto, o componente do programa que envolve futuros testes com primatas permanece em intenso debate. Na carta para a ADI de Jean-Jacques Dordain, diretor geral temporário da Agência Espacial Europeia, ele confirmou que a ESA também não apoia experimentação com primatas, explicando que a “ESA diminuiu qualquer interesse em pesquisas com primatas e não considera nenhuma precisão e utilidade para tais pesquisas”.

A presidente da ADI Jan Creamer declarou: “é uma situação lamentável que macacos estejam sendo desperdiçados em experimentos cruéis, desnecessários e injustificáveis. Isto irá aterrorizar os animais, eles irão sofrer de envenenamento radioativo, provocando câncer e danos neurológicos, em experimentos desnecessários em que os resultados já são conhecidos. Nós sabemos os efeitos da radiação. É de conhecimento de todos que a solução para a radiação espacial é a construção de escudos de proteção, e não experimentos fúteis com animais. Até os astronautas se opõem a isto”.

Fonte: ANDA

Falta órgão para punir uso abusivo de cobaias

Ainda não se se sabe quem executará a Lei Arouca, que pune quem não utiliza animais de forma ética em pesquisas científicas

Um ano depois de a Lei Arouca ter sido regulamentada, ainda não está definido quem punirá cientistas e instituições que não utilizarem animais de forma ética em suas pesquisas. A lei, criada em 2008 para regrar a experimentação animal, teve sua regulamentação publicada em julho de 2009. O texto prevê, por exemplo, que cada experimento usará o mínimo indispensável de animais, e que se deve poupá-los de sofrimento. Os testes que possam causar dor devem ser feitos com sedação.

A legislação inclui penalidades duras. A instituição pode receber multa de R$ 5 mil a R$ 20 mil, ser interditada temporariamente ou em definitivo e sofrer com a suspensão de financiamento de fontes oficiais. Já o pesquisador pode levar multa entre R$ 1 mil e R$ 5 mil, sofrer suspensão temporária e até ser proibido de pesquisar com animais.

Porém, até agora não está claro quem vai controlar a questão. "Neste momento, não sabemos quem vai punir", admite o médico Marcelo Marcos Morales, que integra o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea). O Concea, criado para controlar a experimentação animal do País, passou a existir oficialmente em dezembro do ano passado e faz parte do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT).

Morales, que é pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), deu uma conferência sobre a Lei Arouca ontem durante a 62.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Ele explicou que a lei apenas "indica" os responsáveis pelo trabalho, citando os "órgãos dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Saúde, da Educação, da Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente, nas respectivas áreas de competência". Segundo ele, o assunto terá de ser discutido no Concea.

Fonte

Será que está próximo o fim das pesquisas científicas com animais?

O uso de animais como cobaias em pesquisas não é mais necessário na chamada era do genoma. A afirmação é da presidente da Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa), Izabel Cristina Nacimento. Segundo ela, é preciso que o Brasil invista em métodos alternativos, como estudos in vitro e com células.

Nesta semana, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, informou que dará início ao cadastro de todas as pesquisas que usam animais.

Em entrevista à Agência Brasil, a presidente da Suipa lembrou que a Lei de Crimes Ambientais já prevê punição para o abusos e os maus-tratos a animais e destacou ainda que a legislação brasileira só permite o uso dos de animais como cobaias quando não há possibilidade de outros métodos.

Izabel Cristina lembra que 'o animal tem sentimento, está mais do que comprovado. Eles sentem medo, angústia, tristeza, depressão'.

De acordo com a Suipa, países europeus, além do Canadá e dos Estados Unidos, conseguiram reduzir de forma considerável o uso de animais como cobaias. Nesses países,os medicamentos e produtos feitos em laboratório informam o rótulo se foram testados em animais.

Por que o Brasil continua tão atrasado?

Fonte

SAC Vegano


*** Verifique a LEGENDA ! ***

Condor - Creme dental

Informo que toda nossa linha de Géis Dentais (tanto adultos e infantis) NÃO CONTÉM nenhuma matéria-prima de origem animal. Os produtos são os seguintes:
- Gel Dental Condor Fresh Sensation Menta Vermelha (adulto)
- Gel Dental Condor Fresh Sensation Menta Azul (adulto)
- Gel Dental Condor Baby - Sem Flúor - para bebês a partir dos 6 meses (infantil)
- Gel Dental Condor Kids - 500 ppm Flúor - para crianças de 2 a 5 anos (infantil)
- Gel Dental Condor Júnior - 1100 ppm Flúor - para crianças a partir dos 6 anos (infantil)

Já em toda nossa linha de Cremes Dentais brancos há apenas uma matéria-prima utilizada de origem animal: a GLICERINA BI-DESTILADA. Segundo informações do fabricante, a Glicerina Bi-Destilada é produzida a partir de uma matéria bruta que é um intermediário do processo produtivo de sabonete. E os sabões são produzidos a partir de gordura animal. Na verdade depois de todo processo produtivo a glicerina quase não tem mais resquício animal, porém não podemos negar que a origem da matéria bruta é animal. Os produtos com esse material de origem animal são os seguintes: Creme Dental Condor 100% Branco, Creme Dental Condor Menta Ice, Creme Dental Condor Hortelã Fresh e Creme Dental Condor Eucalipto Power. Informo que já estamos em estudo para utilização da Glicerina Vegetal.

Sugerimos, então, que opte pelos nossos Géis Dentais que são livres de matérias-primas de origem animal.

Agradecemos o vosso contato e ficamos a vossa disposição.

Atenciosamente
Marli Lang Rosenscheck
Condor S.A.



Ajude-nos a conseguir mais informações, envie um e-mail para o SAC de alguma empresa solicitando informações se os produtos são feitos com insumos animais ou se são testados em animais, encaminhe a respostas para o e-mail 

julho 31, 2010

Pesquisa com animais não é mais necessária na era do genoma, diz presidente da Suipa

O uso de animais como cobaias em pesquisas não é mais necessário na chamada era do genoma, afirma a presidente da Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa), Izabel Crsitina Nacimento. Segundo ela, é preciso que o Brasil, sobretudo, invista em métodos alternativos, como estudos in vitro e com células.
O Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, informou que vai dar início no próximo mês ao cadastro de todas as pesquisas que usam animais.
Em entrevista à Agência Brasil, Izabel afirmou que o uso de animais como cobaias é “paradoxal”, uma vez que os bichos são usados por serem organismos próximos ao ser humano, mas, ao mesmo tempo, são vistos como seres sem direito de escolha em relação ao sofrimento a que são submetidos durante os experimentos.
Se eu quiser ser uma cobaia humana, tenho que assinar um compromisso, mas podem fazer estudos com o animal porque ele é inferior?”, questionou.
Izabel lembrou que a própria Lei de Crimes Ambientais prevê punição para o abusos e os maus-tratos a animais. Ela destacou ainda que a legislação brasileira só permite o uso de animais como cobaias quando não há possibilidade de outros métodos. “Mas os pesquisadores acham que são deuses”, criticou.
A Suipa considera antiquada a Lei Arouca, que traz as normas para o uso das cobaias em experimentos. Criado há pelo menos 20 anos, o texto foi sancionado apenas em 2008 e prevê que os animais podem ser usados como cobaias somente após o experimento em células. Em seguida, humanos estão liberados para participar dos testes.
O animal tem sentimento, está mais do que comprovado. Eles sentem medo, angústia, tristeza, depressão”, afirmou. Izabel citou o exemplo do medicamento talidomida, responsável por deformações em fetos humanos mesmo depois de ter sido testado em cães e gatos.
A experimentação científica está muito atrasada no Brasil”, completou. De acordo com a Suipa, países europeus, além do Canadá e dos Estados Unidos, conseguiram reduzir de forma considerável o uso de animais como cobaias.
Outro avanço, segundo Izabel, é que, nesses países, medicamentos e produtos feitos em laboratório informam no rótulo se foram testados em animais. “Lá eles dão a opção de não usar aquilo, mas o brasileiro não tem noção, falta cultura, conhecimento”, concluiu.
via ANDA