“Os Experimentos em Animais ATRASAM o progresso da ciência”.

abril 16, 2011

Experimentação Animal


Experimentação Animal: Violência em nome da Ciência

Imagine que o seu corpo está a ser usado com fins científicos... consigo ainda lá dentro. Isso é o que acontece aos milhões de animais que são anualmente usados na cruel, dispendiosa e enganadora indústria da experimentação animal. Nesta indústria, um animal morre a cada 3 segundos, num laboratório europeu; a cada 2 segundos, num laboratório japonês; a cada segundo, num laboratório norte-americano. Só no Reino Unido, quase 3 milhões de animais são mortos anualmente em laboratórios. Em Portugal, o uso de animais em experiências é, na verdade, uma realidade por controlar.
Apenas há uns anos atrás, todas as empresas de cosméticos envenenavam animais com bâton, champôs, sprays para cabelos ou outros produtos de “beleza”. Os produtores de carros batiam nas cabeças de macacos com martelos hidráulicos para simular acidentes. Os técnicos de laboratórios matavam um coelho de cada vez que faziam o teste de gravidez de uma mulher. As tabaqueiras obrigavam cães a inalar quantidades enormes de fumo de tabaco para testar a sua toxicidade. Estes testes eram considerados muito eficazes. Actualmente, devido à atenção e à preocupação dos consumidores e à criatividade de cientistas, existem testes melhores e mais humanos

Porém, milhões de ratinhos, coelhos, porquinhos-da-índia, furões, gatos, cães, primatas, ovelhas, vacas, porcos e outros animais continuam a ser usados em experiências, sendo mortos em laboratórios todos os anos. Em vez de desenvolverem técnicas científicas mais avançadas, os vivissectores infectam animais com doenças que eles nunca contrairiam em circunstâncias normais, alimentam-nos à força e injectam-lhes químicos tóxicos, quebram a coluna destes animais, partem-lhes os ossos e instalam eléctrodos nos seus crânios. Os investigadores militares provocam doenças e feridas nos animais com radiações, agentes químicos e usando também armas de fogo. Alguns investigadores de psicologia submetem os animais a privação maternal, viciam-nos em drogas e álcool e infligem-lhes outros males

Pelo menos 65% destes procedimentos são realizados sem anestesia. Nos restantes 35% de experiências realizadas regularmente, é certo que estas implicam a inflicção de dor e sofrimento aos animais. A maior parte destas experiências são feitas nos Estados Unidos da América, no Reino Unido e noutros países, como Portugal. Nestes casos, estes animais beneficiam de fraca protecção legal, que, regra geral, é raramente cumprida dado a falta de fiscalização

A Experimentação Animal em Portugal

Em Portugal, também se fazem experiências com animais, nomeadamente no Laboratório Nacional de Investigação Veterinária, nas estações zootécnicas do Ministério da Agricultura, nas faculdades de medicina, medicina veterinária, ciências, farmácia e psicologia, nalgumas instituições de investigação científica e nalguns laboratórios privados. Os animais mais frequentemente usados são os roedores (ratinhos, porquinhos da Índia e coelhos, entre outros), peixes, cães, gatos, primatas, porcos, ovelhas e vacas. Em Portugal, a protecção legal destes animais é ainda mais reduzida e a fiscalização ainda mais deficiente do que no estrangeiro

A Experimentação Animal é Anti-Científica

Para além de serem cruéis, os testes com animais levam frequentemente a becos sem saída quanto às conclusões a que conduzem, impedindo o progresso científico. Pegar em seres saudáveis de espécies diferentes da nossa, induzir-lhes artificialmente determinados problemas de saúde, sobretudo quando naturalmente não os contrairiam, mantê-los em condições anti-naturais e causadoras de grande pressão psíquica, e depois tentar aplicar os “resultados” destes procedimentos aos humanos raramente funciona. As interacções fisiológicas variam grandemente de espécie para espécie. Enquanto se mantêm a animais como recursos de investigação baratos e fáceis de conseguir e de utilizar, não há um verdadeiro estímulo para procurar métodos não-animais que possam ser mais avançados, fiáveis e eficazes

Não contribua para o martírio de milhões de animais sacrificados pela “indústria da experimentação animal”. Opte por adquirir e usar apenas produtos de cosmética, higiene pessoal e higiene doméstica NÃO testados em animais.

MARCAS DE RAÇÕES PARA ANIMAIS TESTADAS EM ANIMAIS


clip_image001

Algumas rações não são testadas directamente em animais, mas fazem parte de empresas que usam testes em animais para a maior parte dos seus produtos.
Infelizmente, ainda não existem boas alternativas de rações que possam impedir a compra das rações de empresas que testam em animais.
As rações vegetarianas e veganas não suprem todas as necessidades nutricionais dos animais e podem provocar alguns problemas ao nível renal e do trato urinário, levando a que se tivesse de complementar este tipo de alimentação com alimentos “vivos”, como a carne e o peixe cozidos em casa.
Basicamente, os nossos animais domésticos, cães e gatos, são de espécies carnívoras, pelo que não devemos tentar transformá-los à nossa semelhança, em seres vegetarianos ou omnívoros.
São várias as espécies que habitam o nosso mundo que são carnívoras, e precisamos de manter a noção que existem animais com necessidades e hábitos nutricionais diferentes dos do homem. Por isso, nem sempre é possível, ou mesmo aconselhável, a bem da saúde dos animais, tentar transformá-los naquilo que não são. É, antes de mais, uma questão de respeito pela sua identidade e pela sua espécie.
A questão que é fundamental não é o facto de os animais serem carnívoros e serem alimentados de outros animais, mas sim o facto de se fazerem experiências e testes em seres vivos.
A questão fundamental não é se as rações são compostas com produtos de origem animal, mas sim se houve sofrimento de outros animais envolvido no seu desenvolvimento e fabrico.
É um factor positivo haver alertas, indignação e boicotes às empresas de produtos para animais que fazem testes de laboratório em outros animais. Primeiro, porque é desnecessário, havendo muitas alternativas aos testes em animais. Depois, porque é um contra-senso testar em animais produtos destinados aos próprios animais, ou destinados a qualquer fim, evidentemente. Por último, este tipo de indignação e boicotes “desperta” as empresas e a sua consciência empresarial (vulgo, possibilidade de lhes mexerem nos lucros) levando a que abandonem a experimentação animal a bem de conservarem os consumidores.



(Os nomes a vermelho são produtos vulgarmente encontrados em Portugal)
  • Colgate-Palmolive: Hills Pet Nutrition – Hills Science Diet
  • Masterfoods/Mars Inc.: Pedigree, Bounce, Cesar, Chappie, Frolic, James Wellbeloved, Katkins,KiteKatPal, Pedigree Chum, Royal CaninShebaTechni-cal (EUA e Canadá), Whiskas (também comida para coelho Thomas e comida para pássaros Trill).
  • Nestlé – Purina/ Friskies: PurinaFriskies, Alpo, Bonio, Felix, Go Cat, Gourmet, Omega Complete, Proplan, Spillers, Vital Balance, Winalot
  • Procter&Gamble: IAMS,  Eukanuba



IAMS, da multinacional Procter&Gamble, foi alvo de uma violenta onda de contestação quando se descobriu que as rações que fabricava eram testadas em animais, com experiências horrendas, que envolviam a indução propositada de falência renal a cães e gatos saudáveis, bem como outras atrocidades. Muitos animais saudáveis foram submetidos a cirurgias perfeitamente desnecessárias e posteriormente abatidos.

TEXTO ORIGINAL DA NOTÍCIA DO SUNDAY EXPRESS:
Iams
123Pet Food Cruelty Exposed
SUNDAY EXPRESS
by Lucy Johnson
A major sponsor of Crufts dog show has carried out horrific experiments on animals, it can be revealed today. Thousands of weekend holiday visitors to the famous show at the NEC in Birmingham will be shocked to learn the truth about IAMS, a pet food made by Procter and Gamble.
The Sunday Express has uncovered damning evidence of gruesome tests performed on dogs and cats during the development of the product, which is being heavily promoted at the event. IAMS has also been backed by the RSPCA - but after being told of our findings the animal welfare charity said it would sever all ties.

Last night Crufts organisers launched their own investigation and were considering removing a stand sponsored by Procter and Gamble. In supermarkets and pet shops across Britain, IAMS is being marketed as a breakthrough in animal health care and nutrition.

But our investigation as revealed that hundreds of animals suffered incredible agony in experiments designed to perfect IAMS. A huge dossier of research papers exposes how scientists deliberately induced kidney failure and other conditions in dogs and cats.
Some experiments involved performing operations on healthy animals which were later killed.

Last night animal activists and MPs condemned the research.
Campaigner and comedy writer Carla Lane said:
"It is horrifying to think people are buying pet food that involves so much experimentation. You don't have to harm animals to find out what's good for them to eat."
And Liberal Democrat MP Norman Baker said:
"It's ironic to say the least that a company which purports to care for animal is conducting abhorrent animal experiments behind closed doors. Perhaps they should list their experiments on their labels and then see how much they sell."

Animal rights organisation Uncaged Campaigns is to stage a protest at Crufts, distributing leaflets and waving banners highlighting "the suffering behind the science" and urging a boycott. Director Dan Lyonssaid:
"Even the people representing IAMS at the show are unlikely to know they are promoting a company that inflicts pain and death on animals. Once they see the evidence they will be as appalled as anyone else."

The protest is likely to embarrass the show's organisers who boast a star studded guest list, including Coronation Street's Roy Barraclough (Alec Gilroy), actress Susan George and Eastenders Martin Kemp (Steve Owen) and Pam St Clements (Pat Butcher).
Details of the experiments are buried in obscure scientific papers uncovered by the Sunday Express and Uncaged Campaigns.


In one experiment, 24 young dogs had their right kidneys removed and the left partly damaged to investigate how protein affects dogs with kidney failure. Eight dogs were killed to analyse the kidney tissue. Dogs which became sick were not treated because it would have undermined the test results.
In another test, the stomachs of 28 cats were exposed so scientists could analyse the effects of feeding them fibre. The animals were operated on for at least two hours and then killed.
The research team sterilised 24 female cats, which were then over-fed until they became obese. They were then starved on a crash diet and when they had lost at least 30 per cent of their weight their livers were examined to investigate the link between weight loss and liver disease. The company also sponsored research in which 14 husky puppies were repeatedly injected with live virus vaccines and allergy-causing proteins for the first 12 weeks of their lives. They developed permanent illnesses in the test, which was designed to see how severely allergic they could become.
Twelve huskies, 12 poodles and 12 labradors were regularly given chest wounds to see if diet could affect fur regrowth. This was justified in the study on the grounds that "dogs are enjoyable to touch and look at... Dogs with coat problems are simply not handled as much."

Dr Dan Cary, Director of technical communications for IAMS said that his company cared about the welfare of animals. He justified the scientific studies as being carried out to save pets from illnesses and improve physical well-being. He said: "Our mission is to enhance the health of dogs and cats. We take their welfare extremely seriously during the studies and don't enter into research lightly. All our studies have to be valid science and we have to be sure they are never repeated as it is wasteful of animal time."

Lucy Johnson, Sunday Express 27th May 2001


Na sequência destas dramáticas notícias sobre a experimentação animal que envolveu a IAMS, e em menor escala a Eukanuba, a Procter&Gamble (P&G) anuncia agora no seu site que fez uma parceria com a Humane Society dos Estados Unidos da América (HSUS), uma das mais importantes instituições de defesa dos animais. A HSUS e a P&G fizeram uma Declaração Conjunta para a Eliminação da Utilização Animal para Avaliação da Segurança de Produtos de Consumo.


Nem sempre temos alternativa para a compra de rações que sejam boas para os nossos animais de estimação, e queremos o melhor para a saúde deles... mas temos sempre a capacidade de nos indignarmos e de chamarmos à responsabilidade as empresas que testam em animais, exigindo que terminem com as atrocidades, totalmente desnecessárias, cometidas contra seres indefesos. Ás vezes, basta um boicote de um mês para que as empresas “acordem” e ouçam os consumidores.Pelo sim, pelo não, o Refúgio da Bicharada continua a não vender IAMS.

fevereiro 17, 2011

ONGs criam lista de produtos não testados em animais

Fim de mais uma temporada de moda e quem está atento às passarelas e às ruas não para de falar das novas tendências de moda e de beleza. As cores de batom, as sombras, os produtos tecnológicos para cabelo. Mas você já parou para pensar se aquela marca nova de batom aparentemente inocente pode ter sido testada em animais antes de colorir a sua boca? Para facilitar a vida dos consumidores preocupados em não utilizar esses produtos, a PEA (Projeto Esperança Animal), ONG que luta pela causa de proteção ao meio ambiente e a biodiversidade, desenvolveu uma lista de empresas nacionais que não fazem testes em animais. A PETA também divulga as marcas internacionais que não utilizam bicinhos em seus testes.
Confira a lista completa e faça a sua escolha:

Design: Silvana Martins e Aline Chica

fevereiro 15, 2011

Ingredientes de Origem Animal



Além de deixar de consumir produtos de limpeza, de higiene e cosméticos testados em animais, a PEA incentiva também que você evite, na medida do possível,  a compra de produtos que trazem ingredientes de origem animal em sua formulação. Habitue-se a verificar os rótulos dos produtos. Aqui está uma lista de ingredientes comumente encontrados em artigos de higiene pessoal e  cosméticos. Várias destas matérias-primas  podem  ter igualmente origem vegetal (caso de algumas proteínas ou vitaminas) ou ser substituídas por similares vegetais. Se você quer ter certeza que o produto de sua preferência usa ingredientes vegetais, a PEA recomenda que você entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SACs) dos fabricantes.

Algumas marcas, como a Lush, já têm linhas de produtos Vegan (sem ingredientes de origem animal), devidamente identificados. Há também marcas Vegan no mercado, como Ayurvida, Cassiopéia, Florestas, Welleda, Savonnerie e Surya Henna.

Quanto ao couro utilizado nos calçados e tênis, sugerimos que entre em contato com as empresas fabricantes dos mesmos e peça informação a respeito.  Alguns tênis utilizam couro mas não é informado em sua embalagem. Existem diversas opções confeccionadas com material sintético ou tecidos de alta resistência.

* ingredientes incluídos na lista pela PEA 

Ácido Benzóico ou Benjoim
Pode ter origem animal ou vegetal.
Alternativa: Fontes vegetais.

Ácido Caprílico (Caprylic Acid)
Ácido líquido e gorduroso do leite de vaca ou cabra. Encontrado em perfumes e sabonetes. Possui derivados, como o Triglicerídeo Caprílico.
Alternativa: Fontes vegetais, como óleo de palma e de coco.

Ácidos Graxos Naturais  (Fatty Acids)
Pode ser composto de sebo bovino.

Ácido Esteárico (Stearic Acid)
Pode derivar de gordura de vacas, de ovelhas, de cães e de gatos sacrificados. Na maioria das vezes se refere a uma substância gordurosa tirada do estômago de porcos. Possui diversos derivados, como os estearatos.
Alternativa: O ácido esteárico pode ser encontrado em várias gorduras vegetais, como coco.

Ácido Hialurônico (Hialuronic Acid)
Proteína encontrada em cordões umbilicais e em fluidos das articulações.
Alternativa: Ácido hialurônico sintético, óleos vegetais.

Ácido Láctico
Usados em esfoliantes e cremes anti-rugas.
Alternativa: Ácido cítrico ou glicólico.

Álcool Cetílico (Cetyl Alcohol)
Cera encontrada no espermacete (cetina) do esperma de baleias e golfinhos.
Alternativa: Álcool cetílico vegetal , espermacete sintético.

Ácido Linoléico
Ácido graxo que pode ser origem animal ou vegetal.
Alternativa: Fontes vegetais.

Ácidos Nucléicos
Encontrado nos núcleos de todas as células vivas.
Alternativa: Fontes vegetais.

Alantoína (Allantoin)
Ácido úrico de vacas e outros mamíferos. Pode ser encontrado também em algumas plantas (como confrei).
Alternativa: Extrato de raízes de confrei ou sintéticos.

Albúmen, Albumina (Albumen, Albumin)
Proveniente de ovos, leite, músculos, sangue e vários tecidos e fluídos vegetais. Em cosméticos a albumina geralmente é derivada de claras de ovos e usada como agente anti-coagulante.

Almíscar, Almiscareiro (Óleo de Civet ou Musk Oil)
Secreção seca obtida dolorosamente dos órgãos genitais do cervo almiscareiro, castor, rato silvestre e outros. Gatos selvagens são capturados e mantido em gaiolas em condições horríveis e são chicoteados ao redor dos genitais para produzir o odor. Castores são pegos em armadilhas, cervos são caçados com tiros. Usado na fabricação de perfumes.
Alternativa: Plantas com odor almiscarado.

Ambergris
Dos intestinos de baleias. Usado como um fixador em perfumes ou como realçador de sabor em produtos alimentícios ou bebidas.
Alternativa: Fixadores sintéticos ou de origem vegetal.

Aminoácidos (Amino Acids)
Blocos construtores de proteína em todos os animais e plantas. Usado em cosméticos, xampus etc..
Alternativa: Sintéticos e vegetais.

Aminoácido da Seda
"Para a produção da seda o casulo é fervido com a larva dentro. O pobre animal se contorce quando é submetido a essa morte dolorosa." - Cozinhando Sem Crueldade, pág. 215.

Beta Caroteno
(Veja Carotenp)

Biotina, Vitamina H, Vitamina B
Pode ter origem animal ou vegetal.
Alternativa: Fontes vegetais.

Carmim, Cochonilha, Ácido Carmínico (Carmine, Cochineal, Carminic Acid)
Pigmento vermelho obtido através da compressão da fêmea do inseto cochonilha. De acordo com estimativas, 70.000 insetos precisam ser mortos para produzir cerca de 450 gramas deste corante vermelho. Usado em cosméticos, pós, ruges, xampus. Pode causar reação alérgica.
Alternativa: Suco de beterraba (não possui qualquer toxidade).

Caroteno, Provitamina A, Beta Caroteno
Um pigmento encontrado em tecidos animais e vegetais.
Alternativa: Fontes vegetais.

Caseína, Sódio Caseinado (Casein, Caseinate, Sodium Caseinate)
Proteína do leite. Usado em vários cosméticos para cabelo, máscaras para pele etc..
Alternativa: Proteína de soja, leite vegetal.

Cera de Abelha, Geléia Real, Mel, Pólen, Própolis (Bee Wax, Royal Gelly, Honey, Pollen)
"Ao contrário do que muitos pensam, a produção de mel também é responsável pela crueldade com animais. Muitos criadores matam as abelhas no inverno para não ter que gastar para protegê-las do frio. Além disso, para inseminar artificialmente as abelhas rainhas, é "tirado" esperma do zangão com o método cruel de esmagar suas cabeças. A decapitação gera um impulso elétrico tão forte que o animal ejacula." - Cozinhando Sem Crueldade, pág. 214.

Cerdas Naturais ou Crinas (Pêlos de Animais)
Usados em escovas e pincéis.
Alternativa: Sintéticos.

Cisteína (Cistein)
Aminoácido retirado de pêlos.
Alternativa: Fontes vegetal.

Colágeno (Collagen)
Proteína fibrosa, de natureza mucopolissacarídica, que é constituinte essencial da substância intercelular do tecido conjuntivo. Geralmente proveniente de animais. Pode causar alergias.
Alternativa: Proteína da soja, óleo de amêndoas etc..

Dexpanthenol
(Veja Panthenol)
  
Elastina (Elastin)
Proteína elástica, encontrada nos ligamentos do pescoço e nas paredes arteriais das vacas. Similar ao colágeno. Não afeta a elasticidade da pele.
Alternativa: Sintética, proteína de fontes vegetais.

Esponja do Mar
Animal marítimo que está em processo de extinção. Tem propriedades medicinais importantes.
Alternativa: Esponja sintética.

Esqualeno (Squalene)
Óleo de fígado de tubarão. Usado em hidratantes, tinta de cabelo etc.
Alternativa: Vegetais emolientes como azeite de oliva, óleo de gérmen de trigo, óleo de farelo de arroz etc..

Esterol (Stearyl Alcohol Sterols)
Uma mistura de álcoois sólidos. Pode ser obtido do óleo de esperma de baleia. Usado em cremes, xampus etc. Possuí diversos derivados.
Alternativa: Fontes vegetais, ácido esteárico vegetal.

Esteróide, Esterol (Steroids Sterols)
De várias glândulas de animais ou de fontes vegetais. Esteróides inclui esteróis. Esteróis são álcoois de animais ou plantas (ex: colesterol). Em cremes, loções, condicionadores de cabelo, perfumes etc.
Alternativa: Fontes vegetais e sintéticas.

Estrogênio, Estradiol (Estrogen Estradiol)
Hormônio feminino obtido da urina de éguas grávidas. Usado em cremes, perfumes e loções. Possui efeito insignificante em cremes e restauradores da pele, fontes emolientes vegetais são consideradas melhores.

"Fontes Naturais" (Natural Sources)
Pode significar fontes animais ou vegetais. Especialmente em cosméticos, isso significa fontes animais, como elastina, gordura, proteína e óleo animais.
Alternativa: Fontes vegetais. 

Gelatina, Gel (Gelatin Gel)
Proteína obtida de pele, tendões, ligamentos e/ou ossos fervidos com água. De vacas e porcos. Utilizada em xampus, máscaras faciais, e outros cosméticos.
Alternativa: Carragena, algas (algina, agar-agar, kelp), dextrina, goma de algodão, gel de sílica.

Glicerina, Glicerol (Glycerine, Glycerol)
Substância líquida, incolor e xaroposa, que é o princípio doce dos óleos e a base dos corpos gordos conhecidos. Geralmente é produzida a partir da gordura animal.
Alternativa: Glicerina vegetal e sintética.

Goma Laca (Shellac Resinous Glaze)
Excreção resinosa de determinados insetos. Utilizada em laquês para cabelo.
Alternativa: Cera de plantas.

Gorduras, Sebo ou Óleos Animais
Usado em cosméticos e em produtos alimentícios.
Alternativa: Óleo de oliva, óleo de germe de trigo, óleo de coco, óleo de oliva, óleo de girassol etc..

Guanina
Obtida de peixes. 
Alternativa: Leguminosas, partículas de alumínio ou de bronze

Lactose (Lactose)
Açúcar do leite dos mamíferos.
Alternativa: Açúcar do leite de plantas.

Lanolina (Álcool de Lanolina Acetilado)
A lanolina é uma emulsão de gordura de lã, resíduo obtido na lavagem da lã de carneiro.  "Para aumentar o lucro, cientistas têm criado espécies de ovelhas que têm lã em demasia. Isso faz com que muitas ovelhas morram de calor no verão, enquanto outras morrem de frio no inverno depois de terem sua lã extraída." - Fonte: Cozinhando Sem Crueldade, pág. 215. Evite igualmente usar roupas de lã (outras denominações: cashmere, pashmina, mohair, merino). Veja vídeo da PETA  
Lecitina
Substância presente nos tecidos nervosos, mas freqüentemente obtida para uso comercial em ovos.
Alternativa: Lecitina de soja e sintéticos

Mocotó*
Obtido do cozimento das patas de bovinos.

Monoestereato de Glicerila
Pode ser de origem animal ou vegetal. Obtido a partir da reação química da glicerina – animal ou vegetal – com o ácido esteárico – animal ou vegetal.
Alternativa: Fontes vegetais.

Óleo de Castor
Usado como fixador em perfumes e incensos.
Alternativa: Sintéticos e fontes vegetais.

Panthenol, Dexpanthenol,  Panthenyl, Vitamina B- Provitamina B-5
Pode ter origem animal ou vegetal.
Alternativa: Fontes vegetais ou sintéticos.

Placenta (Placenta Polypeptides Protein Afterbirth)
Órgão ou tecido que envolve o feto ou embrião. Pode ser derivada do útero de animais sacrificados.
Alternativa: Algas.

Pó ou Proteínas da Seda (Silk)
Seda é a fibra brilhante feita pelo bicho-da-seda para formar seus casulo. Os bichos são fervidos em seus casulos para retirar a seda. Pó de seda é obtido da secreção do bicho-da-seda. É usado como corante em pós faciais, sabonetes etc.. Pode causar severa reação alérgica na pele e reações sistemáticas (por inalação ou ingestão).

Progesterona (Progesterone)
Hormônio utilizado em cremes anti-rugas.
Alternativa: Sintético.

Proteínas Hidrolizadas
Podem ter origem animal.
Alternativa: Proteína de soja.

Queratina (Keratin)
Proteína insolúvel, principal constituinte da epiderme, unhas, pêlos, tecidos córneos e esmalte dos dentes. Pode ser obtida nos chifres, cascos, penas e pêlo de vários animais. Utilizada em condicionadores de cabelo, xampus, soluções para permanente.
Alternativa: Óleo de amêndoas, proteína de soja, óleo de amla (do fruto de uma árvore indiana), cabelo humano proveniente de salões (que iriam para o lixo). Alecrim e urtiga dão corpo e força aos cabelos.

Quitosana (Chitosan)
Fibra derivada de crustáceos, como siris e caranguejos. Usado em cosméticos.
Alternativa: Fambroesas, inhame, legumes, apricots secos e muitas outras fontes vegetais.

Tirosina (Tyrosine)
Aminoácido hidrolisado da caseína. Utilizado em cremes.

Tutano*
Medula dos ossos de boi.

Uréia, Carbamida, Ácido Úrico (Urea, Carbamide)
Excretada da urina e outros fluídos corpóreos. Usada em desodorantes, pasta de dentes com amônia, enxaguantes bucais, tintura p ara cabelos, cremes para mãos, loções, xampus etc. Derivados: Ácido Úrico.
Alternativa: Dintéticos.

Vitamina A ou Retinol
Pode ser obtida de fígado de peixes, gemas de ovos, manteiga. Também pode ter origem vegetal, como no germe de trigo.

Vitaminas do Complexo B
(Veja Biotina e Panthenol)

Vitamina D, Ergocalciferol, Vitamina D-2, Ergosterol, Provitamina D-2, Calciferol, Vitamina D-3
Vitamina D pode ser obtida de óleo de fígado, leite ou gemas de ovos. A vitamina D-2 pode ter origem animal ou vegetal. A Vitamina D-3 tem sempre origem animal.
Alternativa: Fontes vegetais ou minerais, sintéticos.

Vitamina H
(Veja biotina)


Traduzido e adaptado pelas equipes do Guia Vegano e da PEA.
Fonte PETA