“Os Experimentos em Animais ATRASAM o progresso da ciência”.
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julho 07, 2010

EMPRESAS que NÃO TESTAM em ANIMAIS

Estas empresas não submetem os seus produtos finais a testes em animais. Tem, no entanto, em atenção que algumas das marcas desta lista (assim como da maioria das listas) apenas não testam o produto final em animais, podendo, no entanto, ter utilizado ingredientes que foram testados em animais por outras empresas (o que é um procedimento muito comum).


Procura nas embalagens símbolos que te possam dar a garantia que o produto e os ingredientes não são testados (o símbolo da BUAV - http://www.gocrueltyfree.org - com um coelho e duas estrelinhas é a garantia de que nada foi testado) ou o produto é vegano (por exemplo, o símbolo da Vegan Society - http://www.vegansociety.com/html/business/trademark/ - com a palavra “Vegan” e um girassol)
Mas as empresas desta lista assinaladas com asterisco (*) comercializam somente produtos veganos (sem quaisquer ingredientes de origem animal e em que nada foi testado em animais).
O ideal é que dês apenas preferência a estas.

Empresas que testam em animais

Todos os anos milhares de animais são torturados, queimados, cegos e mortos em laboratórios para que os produtos que usamos possam ser chamados "seguros" - e não o são totalmente, uma vez que os resultados variam de espécie para espécie. Muitos destes produtos são conhecidos entre nós.
Confere os rótulos dos produtos para veres se pertencem a empresas que testam em animais. Envia mensagens às empresas, revelando-lhes que não comprarás mais os seus produtos, assim como informarás outros para o não fazerem, até que estas terminem definitivamente as experiências em animais. A maior pressão é a pressão do consumidor.


Abaixo segue a lista das empresas que testam os seus produtos em animais:

junho 21, 2010

Manequins podem substituir cães, gatos e ratos no ensino

- O Estadao de S.Paulo

Métodos alternativos ao uso de animais vêm ganhando força, especialmente nas aulas. Alunos podem aprender com manequins de silicone de cães, gatos e ratos. Também são úteis programas de computador e DVDs.

Renato Cordeiro, da Fiocruz, exemplifica. Em uma aula tradicional de fisiologia cardiovascular seria preciso um cão, mas hoje é possível usar um CD-ROM. "Ele pode ser utilizado diversas vezes, em muitas aulas, por muitos anos." Mas ele ressalta que, "quando se passa para a etapa de residência ou estágios, o contato com os animais vivos é pertinente e essencial."

Ana Maria Guaraldo, presidente do Conselho de Ética no Uso de Animais da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), conta que várias disciplinas deixaram de usar animais porque já há vídeos de aulas práticas. Há quase uma década, o Instituto de Biologia abriu mão de cães em em aulas práticas ou pesquisas.

Pesquisa. Segundo Júlia Matera, da USP, laboratórios têm sofrido imensa pressão da sociedade e, para não correr o risco de no futuro deixar de vender produtos experimentados em animais, investem em métodos alternativos. Em 2009, ela participou de um congresso sobre o assunto na Itália. Ela conta que a Universidade Johns Hopkins, em Baltimore (EUA), já possui um Centro de Alternativas para Testes em Animais. / A.B.

junho 19, 2010

O teatro dos comitês de éticas no uso de animais no Brasil

Vegano: desobedecendo - Ellen Augusta Valer de Freitas


A Lei Arouca em si já é um retrocesso, pois legitima o uso de animais em detrimento da Constituição Federal. A Nova Lei Arouca está provocando a criação de comitês que acabam se formando com as pessoas que justamente usam os animais. Não tem nada mais obscuro que fornecer ao abusador a chance de avaliar seu próprio trabalho. A “nobreza” de garantir que os animais não sofrerão maiores problemas, que o uso dos animais poderia trazer.
A começar pelos formulários de avaliação de projetos de pesquisa: não há opções abolicionistas, não há alternativas ou mesmo o questionamento dos métodos tradicionais - alternativas existem há anos no meio científico, só não são usadas. Os integrantes estão desinformados sobre as alternativas para pesquisa existentes no Brasil; e muitos ainda não sabem que aqui mesmo há lugares em que não se usam mais animais em pesquisa e ensino.
O comitê é composto de pessoas que trabalham com os animais, com vivissecção, de pessoas que têm projetos para serem submetidos ao próprio comitê e por 1 (um) integrante de uma ONG de proteção aos animais. Esta ONG pode ser qualquer ONG, mesmo a que protege apenas cães e gatos. Nada contra, mas pessoas que protegem cães e gatos nem sempre estão a par do que ocorre nos projetos que usam ratos, coelhos, porcos e outros. E nem sempre terão subsídios para analisar um projeto e contra-argumentar a favor dos animais.
A leitura dos projetos é difícil e deveria ser feita por pessoas interessadas em livrar os animais do abuso de serem usados em pesquisas nem sempre relevantes.
Há trabalhos que remetem à época das pesquisas bizarras que se faziam para tratar a loucura. Quem já leu tais pesquisas e hoje se depara com alguns projetos envolvendo choques de temperatura, por exemplo, tem a nítida impressão de ter retrocedido pelo menos um século.
Pesquisas irrelevantes como esta já foram encontradas em comitês de ética para o uso de animais. Mas quem pode reprová-las?
Elas acabam voltando para o autor, até que fique nos moldes (com a apresentação, estrutura e objetivos mais claros), mas pouco se questiona a validade da pesquisa em si.
Aquele 1 integrante que supostamente defende os animais (pois ele pode ser a favor das pesquisas juntamente com os demais integrantes) fica sozinho, com seus argumentos sendo sufocados por observações de caráter estrutural, metodológico e prático dos outros integrantes. Sendo sempre voto vencido em qualquer discussão a favor dos animais.
Num Seminário de Bioética promovido pela PUCRS, enquanto a organizadora do evento se desmanchava em elogios aos comitês de ética, dizendo que eram avanços à pesquisa no país, uma protetora de animais levantou o dedo para falar: ela disse que era integrante de um comitê e que a realidade dos comitês era totalmente diferente do que era falado ali com altos elogios. Ela mencionou que nunca era ouvida e que os projetos eram aprovados mesmo com problemas relacionados ao uso dos animais e com total falta de cogitação a alternativas.
Que opiniões conflitantes! O interessado em usar animais com certeza vai elogiar um sistema que concede a ele a chave da prisão! Ele não precisa pesquisar alternativas, basta mandar suas pesquisas aos que podem aprová-las, tudo dentro da lei.
Não se estimula a pesquisa de mais alternativas, a aplicação de alternativas, a leitura de textos (muitos livros abolicionistas e de alternativas ao uso de animais sequer têm tradução para o português).
E assim vamos vivendo na miséria de um país que transforma suas leis em armadilhas e empobrece a pesquisa com projetos repetitivos e caros para o bolso de todos.
Somos a favor de leis e incentivos que estimulem a pesquisa e a aplicação de alternativas, já que alguns cientistas não se sentem estimulados a fazê-la por vontade própria e muitos já se acostumaram com seu método tradicional. A Lei Arouca apenas serve para legitimar o uso de animais e os comitês de ética somente “confortam” os desavisados que não sabem do que ocorre lá dentro. Como diz Carlos Naconecy, é melhor para o animal que está sendo cobaia que os comitês existam, do que se não existisse opção alguma. Mas um comitê formado por interessados na pesquisa com animais apenas é tão questionável do que nada. Se o comitê fosse organizado a fim de abolir a pesquisa com animais, com pessoas isentas de interesses, muito já se teria feito para adiantar o processo de abolição do uso de animais e criação de alternativas.
Uma boa saída seria considerar a Lei federal nº 9.605/98 dos crimes ambientais, que proíbe as práticas cruéis com animais. Tentar colocar em prática tal lei, que é mais antiga e soberana, e quem sabe proibir de fato o uso de animais. Alternativas existem. Nós e muitos cientistas que já trabalham com alternativas ao uso de animais acreditamos e lutamos por isso.

Links:
Lei Federal 
50 consequências fatais de experimentos em animais

Governo federal e cientistas lançarão campanha em favor da exploração de animais pela ciência

Violência e tortura nos laboratórios

Por Robson Fernando (da Redação)

Numa demonstração histórica de que as grandes associações científicas brasileiras (SBPC, CNPq e Academia Brasileira de Ciências) não estão nada interessadas em mudar sua visão ética dos animais e a metodologia das pesquisas biomédicas e de que o Governo Federal está do lado de quem tortura animais em nome da ciência, está para ser lançada uma campanha nacional para “conscientizar” a população sobre os “benefícios” da vivissecção.

Vendo o movimento de defesa dos direitos animais como adversários de uma briga em vez de pessoas que lutam por um bem, governo e cientistas inserirão a campanha publicitária na TV, no rádio, em jornais e em revistas a partir da próxima quarta-feira.
O CNPq e o Ministério da Ciência e Tecnologia já estão financiando a campanha, tendo, segundo seus organizadores, recebido já R$1 milhão e estando para receber mais.
Os anúncios têm dois motes: um, que demonstra o conservadorismo especista da comunidade científica, é que “quase todos os medicamentos e vacinas são resultado de pesquisas com animais de laboratório, salvando muitas vidas” (mas ceifando um número bem maior de outras vidas); o outro, visivelmente hipócrita, é que, depois da Lei Arouca, aprovada em 2008 para regular o uso de cobaias, nenhum animal deixa de ser tratado “com ética e dignidade”.
A ideia dos organizadores é convencer a população, que hoje “não tem noção” da importância das cobaias. “Acham que o cientista está lá para matar ratinho”, afirma Marcelo Morales, biólogo da UFRJ e um do organizadores da lamentável campanha.
Diz o vivisseccionista que “muitos não sabem que, sem os animais, medicamentos contra diabetes e o coquetel anti-Aids, por exemplo, não seriam possíveis”, demonstrando que a comunidade científica brasileira não sabe nem quer mudar a metodologia de suas pesquisas e sua concepção ética dos direitos dos animais à vida, à liberdade e à integridade.
Fica evidente que, para os cientistas, que querem continuar vivendo do ato de torturar, envenenar e matar animais por interesses estritamente humanos, os direitos animais são nada mais que um incômodo estorvo e que o governo federal está do lado dos opressores.
Com informações da Folha.com 
(*)Nota da Redação:Esta
mos perto do lançamento de uma vergonhosa e hipócrita campanha de alienação e desinformação feita por governo e cientistas. Lançam-se os argumentos enganosos de que a vivissecção, com todas as suas agruras, é “necessária” e que os animais torturados nos laboratórios são tratados com “ética e dignidade”. Ora, se o tratamento dos animais “de laboratório” é tão “ético e digno”, por que não usam cobaias humanas então? — gostaríamos muito que os cientistas respondessem a esse questionamento. É hora das entidades brasileiras de defesa dos direitos animais se unirem e lançarem uma larga campanha nacional de conscientização para não deixar que essa campanha inescrupulosa de governo e cientistas fomente a ignorância na população brasileira, ainda tão carente de noção de como os animais são maltratados pela ciência no Brasil e no mundo.
via ANDA(*)

junho 15, 2010

Cientistas testam anticorpos de plástico em animais




Moléculas de plástico desenvolvidas para imitar os anticorpos e injetadas no corpo de animais vivos por pesquisadores tiveram os primeiros resultados registrados. Os cientistas afirmam que os testes são importantes para o desenvolvimento dessas partículas criadas para atacar vírus e outros micro-organismos. As informações são do Live Science.
Os primeiros testes tentaram neutralizar a melitina, uma toxina presente no veneno de abelhas. De acordo com os pesquisadores, quando em contato com a melitina e acionados por uma reação química, os anticorpos de plástico são capazes de formar longas cadeias e impedir a ação do veneno no organismo.
Ainda segundo os cientistas, uma boa parte de camundongos que tiveram injetadas doses mortais de melitina se recuperaram imediatamente após o uso das nanopartículas. O resultado, afirmam os pesquisadores, é o primeiro a demonstrar o funcionamento dos anticorpos de plástico na corrente sanguínea.

"Isso abre a porta para sérias considerações sobre essas nanopartículas em aplicações nas quais são utilizadas anticorpos", diz Kenneth Shea, cientista da Universidade da Califórnia.

junho 02, 2010

Ativistas requisitam investigação federal acerca de animais usados para experimentação em centro médico

Por Giovanna Chinellato  (da Redação)
Um grupo pelos direitos dos animais está pedindo uma investigação federal a respeito dos primatas explorados para pesquisas pelo centro médico da Universidade do Kansas, nos EUA.
Ativistas saem às ruas mascarados de animais para protestar contra a tortura e o uso de animais em laboratórios (Foto: Reprodução/SAEN)
Ativistas saem às ruas mascarados de animais para protestar contra a tortura e o uso de animais em laboratórios (Foto: Reprodução/SAEN)
O grupo Stop Animal Exploitation Now (“Parem a exploração de animais agora”) preencheu, recentemente, uma queixa formal contra a USDA, alegando que os primatas usados para pesquisa morreram ou sofreram dores severas.
imagem de animais explorados e torturados em pesquisas
Imagem: Reprodução/SAEN

Representantes do centro médico não estavam disponíveis para comentar.
Em 2009, o centro médico da USDA teve 160 acusações de violar leis federais de proteção animal durante suas pesquisas.
 
Nota da Redação: O uso de animais em laboratórios é uma violência, um ato criminoso, uma violação descarada e indiscutível dos direitos dos animais. Animal nenhum deve ser usado para pesquisa sob pretexto de experimentação científica.Evoluímos o suficiente para compreender que a inteligência humana já criou alternativas para estudar curas e questões relativas à ciência de forma ética, sobretudo respeitando os animais como sujeitos de direito e seres sencientes. O lugar dos animais é na natureza, bem longe da intenção utilitarista e exploratória dos seres humanos.
Fonte: ANDA

abril 26, 2010

Associações protestam contra centro de produção de animais




“É um mau investimento para o país”, defende Plataforma de Objecção ao Biotério.

Várias associações de defesa dos animais protestam hoje à tarde em Lisboa contra a construção de um centro de produção de animais para fins experimentais.

O centro ficará localizado na Azambuja e será uma dos maiores da Europa.

Trata-se, contudo, de um “mau investimento”, defende Constança Carvalho, activista da Plataforma de Objecção ao Biotério.


Biotério "é um mau investimento para o país"
“É um investimento extemporâneo, [que] não faz sentido numa altura em que os biotérios da Europa estão a fechar”, afirma, referindo que o projecto vai custar “27 milhões de fundos comunitários, que podiam ser aplicados no desenvolvimento de projectos importantes para Portugal”.

O Biotério é, no entender de Constança Carvalho, “um projecto condenado ao fracasso, porque existem cada vez mais alternativas à experiência animal, que são cada vez mais utilizadas”.

O Biotério da Azambuja é uma obra da Fundação Champalimaud, instituição que a Plataforma de Objecção ao Biotério convida a mudar o seu investimento para um centro de “alternativas à experiência animal”.

A marcha de protesto está marcada para as 14h30 e irá percorrer várias artérias da capital.



Tópicos relacionados:

Portugal: Condições de investigação e bem-estar animal vão melhorar com o biotério, assegurou Fundação Champalimaud 

Portugal: Milhares de «ratinhos» de laboratório usados para investigação em Biotério da universidade

Debate sobre "fábrica" de animais para experiências

Portugal: Marcha contra biotério da Azambuja em Lisboa 



Mais sobre o Biotério da Azambuja

abril 25, 2010

Dia Mundial dos Animais em Laboratório


Por Lobo Pasolini (da Redação)
Foto: Divulgação
Hoje em todo mundo ativistas se dedicam a criar consciência sobre o sofrimento dos animais presos em laboratórios onde são submetidos a experimentos cruéis, seguidos de agonia e morte. Não existe como justificar essa barbárie. Se consideramos errado usar seres humanos para esse fim, o mesmo se aplica para os não-humanos.
Os cientistas que busquem outras formas de conduzir testes. E se não conseguirmos a cura de todas as doenças – como nunca vai acontecer mesmo – paciência. Todos iremos morrer, mais cedo ou mais tarde. O importante é fazer dessa vida, do aqui e do agora, um lugar mais justo.
O que fazer?
Evite produtos de limpeza, higiene pessoal e estética testados em animais. Existem muitas opções sem crueldade no mercado.
Evite se medicar excessivamente e sempre busque modos alternativos de se tratar antes de sucumbir a halopatia. Evite o hábito de tomar pílulas – faz mal para você e para os animais presos em laboratórios.
Links relacionados a essa data:
Videos sobre experimentos com animais (em inglês):
Logo da ANDA » Agência de Notícias de Direitos Animais

abril 24, 2010

Vivissecção: um negócio indispensável aos interesses da ciência?

Sônia T. Felipe

80% dos artigos publicados em revista especializada são citados no máximo uma vez em outros veículos, e 50% dos artigos vivisseccionistas jamais são citados, seja na mesma, seja em outras revistas.


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Vivisection3
Cientistas e pesquisadores que investigam as doenças que afligem humanos são treinados em centros de pesquisa na prática criminosa da vivissecção, proibida pela Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, quando há métodos substitutivos. Em muitos casos, a vivissecção é o único método no qual a inteligência científica recebe treinamento. Nos últimos quarenta anos, a pesquisa biomédica centrou esforços em experimentos com “modelos” obtidos às custas do sofrimento e morte de animais não-humanos, usados para espelhar as doenças produzidas num ambiente físico e mental humano. Entre essas estão o câncer, os acidentes vasculares, a hipertensão, a hipercolesterolemia, o diabetes, a esclerose múltipla, as degenerações neurológicas conhecidas por mal de Parkinson e mal de Alzheimer, a “depressão” e outras formas de sofrimento psíquico. Ratos, camundongos, cães, símios, cavalos, porcos e aves são comercializados no mercado vivisseccionista.
Só para dar um exemplo: Calcula-se que sejam 2, 6 milhões de humanos sofrendo de esclerose múltipla ao redor do planeta. Os medicamentos obtidos a partir da vivissecção de roedores fracassaram. Cientistas reconheceram que a causa da doença é “ambiental”, contribuindo para ela diferentes genes, não apenas um. Os medicamentos disponíveis hoje, de origem microbiana, não resultaram da vivissecção, e sim da codificação da estrutura físico-química deles (Greek & Greek, Specious Science).
Calcula-se que sejam 2, 6 milhões de humanos sofrendo de esclerose múltipla ao redor do planeta. Os medicamentos obtidos a partir da vivissecção de roedores fracassaram.
Não sendo aquelas doenças de origem genética nem hereditária, qual seria o propósito científico em se insistir na arquitetura do modelo animal para buscar a cura delas?
Talvez se possa saber a resposta, olhando para os interesses financeiros (reais “benefícios humanos”?), em jogo na base, em volta e por detrás da atividade vivisseccionista acadêmica e dos negócios que ela encobre. Consultando-se a tabela de preços das empresas que fornecem camundongos geneticamente modificados para pesquisas vivisseccionistas, por exemplo, começamos a ter uma idéia do que se esconde por detrás do argumento do “benefício humano”, que os vivisseccionistas defensores da legalização desta prática anti-ética usam como escudo para protegerem-se das críticas abolicionistas.
A pesquisa com animais vivos “beneficia interesses humanos”: o preço de um camundongo geneticamente modificado, para citar apenas uma espécie usada na vivissecção, pode variar de U$ 100,00 a U$ 15.000,00 dólares a unidade. Os utensílios para o devido manejo de um animal desses não são oferecidos por preços camaradas. Um aparelho para matar, de forma “humanitária”, animais usados na pesquisa, desativando-lhes as enzimas cerebrais, custa algo em torno de U$ 70.000,00 a unidade. Aparelhos para conter ratos, cães, gatos e macacos, podem custar entre U$ 4.500,00 a U$ 8.500,00 a unidade. Os “produtores” de animais também são parte desta cadeia que forma a “dependência da ciência em relação à vivisseccção”, sem a qual ela não pode sobreviver hoje, e à qual a vida e a saúde humana estão algemadas.
Em 1999, relatam Greek & Greek, a venda de camundongos nos Estados Unidos alcançou 200 milhões de dólares. A de outros animais chegou a 140 milhões de dólares. Mas, os “benefícios humanos” aos quais os vivisseccionistas se referem em sua defesa pública da regulamentação da vivissecção no Brasil, não se restringem apenas ao que os empresários produtores de animais e fabricantes de aparelhos para contê-los nos biotérios e laboratórios faturam. Também os editores das revistas, jornais e livros são parte desta comunidade humana “beneficiada” pela vivissecção. E, finalmente, o benefício humano mais espetacular está no faturamento da indústria química e farmacêutica, uma cadeia de negócios ao qual estão atreladas todas as farmácias ao redor do planeta e todas as pessoas que compram medicamentos alopáticos na esperança de cura ou alívio de seus males, e alimentos processados, cujos componentes levaram os animais a sofrerem o Draize Test e o LD 50.
Ninguém publica, no Brasil, um relato minucioso do montante destinado pelas agências financiadoras à pesquisa vivisseccionista. Por isso, não temos conhecimento dos custos do fracasso vivisseccionista
Mas, quando os vivisseccionistas publicam artigos defendendo a legalização de sua prática anti-ética, a de matar animais para inventar modelos que possam espelhar doenças humanas, mesmo sabendo que cada organismo tem sua própria realidade ambiental e não existe um meio que possa curar uma mesma doença em todos os indivíduos, pois cada um a desenvolve de modo peculiar, os “benefícios contábeis” e os “benefícios acadêmicos” acumulados em todos os elos dessa cadeia vivisseccionista são escondidos do leitor. Ninguém publica, no Brasil, um relato minucioso do montante destinado pelas agências financiadoras à pesquisa vivisseccionista. Por isso, não temos conhecimento dos custos do fracasso vivisseccionista (AIDS, câncer, Parkinson, Alzheimer, esclerose múltipla, diabetes, colesterolemia, doenças ambientais, muito mais do que genéticas).
A pesquisa com animais levou a indústria farmacêutica ao apogeu nos últimos vinte anos. Não casualmente, nestes últimos vinte anos, multiplicaram-se as mortes por insuficiência circulatória, hipertensão, diabetes, câncer, síndromes neurológicas degenerativas, cirrose hepática e infecções. O componente ambiental dos males humanos não pode ser espelhado em organismo de ratos e camundongos. Ao mesmo tempo, vivisseccionistas insistem em defender a lei que legalizará sua prática, dando a entender ao público leigo que a vivissecção é a “saída” para a cura dos males humanos. Seus artigos “científicos” não produzem efeito, nem sobre seus pares vivisseccionistas. Como poderiam produzir efeitos sobre a saúde humana? 80% dos artigos publicados em revista especializada são citados no máximo uma vez em outros veículos, e 50% dos artigos vivisseccionistas jamais são citados, seja na mesma, seja em outras revistas (Greek &Greek). Os milhões de animais mortos para que tais artigos sejam publicados e para que seus autores os contabilizem em sua produtividade acadêmica, tiveram suas vidas destruídas para nenhum outro “benefício humano”, a não ser dar a seus autores o título de mestre e doutor, ou a concessão de bolsas de produtividade.
São esses os reais “benefícios humanos” da prática vivisseccionista, dos quais ninguém pode abrir mão?



Sobre o autor

Sonia_felipe
Sônia T. Felipe
Sônia T. Felipe, doutora em Filosofia Moral e Teoria Política pela Universidade de Konstanz, Alemanha, membro do Bioethics Institute da Fundação Luso-americana para o Desenvolvimento, FLAD; pós-doutorado em bioética com recorte em ética animal, Professora e pesquisadora da UFSC, orienta monografias, dissertações e teses em bioética, ética animal, ética ambiental, direitos humanos e teorias da justiça. Autora de, Ética e experimentação animal: fundamentos abolicionistas (Edufsc, 2007) e Por uma questão de princípios (Boiteux, 2003).

Artigos deste autor
A soberba vivisseccionista
Vivissecção: um negócio indispensável aos interesses da ciência?
Os verdadeiros argumentos abolicionistas contrários à vivissecção 

abril 21, 2010

Vivissecção/Testes


vivisseccao1“Se fôssemos capazes de imaginar o que se passa, constantemente, nos laboratórios de vivissecção, não poderíamos dormir em paz; e em nenhum dia estaríamos felizes e tranqüilos”. Dr. Ralph Bircher

VEJA AQUI VÁRIOS VÍDEOS SOBRE EXPERIMENTAÇÃO ANIMAL

Introdução:

Primeiramente devemos saber a diferença entre Vivissecção e Testes em Animais.
-Vivissecção: Dissecação de animais vivos para estudos.

-Testes em Animais: Todo e qualquer experimento com animais cuja  finalidade é a obtenção de um resultado seja de comportamento, medicamento, cosmético ou ação de substâncias químicas em geral. Geralmente os experimentos são realizados sem anestésicos, podendo ou não envolver o ato da vivissecção.
Não é possível aceitarmos um comitê de ética para experimentação animal, pois consideramos que não existe ética nesse tipo de experimentação. Quando nos referimos aos animais, independentemente da espécie, raça, cor ou sexo, partimos do pressuposto que são vidas, sentem dor, medo e tudo mais que podemos sentir.

Diferentemente do que muitos pensam, os animais não estão aqui para nos servir. É nosso dever respeitá-los e protegê-los como seres vivos.
Nem mesmo a utilização de animais na área médico-científica é justificável, uma vez que já se sabe que a utilização de animais em pesquisas é um retrocesso, um atraso na evolução científica, além de ser um grande desperdício de dinheiro público.
 “De acordo com o Dr. Albert Sabin, pesquisas em animais prejudicaram o desenvolvimento da vacina contra o pólio. A primeira vacina contra pólio e contra raiva funcionou bem em animais, mas matou as pessoas que receberam a aplicação. Albert Sabin reconhece que o fato de haver realizado pesquisas em macacos Rhesus atrasou em mais de 10 anos a descoberta da vacina para a pólio.”
“As perigosas drogas Talidomida e DES foram lançadas no mercado depois de serem testadas em animais. Dezenas de milhares de pessoas sofreram com o resultado”
Já existem inúmeras métodos substitutivos eficientes e eficazes que podem e já estão sendo usados nessa área. Isso sem falar dos modernos processos de análise genômica e sistemas biológicos in vitro, que vêm sendo muito bem utilizado por pesquisadores brasileiros. Sem falar que culturas de tecidos, provenientes de biópsia, cordões umbilicais ou placentas descartadas, dispensam o uso de animais. Vacinas também podem ser fabricadas a partir da cultura de células do próprio homem.
A vivissecção envolve basicamente interesses financeiros e políticos, e nem tanto científicos como se pensava. Quando um medicamento chega ao mercado, são os consumidores as primeiras cobaias de fato, independentemente da quantidade de testes conduzida previamente em animais. Somente os humanos podem exibir efeitos desejáveis ou colaterais na espécie para qualquer substância testada. A indústria vivisseccionista não apenas coloca em risco nossas vidas como impede que outras vidas sejam salvas.
Importante salientar que experiências em animais têm exaurido recursos que poderiam ter sido dedicados à educação do público sobre perigos para a saúde e como preservá-la, diminuindo assim a incidência de doenças que requerem tratamento.
 Experimentação Animal não faz sentido. A prevenção de doenças e o lançamento de terapias eficazes para seres humanos está na ciência que tem como base os seres humanos.
Alguns Dados:Várias diretrizes da União Européia foram firmadas com o propósito de abolir os testes com animais, dentre eles o terrível DL 50. Trata-se, portanto, de uma tendência mundial, em que a preocupação com o bem-estar dos animais de laboratório provoca discussões éticas no meio acadêmico e científico.
Na Europa muitas faculdades de medicina não utilizam mais animais, nem mesmo nas matérias práticas como técnica cirúrgica e cirurgia, oferecendo substitutivos em todos os setores.
Na Inglaterra e Alemanha, a utilização de animais na educação médica foi abolida. Sendo que na Grã-Bretanha (Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda) é contra a lei estudantes de medicina praticarem cirurgia em animais. Note-se que os médicos britânicos são comprovadamente tão competentes quanto quaisquer outros.
A produção de anticorpos monoclonais por meio de animais foi banida na Suíça, Holanda, Alemanha, Inglaterra e Suécia. Na Itália, entre 2000 e 2001 mais de um terço das universidades abandonaram a utilização de animais para fins didáticos. A Província de Sul de Tirol, Itália, proibiu a experimentação em animais ao longo de seu território.
Nos EUA, mais de 100 faculdades de Medicina (70%) não utilizam animais vivos nas aulas práticas. As principais instituições de ensino da Medicina, como a Harvard, Stanford e Yale julgam os laboratórios com animais vivos desnecessários para o treinamento médico.
A abolição total dos testes em animais depende única e exclusivamente de nós consumidores. Hoje, com as informações disponíveis, podemos escolher entre produtos testados e não testados em animais. Nós devemos pressionar e exigir o fim da utilização de animais pelas empresas que ainda insistem em utilizar esse método retrógrado, ineficiente e cruel. Mas, mais importante ainda, é fazer com que as indústrias saibam do nosso descontentamento com seus métodos de pesquisa. Não adianta parar de usar um produto sem comunicar a empresa sobre as razões que motivaram essa decisão. Como consumidores, devemos exigir que nossas dúvidas sejam devidamente sanadas, uma vez que toda e qualquer empresa tem o dever de nos informar sobre o produto que estão vendendo, desde a matéria prima, fabricação, até os testes.


Os Testes Mais Comuns


Teste de Irritação dos Olhos: 
É utilizado para medir a ação nociva dos ingredientes químicos encontrados em produtos de limpeza e em cosméticos. Os produtos são aplicados diretamente nos olhos dos animais conscientes. Os coelhos são os animais mais utilizados nos testes Draize, pois são baratos e fáceis de manusear. Seus olhos grandes facilitam a observação dos resultados. Para prevenir a que arranquem seus próprios olhos (auto-mutilação), os animais são imobilizados em suportes, de onde somente as suas cabeças se projetam. É comum que seus olhos sejam mantidos abertos permanentemente através de clips de metal que seguram suas pálpebras.

Durante o período do teste, os animais sofrem de dor extrema, uma vez, que não são anestesiados. Embora 72 horas geralmente sejam suficientes para a obtenção de resultado, a prova pode durar até 18 dias. Muitas vezes, usam-se os dois olhos de um mesmo coelho para diminuir custos. As reações observadas incluem processos inflamatórios das pálpebras e íris, úlceras, hemorragias ou mesmo cegueira. No final do teste os animais são mortos para averiguar os efeitos internos das substâncias experimentadas. No entanto, os olhos de coelho são um modelo pobre para olhos humanos.
- a espessura, estrutura de tecido e bioquímica das córneas do coelho e do humano são diferentes;
- coelhos têm dutos lacrimais mínimos (quase não produzem lágrimas);
- resultados de testes são sujeitos às interpretações ambíguas;
- o que aparenta ser um dano grave para um técnico pode parecer brando para um outro.
coelho
Teste Draize de Irritação Dermal: 
Consiste em imobilizar o animal enquanto substâncias são aplicadas em peles raspadas e feridas (fita adesiva é pressionada firmemente na pele do animal e arrancada violentamente; repete-se esse processo até que surjam camadas de carne viva). Substâncias aplicadas à pele tosada do animal. Observam-se sinais de enrijecimento cutâneo, úlceras, edema etc..
coelho1
Teste LD 50: 
Abreviatura do termo inglês Lethal Dose 50 Perercent (dose letal 50%). Criado em 1920, o teste serve para medir a toxicidade de certos ingredientes. Cada teste LD 50 é conduzido por alguns dias e utiliza 200 ou mais animais. A prova consiste em forçar um animal a ingerir uma determinada quantidade de substância, através de sonda gástrica. Isso muitas vezes produz a morte por perfuração. Os efeitos observados incluem dores angustiantes, convulsões, diarréia, dispnéia, emagrecimento, postura anormal, epistaxe, supuração, sangramento nos olhos e boca, lesões pulmonares, renais e hepáticas, coma e morte. Continua-se a administrar o produto, até que 50% do grupo experimental morra. A substância também pode ser administrada por via subcutânea, intravenosa, intraperitoneal, misturada à comida, por inalação, via retal ou vaginal. As cobaias utilizadas incluem ratos, coelhos, gatos, cachorros, cabras e macacos. No fim do teste, os animais que sobrevivem são sacrificados. Anualmente, cerca de 4 a 5 milhões de animais nos EUA são obrigados a inalar e a ingerir (por tubo inserido na garganta) loções para o corpo, pasta dental, amaciantes de roupa e outras substâncias potencialmente tóxicas.

Mesmo quando o LD 50 é usado para testar substâncias claramente seguras, é praxe buscar a concentração que forçará a metade dos animais à morte. Assim os animais têm de ser expostos a exorbitantes quantidades da substâncias proporcionalmente impossíveis de serem ingeridas acidentalmente por um ser humano. Este teste não se constitui em método científico confiável, haja vista que os resultados são afetados pela espécie, idade, sexo dos animais, bem como as condições de alojamento, temperatura, hora do dia, época do ano e o método de administração da substância. Um prognóstico seguro da dose letal para os humanos é impossível de ser detectado através dos animais.

Testes de Toxidade Alcoólica e Tabaco: 
Animais são obrigados a inalar fumaça e se embriagar, para que depois serem dissecados, a fim de estudar os efeitos de suas substâncias no organismo. Mesmo sabendo que tais efeitos já são mais do que conhecidos.
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Experimentos de Comportamento e Aprendizado:
 A finalidade é o estudo do comportamento de animais submetidos a todo tipo de privação (materna, social, alimentar, de água, de sono etc.), inflição de dor para observações do medo, choques elétricos para aprendizagem e indução a estados psicológicos estressantes. Muitos desses estudos são realizados através da abertura do cérebro em diversas regiões e da implantação de eletrodos no mesmo, visando ao estímulo de diferentes áreas para estudo fisiológico.

Alguns exemplos: Animais têm parte do cérebro retirada e são colocados em labirintos para que achem a saída; animais com eletrodos implantados no cérebro são ensinados a conseguir comida apertando um botão, caso apertem um botão errado recebem um choque elétrico; animais operados e com estado meramente vegetativo são deixados durante dias inteiros em equilíbrio, sobre plataformas cercadas de água, para evitar que durmam. Filhotes recém nascidos são separados de suas mães etc..
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Experimentos Armamentistas: 
Os animais são submetidos a testes de irradiação de armas químicas (apresentando sintomas como vômito, salivação intensa e letargia). São usados em provas biológicas (exposição à insetos hematófagos); testes balísticos (os animais servem de alvo); provas de explosão (os animais são expostos ao efeito bomba); testes de inalação de fumaça, provas de descompressão, testes sobre a força da gravidade, testes com gases tóxicos. São baleados na cabeça, para estudo da velocidade dos mísseis. Os animais normalmente usados são ovelhas, porcos, cães, coelhos, roedores e macacos. Os testes são executados meramente para testar a eficiência de armas de guerra, e não para aperfeiçoar o tratamento de vítimas de guerra.

Pesquisa de Programa Espacial:
Em geral são usados macacos e cães.  Normalmente os animais são lançados ao espaço por meio de balões, foguetes, cápsulas espaciais, mísseis e pára-quedas. São avaliados os parâmetros fisiológicos das cobaias por meio de fios, agulhas, máscara etc.. Testes comportamentais e de força da gravidade também são realizados.

Teste de Colisão: 
Os animais são lançados contra paredes de concreto. Babuínos, fêmeas grávidas e outros animais são arrebentados e mortos nesta prática.

Pesquisas Dentárias: 
Os animais são forçados a manter uma dieta nociva com açúcares durante três semanas ou têm bactérias introduzidas em suas bocas para estimular a decomposição dos dentes. Depois disso, são submetidos aos testes odontológicos. Muitas vezes, os animais têm suas gengivas descoladas e a arcada dentária removida. Os animais mais usados são macacos, cães e camundongos.

Dissecação: 
Animais são dissecados vivos nas universidades e outros centros de estudo.
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Cirurgias Experimentais e Práticas Médico-Cirúrgicas: 
Cães, gatos, macacos e porcos são usados como modelos experimentais para o desenvolvimento de novas técnicas-cirúrgicas ou aperfeiçoamento das já existentes. Cirurgias toráxicas, abdominais, ortopédicas, neurológicas, transplantes são constantemente realizadas. Não é raro ver animais mutilados, tendo seus membros quebrados, costurados, decapitado sem nenhum uso de anestesia!
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Experimentação Animal na Educação: 
São várias as finalidades dos experimentos realizados com animais em universidades brasileiras: observação de fenômenos fisiológicos e comportamento a partir da administração de drogas; estudos comportamentais de animais em cativeiro; conhecimento da anatomia interna; e desenvolvimento de habilidades e técnicas cirúrgicas. Os experimentos são comuns em cursos de Medicina Humana e veterinária, Odontologia, Psicologia, Educação Física, Biologia, Química, Enfermagem, Farmácia e Bioquímica. Essas práticas vêm sendo severamente criticadas por educadores e profissionais. Seus argumentos são de ordem ética e, em alguns casos, técnica, levantados em favor de educação mais inteligente e responsável. Abaixo estão descrições breves dos experimentos mais encontrados nas universidades:
- Miografia: Um músculo esquelético, geralmente da perna, é retirado da rã ainda viva para estudar a resposta fisiológica a estímulos elétricos.
- Sistema Nervoso: Uma rã é decapitada e um instrumento pontiagudo é introduzido repetidamente na sua espinha dorsal, observando-se o movimento dos músculos esqueléticos do restante do corpo.
- Sistema Cardiorespiratório: Um cão é anestesiado, tem seu tórax aberto e observa-se os movimentos pulmonares e cardíacos. Em seguida aplicam-se drogas, como adrenalina e acetilcolina, para análise da resposta dos movimentos cardíacos. Outras intervenções podem ser realizadas. Por fim, o animal é morto.
- Anatomia Interna: Diversos animais podem ser utilizados para tal finalidade. Geralmente são mortos ou são sacrificados como parte do exercício, com éter ou anestesia intravenosa.
- Estudos Psicológicos: Ratos, porcos-da-índia ou pequenos macacos podem ser utilizados como instrumento de estudo. São vários os experimentos realizados. Privação de alimentos ou água (caixa de Skinner, por exemplo); experimentos com cuidado materno (a prole é separada dos genitores); indução de estresse (utilizando-se choques elétricos, por exemplo); comportamento social em indivíduos artificialmente debilitados ou caracterizados. Alguns animais são mantidos durante toda a vida em condições de experimentos, outros são mortos pelas condições extremas de estresse ou quando não podem mais ser reutilizados.
- Habilidades Cirúrgicas: Muitos animais, geralmente vivos,  podem utilizados para estas práticas.
- Farmacologia: Geralmente pequenos mamíferos, como ratos e camundongos. Drogas são injetadas intravenosas, intramuscular ou diretamente no estômago (via trato digestivo por catéter ou injeção). Os efeitos são visualizados e registrados.


Avanços Médico-Científicos SEM a Experimentação em Animais:01) Descoberta da relação entre colesterol e doenças cardíacas.
02) Descoberta da relação entre o hábito de fumar  e o câncer, e a nutrição e câncer.
03) Descoberta da relação entre hipertensão e ataques cardíacos.
04) Descoberta das causas de traumatismos e os meios de prevenção.
05) Elucidação das muitas formas de doenças respiratórias.
06) Isolamento do vírus da AIDS.
07) Descoberta dos mecanismos de transmissão da AIDS.
08) Descoberta da penicilina e seus efeitos terapêuticos em várias doenças.
09) Descoberta do Raio-X.
10) Desenvolvimento de drogas anti-depressivas e anti-psicóticas.
11) Desenvolvimento de vacinas, como a febre amarela.
12) Descobrimento da relação entre exposição química e seus efeitos nocivos.
13) Descoberta do Fator RH humano.
14) Descoberta do mecanismo de proteína química nas células, incluindo substâncias nucléicas.
15) Desenvolvimento do tratamento hormonal para o câncer de próstata.
16) Descoberta dos processos químicos e fisiológicos do olho.
17) Interpretação do código genético e sua função na síntese de proteínas.
18) Descoberta do mecanismo de ação dos hormônios.
19) Entendimento da bioquímica do colesterol e "hipercolesterolemia" familiar.
20) Produção de "humulina", cópia sintética da insulina humana, que causa menos reações alérgicas.
21) Entendimento da anatomia e fisiologia humana.


As Alternativas
Definimos alternativas como recursos educacionais ou abordagens educativas que substituam o uso de animais ou complementem práticas humanitárias de ensino. A educação humanitária no ensino de ciências pode ser encontrada quando:
- estudantes são respeitados em sua liberdade de escolha e opinião
- animais não são submetidos a sofrimento ou mortos em praticas educativas
- os objetivos educacionais são obtidos utilizando-se métodos e abordagens alternativas
- a educação estimula a visão holística e o respeito à vida

Alternativas são Inovadoras: 
A adoção de métodos alternativos mantém a educação atualizada e sincronizada com o progresso tecnológico, com o desenvolvimento de métodos de ensino e contribuem para o pensamento ético. Mostram o respeito para com as considerações éticas dos professores e estudantes, e para com os animais. Com várias alternativas, os estudantes podem aprender em seu próprio ritmo. A qualidade da educação é acentuada, criando um ambiente saudável de aprendizagem com o mínimo de conflitos negativos, distração ou complicação. Muitos métodos humanitários de ensino são simples, previsíveis e repetitíveis, de modo que princípios experimentais e objetivos posam ser aprendidos eficientemente. A auto-experimentação pode ser altamente memorizável e divertida, e alternativas avançadas como realidade virtual e multimídia são excitantes no uso.

Alternativas são Eficientes: 
O uso de alternativas e uma combinação de cuidados específicos no ensino possibilitam o alcance dos objetivos de ensino de qualquer prática com animais. Além do mais, estudos publicados que têm avaliado a eficiência de métodos alternativos tem mostrado que os estudantes que optam por alternativas aprendem tão bem quanto, e em alguns casos melhor, que os estudantes que utilizam o método tradicional de experimentação animal. Alternativas são mais econômicas também: muitas alternativas e mesmo métodos de ensino são baratas quando comparadas ao gasto com a manutenção, compra ou criação de animais. Outras alternativas requerem um gasto inicial considerável, mas os benefícios do investimento são aparentemente imediatos, e os custos podem ser cobertos à longo prazo, pois poupam o gasto exigido com o uso de animais.

Modelos e Simuladores: 
Modelos e simuladores mecânicos podem ser muito úteis ao estudo de anatomia, fisiologia e cirurgia. Eles vão de modelos simples e baratos à equipamentos computadorizados. Modelos mecânicos como simuladores de circulação podem oferecer uma excelente visão de processos fisiológicos, e simuladores de pacientes ligados à computadores e manequins, e controles sofisticados de operação estão substituindo cada vez mais o uso de animais no treinamento médico.

Filmes e Vídeos Interativos: 
Filmes são baratos, fáceis de se obter, duradouros e fáceis de usar. Eles oferecem a possibilidade de repetição, utilizando câmera lenta, e mostrando detalhes em closes. A adição de gráficos, animações e elementos interativos podem acentuar o seu valor educativo; e com faixas audio-visuais os estudantes podem acompanhar uma gravação de um experimento enquanto monitoram os equipamentos que registram os detalhes do experimento.

Simulação Computadorizadas e Realidade Virtual: 
Alternativas computadorizadas podem ser altamente interativas e incorporar outros meios como gráficos de alta qualidade, filmes, e frequentemente CD Roms. Eles podem ser baseados em dados experimentais atuais ou serem gerados de equações clássicas, e podem incluir variação biológica. Alguns permitem a adaptação pelos professores, de modo a possibilitar os objetivos específicos da aula. A aprendizagem através de computadores não apenas permite a exploração de disciplinas por novos caminhos e em grande profundidade, como também capacita os estudantes para um futuro onde a Informação-Tecnologia terão um papel dominante. Desenvolvimentos no campo da realidade virtual têm possibilitado o uso de técnicas de imagem de alta qualidade no trabalho de diagnóstico e tratamento no estudo e prática de medicina humana. Com as técnicas disponíveis atualmente, o desenvolvimento de novas alternativas computadorizadas e o aperfeiçoamento de produtos existentes é quase ilimitado.

Auto-Experimentação: 
Estudantes de biologia e medicina de muitas universidades participam ativamente em práticas cuidadosamente supervisionadas onde eles são os animais experimentais para o estudo de fisiologia, bioquímica e outras áreas. Ingerindo substâncias como café ou açúcar, administrando drogas como diuréticos, e usando eletrodos externos para a mensuração de velocidade de sinais nervosos estão entre os muitos testes que podem ser aplicados em si mesmo ou nos colegas.

Uso Responsável de Animais: 
Para estudantes que precisam de experiências práticas com animais, tais necessidades podem ser supridas de diversas maneiras humanitárias. Animais que morreram naturalmente, ou que sofreram eutanásia por motivos clínicos, ou que foram mortos em estradas, etc., são utilizados em algumas universidades para o estudo de anatomia e cirurgia. Para estudantes que precisam do uso de animais vivos, a prática clínica é o método mais aplicado e humanitário; em alguns cursos de veterinária, por exemplo, a habilidade cirúrgica é aprendida pelos estudantes através de operações severamente supervisionadas em pacientes animais, em clínicas veterinárias.

Estudos de Campo e de Observação: Existe uma gama ilimitada de práticas alternativas que podem ser aplicadas através do estudo em campo. Animais selvagens e domésticos, e obviamente humanos, oferecem oportunidades para o estudo prático não invasivo e não prejudicial no estudo de zoologia, anatomia, fisiologia, etologia, epidemiologia e ecologia. Tais métodos podem estimular os estudantes a reconhecerem suas responsabilidades sociais e ambientais.

Experiências In Vitro: 
Muitos procedimentos bioquímicos envolvendo tecido animal podem ser adequadamente experimentados em cultura de tecidos. Outros métodos in vitro, particularmente em toxicologia, podem ser utilizados microorganismos, cultura de células, substituindo o uso de animais e oferecendo excelente preparação para profissões em pesquisas humanas.


Legislação 
De acordo com a Lei de nº 9.605, de 13 de Fevereiro, de 1998, as experimentações em animais são ilegais quando existirem recursos alternativos.
Capítulo V - Dos Crimes Contra o Meio Ambiente
Seção I - Dos Crimes contra a Fauna
Art. 32º Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena: detenção, de três meses a um ano, e multa.
§1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
§2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.


Aulas
Você é contra e quer que as faculdades parem de usar animais durante as aulas?
- Pesquise e apresente alternativas aos coordenadores do curso;
- Denuncie as aulas que inflijam às normas do tratamento ético aos animais e lute para o fim da experimentação;
- Junte-se aos colegas que não são a favor das aulas e formem um grupo de ação;
- Envie cartas ao professor responsável, diretor, coordenador do centro, ou à algum membro do Comitê de Ética no Uso de Animais (se existir) pela disciplina solicitando métodos alternativos para finalidades didáticas;
- Ninguém poderá lhe banir, reprovar ou prejudicar por se recusar a assistir as aulas (objeção de consciência);
- Fotografe e/ou filme os animais antes, durante e depois das aulas - provas e documentos são fundamentais para combater transgressões.

Objeção de Consciência:
Nenhum aluno precisa participar de aulas que envolvam animais vivos. Nenhum professor, ou diretor, pode puni-los, tirar pontos ou reprová-los por isso, pois você está amparado pela lei. Isso se chama Objeção de Consciência. A objeção de consciência indica o grau de consciência social em um Estado, a liberdade dos cidadãos desse mesmo Estado, bem como a intensidade da intervenção do Estado na esfera particular dos cidadãos. É oportunidade para a prática da democracia. Imprima e leve consigo a lei a seguir, isso lhe garantirá o direito de não fazer essas aulas:

Constituição - Capítulo I - Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos
Art. 5º
§2º Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da lei.
§3º Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante.
§6º É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias.
A ação individual é muito importante, porque há pouco histórico de resistência de estudantes à prática de experimentação animal no Brasil. Portanto é um campo novo, em que estudantes como você serão pioneiros. Suas ações vão fundamentar ações futuras. Sugerimos que você forme um grupo em sua universidade que se oponha ao uso de animais.
Veja informações de apoio ao estudante no site do Interniche Brasil.

Escolha cosméticos e produtos que não tenham sido testados em animais, veja aqui:
Lista de Produtos e Empresas que Testam em Animais
Lista de Produtos e Empresas que NÃO Testam em Animais
Tenha sempre essas listas em mãos, e divulgue. Entre em contato com o SAC das empresas, por email ou telefone,informando que deixará de usar os produtos enquanto elas testarem em animais.

Mais Informações:
Resumo do Livro a Verdadeira Face da Experimentação Animal
www.1rnet.org
Fontes:
"A verdadeira Face da Experimentação Animal" - Sergio Greif & Thales Tréz
FBAV
www.internichebrasil.org
PEA





Fonte